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ODRES NOVOS

20 jan

mensagem007 “E ninguém põe vinho novo em odres velhos, pois que o vinho novo romperá os odres; entornar-se-á o vinho e os odres se estragarão.” (Lc. 5. 36-39)

As mensagens novas, as revelações que o Senhor tem dado à Sua Igreja, têm sido o vinho novo que vem renovar o vigor da igreja, dando-lhe nova visão. Infelizmente muitos homens de Deus têm pensado que podem conter vinho novo em odres velhos, isto é, estruturas velhas. Tais estruturas podem ser eclesiásticas ou pessoais.

É impossível conter as estruturas eclesiásticas arcaicas a revelação nova que o Senhor está a dar. Se assim tentarmos fazer, “o vinho romperá os odres” (Mc. 2. 22). É impossível receber a nova revelação como um “remendo” (Mt. 9. 16) que se pode colocar no “vertido velho” dos dogmas, das tradições, e da organização emperrada do “odre velho”. Se quisermos renovar, vamos renovar inteiramente, inclusive o “odre”, a vasilha em que colocaremos aquilo que o Senhor está falando nesses dias.

É impossível conter em estruturas mentais e psicológicas arcaicas, a revelação nova que o Senhor está dando. Se quisermos algo novo, precisamos ser capazes de mudar a nossa maneira de pensar. “Transformai-vos pela renovação da vossa mente…” E quero confessar: esta renovação é tão difícil quanto a das estruturas eclesiásticas. É incrível verificar como o homem se apega a conceitos passados, mesmo que ilógicos, e procura defendê-los com unhas e dentes, embora indefensáveis! Oh, que o Senhor nos ajude, nos ensine, nos capacite para quebrar as tradições, quebrar as rotinas, quebrar as barreiras, que nós formamos, ou que seguimos cegamente! Como é difícil destruir o comodismo espiritual, que nos impede de avançar em coisas maiores em Deus! Que Deus nos dê o espírito de “bandeirantes espirituais”, para desbravar as florestas da mesmice, das tradições, da cegueira espiritual!

Tenho verificado que a personalidade humana é capaz de aceitar hoje coisas novas, mas amanhã rejeitar outras novidades, embora sejam menos difíceis de aceitar do que as de hoje. Não há explicação para isso. Mas o resultado é terrível.

Também há à tendência de rejeitar hoje o que Deus está revelando, mas aceitá-lo daqui algum tempo, aquela verdade se torna menos explosiva, escandalosa ou estranha, e por isso aceitável (1 Co. 5. 39). O que precisamos é aceitar a revelação, logo que Deus há dá. (Mt. 21. 28-32).

Ainda pior é quando alguém rejeita uma verdade nova, só por ouvir falar, sem tê-la experimentado. Está é a reação infantil de um garoto que diz que não gosta de determinado prato, sem nunca tê-lo experimentado.

A reação comum é dizer-se satisfeito com os ensinos tradicionais, e que não há necessidade de “novidades”. Este é o comodismo espiritual. Mas a Palavra de Deus nos diz em Jeremias 48. 11-12, que “despejarão as suas vasilhas, e desperdiçarão os seus jarros”, para que não haja oportunidade jamais de voltar ao jarro antigo; pelo contrário, que prossigamos em nosso progresso espiritual, sem jamais voltarmos ao estágio antigo.

Em nossa vida espiritual, precisamos seguir o exemplo de nosso pai Abraão. Não existe na Palestina nenhuma cidade com o nome de Abraão, porque ele jamais edificou uma cidade, nem jamais de acomodou em uma. Hebreus 11. 9 diz que ele “pela fé peregrinou na terra da promessa como em terra alheia”. Isto é, ele jamais considerou sua possessão final a parte da Terra Prometida que alcançara, mas sempre prosseguiu, considerando-se “estrangeiro e peregrino na terra”. Nós também precisamos nos considerar estrangeiros e peregrinos no nível em que chegamos, visando sempre um alvo mais elevado, uma posição mais alta em Deus.

Quantos, ao encontrar “uma formosa herança “ (doutrina, verdade), imediatamente edificam ao redor dela uma cidade, e se acomodam ali, recusando-se a prosseguir para verdades novas! Tais cidades se esclerosam, tornam-se denominações, outras tantas Babilônias! E aquelas pessoas jamais avançam para as coisas que Deus revelar posteriormente – estão presas dentro dos muros que elas mesmas construíram!

Nós não descansaremos enquanto não percorremos toda a terra – isto é, enquanto não tornamos posse de todas as promessas de deus para nós na Sua Palavra, enquanto nós não apossarmos de toda a nossa herança em Deus!

Peçamos ao Senhor para quebrar o resto de odre velho que ainda há em nós: o resto da tradição, o resto de costumes velhos que ainda temos. Peçamos ao Senhor para dar o espírito de Abraão. Que sejamos nômades em nossa jornada espiritual, e jamais nos acomodemos em um determinado estágio da nossa vida espiritual. Como o povo de Israel, não fomos chamados para um oásis no meio do deserto (por agradável por ele seja!), mas fomos chamados para a Terra Prometida. Não para simplesmente substituirmos, mas para tomarmos posse da plenitude da nossa herança no Senhor!

Senhor, que sejamos odres novos!

Ap. Jota Moura Rocha

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Publicado por em 20/01/2013 em MENSAGENS

 

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