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UM CHAMADO À ANGÚSTIA

17 jan

mulher-angustiadaNão é fácil para eu dar uma mensagem como esta. Tenho reclamado ao Senhor, dizendo: “Será que não poderias me dar uma mensagem mais agradável?”. No entanto Ele me deu um chamado á angustia. Pode não ser para todos os leitores, mas Deus tem falado comigo, e preciso compartilhar com quem puder ouvir.

Não sei quanto a você, mas eu estou cansado de ouvir sobre avivamentos, despertamentos, derramamentos do Espirito para os últimos dias. Já ouvi essa retórica por 50 anos. É apenas retórica, na maioria das vezes, sem qualquer significado real. Estou cansado de ouvir pessoas dizerem na igreja que querem ver seus familiares convertidos. Estou cansado de ouvi-las dizer que estão preocupadas com seu ca­samento problemático, quando é apenas conversa, retórica vazia.

Não quero mais ouvir sobre moralidade no nosso país, sobre a depravação da sociedade, sobre corrupção e desonestidade nos negócios. Estou cansado de ou­vir sobre os muçulmanos que estão cada vez mais fortes, sobre o enfraquecimento do cristianismo, sobre a falta de vida na Igreja. Tudo isso também não passa de retórica vazia, nunca muda nada.

Estou cansado também de tantas conferências sobre “Como obter sucesso”, porque não produzem nada. “Como enfrentar dificuldades”, “Como levar sua igreja a crescer”, “Como alcançar os per­didos”, “Como melhorar sua habilidade para lidar com pessoas”, “Como impactar o mundo nesta era de informática”. Quan­do olho para o cenário religioso de hoje, o que vejo são Invenções e ministérios do homem, da carne. Na maior parte, não há poder, não há impacto sobre o mundo.

Sem a Presença de Deus – e Sem Angústia

Vejo o mundo entrando cada vez mais na igreja, impactando a igreja ao invés de ser impactado por ela. Vejo a música tomando conta da casa de Deus, o entretenimento tomando conta da casa de Deus, uma verdadeira obsessão com apresentações e entretenimento. Há uma aversão á repreensão, à disciplina; ninguém quer ouvir nada negativo.

Quantas vezes, nos últimos tempos, você participou de um culto em que a presença do Espirito Santo foi tão forte que seus pecados foram expostos ao seu coração, e você pode ter um encontro com o amor e a graça de Deus? Quando foi a última vez em que viram jovens caindo de rosto em terra, clamando por misericórdia, porque o povo de Deus esteve prostrado antes na presença dele com tamanho encargo e agonia que um espirito de convicção foi enviado do céu sobre eles? Quantas vezes, nos últimos meses, você ouviu uma palavra de pregação que ardeu tão forte em sua alma que só podia ter vindo direto do céu, do coração de Deus?

O que foi que aconteceu com a an­gústia na casa de Deus? O que aconteceu com angústia no ministério? Nem sequer se pronuncia essa palavra na nossa era amimada. Angústia significa extrema dor e aflição, as emoções aguçadas de tal forma, em virtude das condições interiores ou daquelas à sua volta, que o sofrimento se torna profundo, agudo, intenso. Angús­tia é profunda dor, tristeza, a agonia do coração de Deus.

Conseguimos manter nossa retórica religiosa e nosso vocabulário de avivamento apesar de nos termos tornado ex­tremamente passivos. O que chamamos de despertamento ou avivamento pessoal tem tido durarão muito curta. Quando somos tocados pela mão de Deus, prometemos-lhe que não voltaremos mais á passividade; entretanto, passadas algumas semanas ou meses, já nos esfriamos e caímos numa passividade maior ainda que no início.

Falo por experiência. Dizemos: “Desta vez, ó Deus, tu me tocaste e me mudas­te por toda a vida; nunca mais serei o mesmo”. É como a explosão de fogos de artificio. Produzem um grande estrondo e depois desaparecem.

A Situação de Ruina

Toda verdadeira paixão nasce da an­gústia. Toda verdadeira paixão por Jesus nasce de um batismo de angústia. Se examinar as Escrituras, verá que quando Deus decidia restaurar uma situação arruinada, ele procurava um homem que orava e o levava ás águas de angústia. Ele dividia com esse homem sua própria angústia por causa do que estava acontecendo com seu povo. Ele o levava a um verdadeiro batismo de angústia.

Foi o que aconteceu no livro de Neemias. Jerusalém estava em ruinas. O centro do interesse de Deus na Terra, a cidade santa agora estava devastada, cheia de iniquidade e de casamentos mistos entre o povo de Deus e pessoas pa­gas. Estavam escravizando seus próprios compatriotas, oprimindo os pobres. A casa de Deus estava poluída com imundícia, o sumo sacerdote em conluio com Tobias, o réprobo pagão. Como Deus iria tratar essa situação? Como restauraria as ruinas?

Estamos diante de uma situação semelhante hoje – só que muito pior. Os homens estão ficando cada vez mais per­versos, assim como Jesus predisse que aconteceria. A Igreja está contaminada com pedofilia, molestamento de crianças, incesto e adultério. As nações “cristãs” do Ocidente estão em acelerado declínio moral, inundadas com imundícia porno­gráfica que causa vergonha ao restante do mundo. A ruina e o caos moral estão atingindo a casa de Deus também. Multidões de cristãos em toda parte se reúnem para falar do próximo capítulo da novela ou do seriado que domina sua atenção e que, muitas vezes, exibe violência, promiscuidade, desonestidade e mentiras. Eles vão para os cultos, levantam as mãos, cantam, aplaudem, são abençoados e voltam para casa para continuar enchendo os olhos com toda essa sujeira!

Agora, não me entenda mal: eu creio no amor de Deus. Prego sempre sobre a misericórdia e a graça de Deus, sobre o seu amor de aliança. Creio que é importante falar sobre a bondade e a longanimidade de Jesus. Multidões de pessoas, porém, estão sendo bombardeadas hoje com mensagens de autoajuda. As pessoas estão transformando a graça de Deus em sensualidade, em cobiça carnal. Tornamo-nos como os filhos de Israel, que diziam as palavras certas, mas cujo coração não estava reto com Deus (veja Dt. 5.28,29).

Por Que Neemias?

Em Neemias 1.1-4, uma delegação chegou a Neemias da cidade arruinada de Jerusalém e contou-lhe como a cidade es­tava devastada e como os muros estavam caídos. Eram homens, sem dúvida, te- mentes a Deus, contudo não tinham ideia alguma de como Deus poderia resolver a situação ou trazer urna restauração. Só souberam relatar a ruina, a decadência, o desespero e a desesperança.

Qual foi a resposta de Neemias? “Ten­do eu ouvido estas palavras, assentei-me e chorei, e lamentei por alguns dias; e estive jejuando e orando perante o Deus dos céus” (Ne. 1.4). Deus achou um homem de oração e o fez descer às aguas da angústia.

“Estejam, pois, atentos os teus ouvidos […] à oração do teu servo, que hoje faço à tua presença, dia e noite, pelos filhos de Israel, teus servos; e faço confissão pelos pecados dos filhos de Israel, que temos cometido contra ti; pois eu e a casa de meu pai temos pecado” (Ne. 1.6).

Neemias não era um pregador; era um homem de carreira secular, o copeiro do rei. Ele tinha urna vida de conforto, trabalhando no palácio. Podemos dizer que estava com a vida feita. Porém era um homem de oração. Deus achou um homem que não teria um mero súbito de emoção, um grande surto de interesse e preocupação que logo se dissiparia. Ne­emias chorou, lamentou, pôs-se a jejuar e orar noite e dia.

Um dos homens que fazia parte da delegação chamava-se Hanani. Sabemos que era um homem temente a Deus porque posteriormente foi nomeado como um dos governantes da cidade (Ne 7.2). Por que ele ou um dos outros não tinha uma solução para a situação? Por que Deus não os usou para restaurar a cidade? Porque não houve nenhum sinal de angústia! Não havia lágrimas, nenhuma palavra de oração.

Tem alguma importância para você o fato de que a Jerusalém de Deus atual, a Igreja, está em aliança com o mundo? Que há tanta frieza por toda parte? Multidões de pessoas estão caindo em passividade total. Preferem ir a igrejas onde podem ouvir mensagens suaves; não querem mais ouvir falar de Ira ou repreensão. A ruina em que estamos – isso lhe importa?

Ou, chegando mais perto da sua vida pessoal, você se importa com a condição da Jerusalém de dentro, do coração? Tem percebido os sinais de ruinas que lentamente drenam sua paixão e poder espiritual? Ou está cego à mornidão, cego à mistura que vai se infiltrando imperceptivelmente? A cegueira espiritual, quando chega, raramente é notada. Geralmente é a última coisa a ser reconhecida por um filho de Deus que está em processo de decadência.

Como você reagira se seu pastor ou alguém que o acompanha, conhece bem e se preocupa com sua vida chegasse e lhe dissesse: “Eu o amo, mas preciso dizer- lhe a verdade. Você está mudando, está caindo de onde estava antes. Há algum elemento do mundo que está invadindo seu coração. Não sei o que o está influen­ciando, mas vejo mudanças em sua vida. Não há mais aquele quebrantamento, a compaixão que antes tinha por sua família. Não vejo preocupação pelos seus fami­liares que não conhecem a Jesus. Você está mudando; pouco a pouco, algo está lhe acontecendo”.

Será que você cairia de joelhos se a ruina que nem havia percebido de repente fosse revelada diante dos seus olhos? Apesar dos louvores maravilhosos e cultos abençoados, muitos estão mudando para o piore nem se aperceberam disso. Estamos perdendo nossa garra. É a estratégia do inimigo – tirar sua garra para lutar em oração e chorar diante de Deus. Você fica acomo­dado, assistindo à televisão, enquanto sua família caminha para o inferno!

Será que você realmente se importa que os seus familiares ou amigos estejam caminhando para o inferno enquanto nos aproximamos cada vez mais do fim de tudo? Você se preocupa com a possibilidade de se perderem pessoas tão próximas a alguém que ama a Jesus? Onde está a angústia, onde estão as lágrimas? Onde está a lamentação, onde está o jejum? Onde estão as pessoas que se levantam no meio da noite para expressar sua angústia em oração? Onde está a confissão de pecados, pecados próprios e pecados dos filhos ou do cônjuge diante do Senhor? Foi exatamente isto que Neemias fez (Ne. 1.6). Foi também o que Daniel fez (veja Dn. 9.5-14).

Angústia ou Preocupação?

Existe urna grande diferença entre angústia e preocupação. Preocupação é quando você toma grande interesse num projeto, causa ou necessidade. Algo cativa a sua atenção, geralmente através de um estímulo emocional. Por exemplo, quan­do você ouve sobre milhares de pessoas morrendo de AIDS ou de fome na África ou de crianças sofrendo na Índia. A notícia, as reportagens, as imagens mexem com você; há uma reação emotiva que incita preocupação.

No entanto, existe urna diferença entre preocupação e angustia. Você pode se envolver com uma causa, ficar muito animado sobre um projeto, divulgá-lo, sustentá-lo, organizá-lo e Investir muita energia. Porém nada disso é angústia.

Esta igreja [Times Square Church, Nova York] foi gerada na angústia, seis meses de angústia e lágrimas. Eu estava pastoreando urna igreja pequena numa cidadezinha aconchegante na Pensilvânia, EUA, quando comecei a clamar: “Oh, Deus, estou árido e vazio. Se isso que tenho é tudo que o Espirito Santo pode dar, não o quero mais”. Entrei em grande desespero, semanas e semanas claman­do ao Senhor, confessando minha própria falta de vida e esterilidade.

Depois vim à Nova York para fazer campanhas nas ruas da cidade. Enquanto andava pelas ruas, vi gente vendendo um tipo de heroína, o tipo mais forte, o tipo que “matava”, como eles diziam. Lembro-me de como caí em prantos, ali mesmo; não me importei com as multidões que estavam passando – sentei-me num hidrante, ao lado de um prédio, e chorei! Eu estava em angústia, a umas quatro quadras de onde a igreja está hoje, na Broadway, chorando e agoniando. Eu não estava procurando um ministério, não estava pensando em edificar urna igreja; estava sentindo a dor de Deus por urna cidade perdida. Era a mesma dor que sentirá, anos antes, quando nasceu o ministério Desafio Jovem.

Quero lhe dizer urna coisa que aprendi nestes 50 anos de ministério. Se algo não for gerado na angústia, se não nascer atra­vés do Espirito Santo, se você não vir ou ouvir falar de ruina de forma a impeli-lo a cair de joelhos, se não passar por um batismo de angústia que o leva a orar e a buscar a Deus, tudo o que fazer não representará nada aos olhos do Senhor. Nunca produz nada que tivesse algum valor para Deus em todos estes 50 anos que não fosse gerado em agonia. Nunca, nunca – o resto foi apenas fruto da minha carne.

Já estive em muitos lugares no mun­do, ouvindo o clamor de pastores e líderes, muitos do quais confessavam que esta­vam vazios, sem vida, sem conseguir orar, às vezes, durante meses. A pregação de sermões não iria lhes trazer restauração; uma nova revelação não era a resposta, não adiantaria fazer alianças. Enquanto eu não estiver em agonia, enquanto não sentir angústia sobre a situação, estarei apenas pregando sermões.

O que estamos realizando com todos os nossos projetos, nossos ministérios, nossos programas? Onde estão os professores e líderes de adolescentes que chorem sobre aqueles que não estão ouvindo, que estão caindo no abismo? Em toda parte, por aonde vou, alguém tem um projeto, um plano ou um sonho – mas não passa disto: uma ideia. Não nasceu de um coração quebrado, de horas de jejum e oração e angústia. São apenas ideias – e estou farto delas!

Precisamos entender: a verdadeira vida de oração nasce no lugar de angústia, no lugar em que decisões fundamentais para o resto da vida são tomadas. Se você se dispuser para orar, Deus virá e dividirá o coração dele com você. E posso lhe dizer: há muita dor no coração de Deus. Ele quer mostrar a condição de sua Igreja, quer que você veja a condição arruinada do seu próprio coração. E, no fim, vai lhe fazer uma pergunta: “Você se importa com isso? O que isso lhe significa?”.

As Duas Opções

Nessa hora, na sua angústia, você terá de tomar uma decisão. Você pode levantar-se do lugar de angústia e dizer: “Não posso lidar com isso. Já era difícil para mim, agora está demais. Não quero. Deus, para mim chega! Quero ser apenas um cristão normal. Não quero carregar esse tipo de peso. Não quero ter de chorar em favor da minha família. Vou tomar a vitória ‘pela fé”. E, então, você sairá de lá e voltará à sua passividade.

Ou, então, seu coração pode clamar: “Oh Deus, teu nome está sendo blasfe­mado, estão escarnecendo do Espirito Santo, o inimigo está tentando destruir o testemunho da fidelidade do Senhor. Não pode ficar assim, temos de confrontá-lo”. Se isso acontecer, Deus virá e lhe dirá: “Já inflamei o seu coração com a revelação do meu; dividi a minha angústia com você. Estou permitindo que você sinta um pouco do que sinto de tal maneira que caia de jo­elhos. E, se realmente quiser tomar o meu peso sobre seu coração, falarei com você e lhe darei uma palavra de direção”.

Foi isso que aconteceu com Neemias. Ele saiu das águas de angustia com urna palavra clara que ninguém pode rejeitar. Levou a cidade e a nação a cair de joelhos em oração e arrependimento (Ne. 8).

Algumas pessoas acreditam nesta teoria de que a necessidade já constitui um chamado. Se você vê urna necessi­dade, não precisa buscar um chamado de Deus, é só levantar-se e agir. Se Nee­mias tivesse pensado assim, sabe o que teria feito? Teria falado com os homens da delegação: “Senhores, se quiserem me esperar, só vou fazer minhas malas. Deem-me um dia ou dois. Esse tipo de desafio é meu alimento. Mãos á obra!”. Sem angústia, sem jejum, sem oração, sem quebrantamento: mãos à obra. Nada teria sido realizado. Os muros nunca teriam sido reconstruídos. Qualquer coisa que você tentar fazer, sem o batismo na angústia, vai cair por terra e fracassar. Não vai funcionar no reino de Deus.

O profeta Amós clamou: “Ai dos que andam à vontade em Sião, espreguiçando-se nas camas, comendo e entoando suas canções, sem se afligirem com a rui­na de José” (veja Am. 6.1-6). O sentido da palavra no hebraico é que não estavam se agonizando em oração por causa da decadência em José (ou Israel). Não sentiam agonia, não se angustiavam por causa da situação do povo de Deus. Comédia, sim; canções alegres, sim; festança, entretenimento, prazer, convívio alegre, sim. Choro, angústia, jejum, oração – não, não queremos isso.

Nem todos têm a disposição de compartilhar o coração de Deus. É algo que precisamos pedir a Deus, dizendo: “Oh Deus, quero me arriscar, quero conhecer o teu coração”. Ao buscar a face dele, permita que ele o quebrante e o derreta, e comece a entrar nessa comunhão com o Senhor que o conduzirá à angústia.

E Depois da Angústia?

Agora, Deus não nos chamou para vivermos na angústia. A angústia é o processo de gerar, de dar á luz àquilo que Deus quer formar, para tirar da ruina a sua família (ou outra pessoa ou igreja, conforme ele lhe revelar) e operar uma restauração sobrenatural. Assim, do meio desse batismo na angústia, surge algo maravilhoso: um toque instantâneo, o dis­cernimento da voz de Deus. Assim como no batismo nas águas, você sai da angústia e entra num novo lugar em que conhece instantaneamente a voz de Deus.

Veja como aconteceu com Neemias: ele estava jejuando e orando. Estava em lamentação, a ponto de deixar urna marca em seu semblante. O rei notou, pois Ne­emias era o copeiro. Um dia, ao levar o vinho ao rei, este lhe perguntou: “Por que está tão abatido, por que seu semblante está triste?”. Ali não dava tempo para Neemias ir à parte e abrir seu coração ao Senhor; não dava para pedir ao rei três dias para orar e jejuar. Ele precisava de uma palavra instantânea.

“Por que este semblante abatido, Neemias?” Ele disse que “temeu sobremaneira” (Ne. 2.2).

“Então orei ao Deus dos céus; e disse ao rei…” (vv.4,5). Em outras palavras, oração instantânea e direção instantânea. Conhecendo a voz de Deus…

Há momentos em que você não saberá o que fazer, em que não disporá de tem­po para se retirar e orar. Terá de conhecer a voz de Deus. “Este é o caminho, andai por ele.” Instantâneo. É um resultado glorioso do batismo na angústia.

O servo de Deus que aceitar volunta­riamente o manto da dor de Deus é o único que tem a autoridade e o direito de cobrar de Deus suas promessas de aliança. Só depois de ficar desesperado e de dispor o seu coração para buscar o Senhor é que você poderá cobrar dele o cumprimento de suas promessas de aliança.

Foi o que Neemias fez: lembrou Deus da sua aliança com Moisés (Ne. 1.8,9). Ele disse: “Foi isso que tu prometeste, Deus”. Quando você permite que Deus o conduza para além de mera preocupação e de emoções passageiras, você tem todo direito de lembrar Deus de cada uma de suas promessas de aliança.

Finalmente, em Neemias 8.8, os líderes leram no livro da lei de Deus cla­ramente, dando explicações de modo que o povo pudesse compreender a leitura. Antes da leitura, de acordo com o texto, o povo levantou as mãos, respondendo “amém” e Inclinando-se para adorar ao Senhor com o rosto em terra. Esse foi o resultado de Neemias ter passado pelo batismo na angustia.

“Neemias, que era o governador, e Esdras sacerdote e escriba, e os levitas que ensinavam a todo o povo, lhe disseram: Este dia é consagrado ao Senhor vosso Deus, pelo que não pranteeis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras da lei. Disse-lhes mais: Ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força” (Ne. 8.9,10).

É isso que acontece quando se entra no coração de Deus. Verdadeira alegria é ver Deus cumprir sua palavra e suas promessas de aliança. Verdadeira alegria vem através da angústia, de conhecer o coração de Deus, de receber a direção de Deus e ver frutos que permanecem. Não há nada na carne que possa nos trazer alegria. Não importa quanto dinheiro você possa ganhar, que tipo de casa nova que consiga adquirir, não há nada, absolutamente nada no mundo material que possa lhe dar alegria. É somente o que é realizado pelo Espirito Santo que gera alegria real. Conhecendo o coração dele, obedecendo à sua voz, Deus mostra o caminho em que deve andar através do toque instantâneo. E, depois, o gozo indescritível de ver Deus responder sua oração. Você edifica os muros em torno de sua família, em torno do próprio coração, fazendo com que sejam fortes e inacessíveis ao inimigo.

Oh Deus, é isso que verdadeiramente desejamos!

(Traduzido e adaptado de uma mensagem pregada por David Wilkerson em 15 de se­tembro de 2002, na Igreja “Times Square” em Nova York)

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Publicado por em 17/01/2013 em MENSAGENS

 

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