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Arquivo mensal: maio 2011

AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO

Gl 5.19-23 “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o Reino de Deus. Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei.”

Nenhum trecho da Bíblia apresenta um mais nítido contraste entre o modo de vida do crente cheio do Espírito e aquele controlado pela natureza humana pecaminosa do que 5.16-26. Paulo não somente examina a diferença geral do modo de vida desses dois tipos de crentes, ao enfatizar que o Espírito e a carne estão em conflito entre si, mas também inclui uma lista específica tanto das obras da carne, como do fruto do Espírito.

OBRAS DA CARNE. “Carne” (gr. sarx) é a natureza pecaminosa com seus desejos corruptos, a qual continua no cristão após a sua conversão, sendo seu inimigo mortal (Rm 8.6-8,13; Gl 5.17,21). Aqueles que praticam as obras da carne não poderão herdar o reino de Deus (5.21). Por isso, essa natureza carnal pecaminosa precisa ser resistida e mortificada numa guerra espiritual contínua, que o crente trava através do poder do Espírito Santo (Rm 8.4-14; ver Gl 5.17 nota). As obras da carne (5.19-21) incluem:

(1) “Prostituição” (gr. pornéia), i.e., imoralidade sexual de todas as formas. Isto inclui, também, gostar de quadros, filmes ou publicações pornográficos (cf. Mt 5.32; 19.9; At 15.20,29; 21.25; 1Co 5.1). Os termos moichéia e pornéia são traduzidos por um só em português: prostituição.

(2) “Impureza” (gr. akatharsia), i.e., pecados sexuais, atos pecaminosos e vícios, inclusive maus pensamentos e desejos do coração (Ef 5.3; Cl 3.5).

(3) “Lascívia” (gr. aselgeia), i.e., sensualidade. É a pessoa seguir suas próprias paixões e maus desejos a ponto de perder a vergonha e a decência (2Co 12.21).

(4) “Idolatria” (gr. eidololatria), i.e., a adoração de espíritos, pessoas ou ídolos, e também a confiança numa pessoa, instituição ou objeto como se tivesse autoridade igual ou maior que Deus e sua Palavra (Cl 3.5).

(5) “Feitiçarias” (gr. pharmakeia), i.e., espiritismo, magia negra, adoração de demônios e o uso de drogas e outros materiais, na prática da feitiçaria (Êx 7.11,22; 8.18; Ap 9.21; 18.23).

(6) “Inimizades” (gr. echthra), i.e., intenções e ações fortemente hostis; antipatia e inimizade extremas.

(7) “Porfias” (gr. eris), i.e., brigas, oposição, luta por superioridade (Rm 1.29; 1Co 1.11; 3.3).

(8) “Emulações” (gr. zelos), i.e., ressentimento, inveja amarga do sucesso dos outros (Rm 13.13; 1Co 3.3).

(9) “Iras” (gr. thumos), i.e., ira ou fúria explosiva que irrompe através de palavras e ações violentas (Cl 3.8).

(10) “Pelejas” (gr. eritheia), i.e., ambição egoísta e a cobiça do poder (2Co 12.20; Fp 1.16,17).

(11) “Dissensões” (gr. dichostasia), i.e., introduzir ensinos cismáticos na congregação sem qualquer respaldo na Palavra de Deus (Rm 16.17).

(12) “Heresias” (gr. hairesis), i.e., grupos divididos dentro da congregação, formando conluios egoístas que destroem a unidade da igreja (1Co 11.19).

(13) “Invejas” (gr. fthonos), i.e., antipatia ressentida contra outra pessoa que possui algo que não temos e queremos.

(14) “Homicídios” (gr. phonos), i.e., matar o próximo por perversidade. A tradução do termo phonos na Bíblia de Almeida está embutida na tradução de methe, a seguir, por tratar-se de práticas conexas.

(15) “Bebedices” (gr. methe), i.e., descontrole das faculdades físicas e mentais por meio de bebida embriagante.

(16) “Glutonarias” (gr. komos), i.e., diversões, festas com comida e bebida de modo extravagante e desenfreado, envolvendo drogas, sexo e coisas semelhantes.

As palavras finais de Paulo sobre as obras da carne são severas e enérgicas: quem se diz crente em Jesus e participa dessas atividades iníquas exclui-se do reino de Deus, i.e., não terá salvação (5.21; ver 1Co 6.9 nota).

O FRUTO DO ESPÍRITO. Em contraste com as obras da carne, temos o modo de viver íntegro e honesto que a Bíblia chama “o fruto do Espírito”. Esta maneira de viver se realiza no crente à medida que ele permite que o Espírito dirija e influencie sua vida de tal maneira que ele (o crente) subjugue o poder do pecado, especialmente as obras da carne, e ande em comunhão com Deus (ver Rm 8.5-14 nota; 8.14 nota; cf. 2Co 6.6; Ef 4.2,3; 5.9; Cl 3.12-15; 2Pe 1.4-9). O fruto do Espírito inclui:

(1) “Caridade” (gr. agape), i.e., o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca (Rm 5.5; 1Co 13; Ef 5.2; Cl 3.14).

(2) “Gozo” (gr. chara), i.e., a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo (Sl 119.16; 2Co 6.10; 12.9; 1Pe 1.8; ver Fp 1.14 nota).

(3) “Paz” (gr. eirene), i.e., a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem entre o crente e seu Pai celestial (Rm 15.33; Fp 4.7; 1Ts 5.23; Hb 13.20).

(4) “Longanimidade” (gr. makrothumia), i.e., perseverança, paciência, ser tardio para irar-se ou para o desespero (Ef 4.2; 2Tm 3.10; Hb 12.1).

(5) “Benignidade” (gr. chrestotes), i.e., não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor (Ef 4.32; Cl 3.12; 1Pe 2.3).

(6) “Bondade” (gr. agathosune), i.e., zelo pela verdade e pela retidão, e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade (Lc 7.37-50) ou na repreensão e na correção do mal (Mt 21.12,13).

(7) “Fé” (gr. pistis), i.e., lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade (Mt 23.23; Rm 3.3; 1Tm 6.12; 2Tm 2.2; 4.7; Tt 2.10).

(8) “Mansidão” (gr. prautes), i.e., moderação, associada à força e à coragem; descreve alguém que pode irar-se com eqüidade quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso (2Tm 2.25; 1Pe 3.15; para a mansidão de Jesus, cf. Mt 11.29 com 23; Mc 3.5; a de Paulo, cf. 2Co 10.1 com 10.4-6; Gl 1.9; a de Moisés, cf. Nm 12.3 com Êx 32.19,20).

(9) “Temperança” (gr. egkrateia), i.e., o controle ou domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais; também a pureza (1Co 7.9; Tt 1.8; 2.5).

O ensino final de Paulo sobre o fruto do Espírito é que não há qualquer restrição quanto ao modo de viver aqui indicado. O crente pode — e realmente deve — praticar essas virtudes continuamente. Nunca haverá uma lei que lhes impeça de viver segundo os princípios aqui descritos.

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Publicado por em 16/05/2011 em MENSAGENS

 

VENCENDO O MOSQUITO DA DENGUE

Com certeza, Deus nos chamou para derrubar gigantes e conquistar a terra. Deus nos deu autoridade sobre eles. Davi venceu e derrubou o gigante Golias e o matou. Leia o texto – I Sm. 17:45-51. Como Davi, também obtemos vitória sobre os gigantes. Deus nos deu a terra de Canaã como herança, terra fértil, próspera, que mana leite e mel. Neste artigo trataremos sobre como vencer o mosquito da dengue. A dengue é uma doença infecciosa febril aguda. Atualmente, a dengue é considerada um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

1. Nossa Guerra Diária

1) Geração Calebe

Sabe que é necessário, enfrentar os gigantes que habitavam na terra prometida como inimigos do povo de Deus. Calebe deu uma ordem a Israel para subir com ânimo, apoderar-se da terra e prevalecer, porque o povo estava com medo, inseguro, indeciso por causa dos gigantes. Confira  o  texto  – Nm. 13:30-33.

2) Geração Apostólica

O apóstolo Paulo diz em 1Co. 16:9 que Deus lhe havia aberto uma grande e oportuna porta, porém, muitos adversários: “Porque uma porta grande e eficaz se me  abriu;  e  há muitos adversários”.

3) Geração Basiléia

Os filhos do Reino sabem que sempre haverá uma luta constante do império das trevas contra o povo de Deus (Ef. 6:10-17). Lutamos a cada dia contra os inimigos invisíveis, que batalham tentando impedir que as bênçãos e vitórias de Deus cheguem em nossa vida.

2. Mosquito da Dengue, o pequeno gigante

1) Aedes Aegypti

Vencemos o gigante, mas como podemos vencer o mosquito da Dengue? Um mosquitinho tão pequeno que derruba tantas pessoas. O Aedes Aegypti é menor que os mosquitos comuns. Estou falando do Aedes, esse mosquito causador da dengue que o mundo todo está lutando contra ele.

2)  Todos  somos  vulneráveis

Infelizmente eu fui picado por ele na Bolívia, assim como tantas outras pessoas, coisa terrível que não desejo para ninguém. Interprete da maneira que você quiser, como eu sou livre para interpretar da minha. Veja bem, não é à toa, que a doença causada pelo Aedes (Dengue) começa com a letra “D” de diabo mesmo. Em geral, ele escolhe pés e tornozelos porque voa baixo. Ele ataca preferencialmente nas regiões baixas, nas pernas. Caso a pessoa esteja usando calça, não está livre de ser picada nos braços. Se os braços estejam cobertos, o rosto poderá ser o próximo alvo.

3) As fêmeas é que picam

Preferem o sangue humano como fonte de proteína. Necessitam de sangue para o amadurecimento dos ovos. Sua saliva possui uma substância anestésica, que torna quase indolor a picada. Veja, por mais que vigiemos e cuidemos, estamos sujeitos à picada do mosquito, como se fosse um dardo infamado do inimigo, dardo venenoso, causador de muitos males ao ser humano. Já que o nosso adversário não nos pode atingir diretamente, então ele procura nos atingir indiretamente, enviando seu dardo infamado. O próprio nome dele é maligno, “Aedes” do grego que significa “Odioso” e “Aegypti” do latim, do Egito. Herança maldita do Egito, coisa odiosa, uma praga do Egito.

4)  Transmissão 

A dengue é transmitida para o ser humano através da picada do  mosquito, mais conhecido como mosquito da dengue. Ele pertence a uma espécie de mosquito da família “Culicidae” proveniente da África (apesar de possuir seu nome de origem grega) e que já pode ser encontrado em quase todo o mundo, com mais ocorrências nas regiões tropicais e subtropicais, sendo dependente da concentração humana no local para se estabelecer. O mosquito da dengue (Aedes aegypti) é o vector de doenças graves, como a dengue e a febre amarela, e por isso, o controle de sua reprodução é considerado assunto de saúde pública. Depois da picada do mosquito, os sintomas se manifestam no ser humano a partir do terceiro dia e o tempo médio do ciclo é de 5 a 6 dias.

3. Tipos de Dengue

Em todo o mundo, existem quatro tipos de dengue, já que o vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1 Infecção Inaparente – A pessoa está infectada pelo vírus, mas não apresenta nenhum sintoma da dengue. DEN-2 Dengue Clássica –  Geralmente, os sintomas da dengue iniciam de uma hora para outra e dura entre 5 a 7 dias. A pessoa infectada tem febre alta (39° a 40°C), dores de cabeça, cansaço, dor muscular e nas articulações, indisposição, enjôos, vômitos, manchas vermelhas na pele, dor abdominal (principalmente em crianças), entre outros sintomas. DEN-3 Dengue Hemorrágica – Inicialmente os sintomas da dengue hemorrágica se assemelham aos da Dengue Clássica, mas, após o terceiro ou quarto dia de evolução da doença, surgem hemorragias em virtude do sangramento de pequenos vasos na pele e nos órgãos internos. A Dengue Hemorrágica pode provocar hemorragias nasais, gengivais, urinárias, gastrointestinais ou uterinas. Na Dengue Hemorrágica, assim que os sintomas de febre acabam, a pressão arterial do doente cai, o que pode gerar tontura, queda e choque. Se a doença não for tratada com rapidez, pode levar à morte. Atualmente, a dengue hemorrágica está entre as dez principais causas de hospitalização e morte, principalmente de crianças. A dengue hemorrágica provoca dor abdominal intensa e contínua (não cede com medicação usual); Agitação ou letargia; Vômitos persistentes; Pulso rápido e fraco; Hepatomegalia dolorosa; Extremidades frias; Derrames cavitários; Cianose; Sangramentos espontâneos e/ou prova de laço positiva; Lipotimia; Hipotensão arterial; Sudorese profusa; Hipotensão postural; Aumento repentino do hematócrito; Diminuição da diurese; Melhora súbita do quadro febril até o 5˚ dia e Taquicardia. DEN-4 Síndrome de Choque da Dengue – A pessoa acometida pela doença apresenta um pulso quase imperceptível, inquietação, palidez e perda de consciência.

Veja quantos malefícios esse mosquitinho causa às pessoas através de sua picada, e muitas vezes uma picada mortal se não cuidar a tempo.

4. Prevenção e Cura

Muitas propagandas são feitas orientando as pessoas a se prevenirem contra o mosquito da dengue, e muitas vezes a maioria não leva a sério. Assim o inimigo trabalha, levando muitos a ignorar os seus ardis. A Organização Mundial da Saúde estima que entre 50 a 100 milhões de pessoas se infectem anualmente, em mais de 100 países de todos os continentes. Cerca de 550 mil doentes necessitam de hospitalização e 20 mil morrem em conseqüência da dengue. Podemos sim, lutar contra a dengue. Se cada um de nós levarmos a sério a questão da higiene e cuidados sanitários especialmente evitando conservar águas paradas em recipientes abertos, habitat preferido pelo pequeno-grande mosquito. Assim fazemos a nossa parte, não apenas orando para curar os enfermos, mas vigiando preventivamente com os cuidados que evitam a doença. O Ministério da Saúde tem feito a sua parte e agora cabe a cada um de nós fazermos a nossa antes de sermos atacados, ou melhor dizendo, picados pelo inimigo chamado Aedes que anda de dia (ele pica somente de dia e não faz zumbido), chega de mansinho procurando uma perna para picar e impedir a pessoa de caminhar.

Prossigamos vencendo os gigantes, mas também lutando e vencendo o Aedes, pequeno-grande inimigo em nome do Senhor Jesus. Como guerreiros do Reino do Senhor não podemos permitir que um mosquitinho venha nos derrubar. Todos contra o Aedes! Todos contra a dengue! Todos contra essa epidemia maldita! Saúde para todos!

(By Bispo Hermes da Gama)

 
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Publicado por em 07/05/2011 em MENSAGENS

 

TITANIC (E o Barco Afundou!)

“Todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo.” (Roma­nos 10:13)

Quero recordar a maior catástrofe marítima da história do naufrágio do Titanic (que chamou a atenção do mundo todo) do qual, creio, pode ser sím­bolo de nossa vida.

Em 10 de abril de 1912 saiu de Southampton o que era então o maior barco do mundo, para bater o Recorde da travessia do Atlântico e chegar o quanto antes possível a Nova York.

Abordo deste gigante dos mares com a altura de um edifício de onze andares havia 2.200 pessoas. Entre elas numerosos imigrantes que iam na terceira classe e queriam começar uma nova vida na América. Na segunda classe iam os homens de negócio e na primeira se hospedavam alguns notáveis que pertenciam aos mais ricos do mundo.

Equipado com toda classe de luxos e previsto de víveres suficientes para alimentar uma cidade pequena durante vários meses, este soberbo barco moderno e qualificado de insubmergível empreendeu sua viajem.

Este transatlântico não levava nem coletes luminosos de emergência, por pensar que era supérfluo, nem suficiente quantidade de botes salva-vidas. A segurança do barco e o conhecido e ex­perimentado capitão Smith eram garantia suficiente para uma travessia sem preocupações. Uma orquestra se encarregava do bom ambiente. Para divertir se e distrair-se havia múltiples possibili­dades de jogo, esporte e baile.

A 400 milhas marinas de Terra Nova, o Titanic recebeu sete mensagens radiotelegráficas de outros barcos que avisavam da presencia de massas de gelo flutuantes. Porém não se fizeram caso de nenhum. O último provia de um barco que estava encerrado pelo gelo a só 19 milhas ao norte do Titanic. Foi tão forte e insistente o aviso que deu que o radiotelegrafista enfadado respondeu: “Calasse já de uma vez, que tenho muito que fazer!”

Poucas horas depois das 23h40min, ocorreu o que ninguém creria possível: um iceberg colidiu com o Titanic abrindo uma grande via de água. Enquanto que nos salões as pessoas seguiam jogan­do e bebendo, só o capitão e o construtor do barco, de­pois uma rápida inspeção, se deram conta do iminente da catástrofe.

A partir das 00h15min os radiotelegrafistas enviaram desesperadamente mensagens de socorro ao barco mais próximo, porém o telegrafista de lá havia desligado seu aparelho e se havia dormido.

Então o capitão Smith deu a ordem de enviar um novo sinal internacional de pedido de socorro, SOS, “Save Our Souls”. Aos passageiros deu-lhes instruções de pôr os coletes salva-vidas.

Aos poucos os botes salva-vidas encheram de mulheres e crianças e abaixaram ao mar, enquanto que os marinheiros com pistola na mão tiveram que cuidar para que não surgisse pânico e entraram hom­ens não autorizados nesses botes. Alguns milionários ofereciam um milhão de dólares, outros, toda a sua fortuna por um lugar no bote e os passageiros da terceira classe replicou com um riso de deboche.

Enquanto o Titanic se inclinava já de maneira preocupante, a orquestra continuava tocando um “boogie-woogie”. Porém, en­tão o diretor da orquestra tomou pela última vez a batuta e fez tocar aos músicos o hino “Mais perto quero estar, meu Deus de ti”. Muitos, comovidos e estremecidos, se puseram a cantar o hino com a orquestra, outros oravam, outros se puseram a amaldiçoar e a fazer gozações sarcásticas.

Um “Lord” inglês apareceu com o seu melhor terno de etiqueta acompanhado de seu mordomo, pois queria partir da vida o mais nobre possível. Uma mulher negou-se a entrar no bote por­que queria morrer junto com seu marido.

Alguns invadiram o bar e se embebedaram, e outros se preparavam para suicidar-se. Aos poucos que seguiam crendo que se tratava de uma manobra de treinamento, perdeu a esperança quando os porta-vozes escutaram a voz do capi­tão dizendo: “O barco partiu! Tripulação e oficiais, vocês estão despedidos do vosso trabalho! Haveis cumprido com a voss­a obrigação, haveis atuado como bons britânicos! Salva-­se quem puder! Deus os acompanhe!”

A duas horas da madrugada aproximadamente, a popa do barco voltou-se a se levantar ao alto por uns minutos para logo afundar-se definitivamente para sempre.

O “Carpathia”, que acudiu imediatamente em socorro, pode salvar a 706 pessoas, 1.503 morreram.

Nossa vida é semelhante à última viajem do Titanic. Estamos caminhando seguro de nós mesmos, despreocupados, orgulho­sos e cheios de planos. Há muitas possibilidades de distração e diversão, e está longe de pensarmos nos peri­gos, porque cremos sermos “Titanics” invencíveis.

Não fazemos caso dos avisos, o que mais fazemos é nada mais que irritarmos quando insistem tanto e mechem com nossos nervos com essas noticias negativas.

Deus nos manda mensagens de aviso para fazermos ver o “ponto Branco” no horizonte. Porém, como os radiotelegrafistas do Titanic, reagimos enfadados: “Cale-se já de uma vez, por que tenho muito que fazer!”

Logo vem a grande comissão. Primeiro intentamos suprimir as terríveis suspeitas, até que nos obrigam a reconhecer os atos: Estamos irremediavelmente perdidos, incapazes de aju­dar-nos a nós mesmos. Dependemos de uma ajuda exterior.

É supérflua a pergunta “Como pode Deus permitir que ocorra tudo isto?” Há que tomar uma decisão, porque não se trata já de especulações filosóficas, senão que é uma questão de vida ou morte.

Com drogas e álcool pode-se afundar a um mundo ilusório. Pode-se pôr fim a própria vida. Pode-se intentar enfrentar-se ao inevitável honradamente com gravata e chapéu de copa. Ou, pelo contrário, pode-se por primeira vez pensar em Deus e na eternidade e começar a exclamar na angustia:

“S.O.S! Save Our Souls!”

Assim como essa chamada de socorro não desapareceu na imensidade do espaço, senão que foi ouvida por outro barco e originaram opera­ções de salvamento, também hoje esta oração não ficará abaixo do te­to da nossa habitação. Deus leva muito tempo esperando ouvir seu grito de socorro para poder enviar um “bote salva-vidas”.

 
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Publicado por em 03/05/2011 em MENSAGENS

 

MISSÕES E AÇÃO SOCIAL

E ele, ao desembarcar, viu uma grande multidão; e, compadecendo-se dela, curou os seus enfermos. Chegada a tarde, aproximaram-se dele os discípulos, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já passada; despede as multidões, para que vão às aldeias, e comprem o que comer. Jesus, porém, lhes disse: Não precisam ir embora; dai-lhes vós de comer. Então eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. E ele disse: trazei-mos aqui”. (Mt.14:14-18)

Se pensarmos em Jesus como exemplo de missionário, vamos observar que suas ações não se limitavam a pregação e ao ensino da Palavra. Jesus curava, alimentava, ouvia e atendia as necessidades das multidões. Ele supriu necessidades físicas, emocionais, materiais e espirituais, durante todo o seu ministério. Não há como desvincular missões de ação social, Deus vê o homem na sua integridade, reconhece todas as suas necessidades e atende, para que esse homem não apenas tenha uma vida eterna no céu, mas uma vida digna na terra. Missões a Ação Social é tarefa de toda a Igreja!

Quando Jesus desembarcou, ele viu, olhou para as pessoas e teve compaixão delas, demonstrou sua paixão por elas. Tomou sobre si as suas dores, os seus problemas. Nada mais chamou a atenção de Jesus, mas simplesmente as pessoas e o estado em que viviam. A paixão de Jesus por elas levou-o a curar todos eles no corpo, na alma e no espírito. Imagino que aquela multidão havia caminhado a pé muitos quilômetros para estar com Jesus, para falar com ele, tocá-lo, sentir seu amor, receber misericórdia e terem suas necessidades supridas. Os discípulos viram que estava ficando tarde, que havia muito tempo que aquelas pessoas estavam ali junto com eles, então pediu a Jesus que despedissem todos eles para buscarem algo para comer, porque todos estavam famintos e o lugar era deserto. A hora era avançada como diziam eles. O tempo estava passando, a oportunidade estava passando. Quem sabe muitos não estavam morrendo.

Quantos estão no deserto da vida, num deserto de amor, de alegria, de prazer de viver, num deserto de saúde, num deserto espiritual. Estão com a vida totalmente seca e vazia. O que temos feito? Muitas vezes nós queremos despedir as pessoas famintas de Deus, aqueles que estão no deserto necessitando de socorro, de ajuda, de uma mão estendida. Há muitos que estão por ai famintos do Pão da Vida, famintos de Deus e de sua Palavra. Quantas vezes nós temos tido a oportunidade de alimentar uma multidão e a despedimos de barriga vazia. Quantas vezes temos tido a oportunidade de pregar a Palavra, oferecer o Pão da Vida, o evangelho da graça, da vida e da salvação e não temos feito; mas temos sim, negligenciado. Não podemos deixar ir as pessoas que vem até a nós sem dar-lhes algo, sem alimentá-las.

Missões e ação social é isso, além de alimentá-las espiritualmente, mobilizar toda a igreja para atender as suas necessidades. Além de ministrar cura e libertação, também devemos ver o que podemos fazer para dar o que comer, vesti-las, calçá-las, abrigá-las. Tudo isso fez Jesus. Essa é a verdadeira missão. Assim como os discípulos queriam despedir a multidão que estava no deserto, cheia de necessidades e problemas, há muitos que estão fazendo o mesmo. Jesus disse aos discípulos que as pessoas não precisariam ir. Não era a vontade dele que as pessoas fossem. Jesus queria a presença deles. Jesus queria estar em comunhão com eles. Jesus não despedia ninguém sem antes fazer alguma coisa por eles. Jesus disse aos seus discípulos que dessem a eles o que comer. A ordem foi: “Daí-lhe vós o de comer!” Uma ordem imperativa, como o “Sai do meio da tua parentela…, Vai para a terra que te mostrarei…, Ide, Pregai, Fazei discípulos…”. Amados, ainda que seja o mínimo todos nós temos para oferecer. Os discípulos tentaram justificar a negligência deles dizendo que não teriam nada, mas somente cinco pães e dois peixes. Pelo menos cinco pães e dois peixes temos. Deus necessita de um mínimo para operar um grande milagre.

Quando nós fazemos a nossa parte, oferecemos o pouco que temos, é o suficiente para Deus operar o milagre. Quantas vezes colocamos empecilho para fazer a obra de Deus, quantas vezes colocamos dificuldades e esquecemos que o nosso Deus é provedor e opera milagres. Jesus pediu aqueles cinco pães e dois peixes. O que temos dado por missões? O que temos feito por missões? Quais são os cinco pães e os dois peixes que temos oferecido? Nunca podemos dizer que não podemos, que não temos nada. Tudo podemos em Jesus que nos fortalece, Fl. 4:13.

Jesus multiplicou os cinco pães e os dois peixes. Quando nós fazemos a nossa parte, o que está em nosso alcance, quando realizamos algo no natural, Deus faz a parte dele, opera o sobrenatural, opera o milagre e alimenta uma multidão com pães e peixes. Nos evangelhos por duas vezes Jesus multiplicou pães e peixes. Além de alimento, o pão simboliza comunhão, Jesus é o Pão da Vida, o Evangelho é o Pão, e o peixe são vidas salvas. Cristianismo em ação. Os peixes simbolizam o evangelismo pessoal ou em massa, a pescaria com anzol ou com redes. Jesus em Mateus 4:19 disse: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.”

Amados, há uma multidão no deserto da vida aguardando serem alimentadas por nós. A ordem de Cristo a nós é dar-lhes de comer. Não podemos despedir a multidão sem fazerem algo por elas. Usemos os cinco pães e os dois peixes que temos, e assim estaremos realizando missões e como parte da missão, realizando junto à obra social.

E para praticar um pouco a ordem de Deus de fazer missões junto com ação social, além de distribuir roupas, calçados, comida, cadeira de rodas, mochilas, material escolar, foram realizada em nossa CBSI Normandia e na Casa de Ministérios, um trabalho com dentistas voluntários e muitas pessoas foram atendidas, entre crianças, jovens e adultos. E muitos outros trabalhos como esse serão realizado, inclusive na área da saúde também. Que o Senhor da Obra nos abençoe e nos ajude sempre, nos dando graça e sabedoria, enviando as provisões necessárias para realizar missões e ação social, e assim o Nome Dele será glorificado atendendo aqueles que estão no deserto.

(Bispo Hermes da Gama)

 
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Publicado por em 02/05/2011 em MENSAGENS

 

SLIDESHOW de Fotos feitas com fotos

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Publicado por em 01/05/2011 em VIDEOS