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COMPRA-SE UM MISSIONÁRIO!

28 mar

Compra-se um missionário”. O que você faria ao se deparar com um anúncio contendo estes dizeres? Certamente ficaria surpreso. Afinal, em pleno século 21, já não há mais espaço para este tipo de pro­posta. Parece ficção, mas não é.

Aconteceu com o Pr. Eldimir Batista, missionário enviado pela Primeira Igreja Batista de Vitoria da Conquista, BA, à Papua-Nova Guiné, país localizado na região do Pacifico. Em sua vinda ao Brasil ele relatou algo que tocou profundamente o coração de todos os que o ouviram. Certo dia ele recebeu a visita de alguns nativos, representantes de uma tribo dis­tante que tomaram conhecimento do que o Senhor estava fazendo na vida do povo assistido por aquele homem de Deus. O que mais impactou o missionário naquele encontro não foram os exaustivos dias que aquele pequeno grupo teve que via­jar para estar com ele. Foi o que eles traziam em sua bagagem e o que desejavam adquirir. Nela havia uma importância, em espécie, da moeda local. Assim como cada um de nos, ele já ouvira falar de nativos desejosos de conseguir bens materiais ou qualquer outra espécie de objeto.

Ao ser indagado pelo missionário para que era o dinheiro, aquele pequeno gru­po respondeu sem pestanejar: “O nosso povo soube que Deus tem feito maravilhas neste local porque aqui há um missionário. Desejamos comprar um para nos falar de Jesus e para que também sejamos abençoados. Viemos encomendá-lo ao senhor.” É desnecessário descrever a perplexidade daquele homem de Deus.

Em seu relato, o missionário confessou que imensa foi sua tristeza. Ele já atuava em vários lugares e não tinha como atender também aquele povo. Ficou comovido quando teve que lhes dizer que não havia missionários para lhes falar do amor de Deus. Muito menos um que pudesse ser “comprado”. Um dos represen­tantes da tribo ficou desolado, não sabia como daria esta resposta ao seu povo.

Este episódio nos faz refletir: numa sociedade consumista como a que vivemos, o que o povo de Deus tem desejado com­prar? Temos comprado material de construção para edificar grandes templos, mesmo que, às vezes, não percebamos que, no contexto em que vivemos, um santuário simples seria mais parecido com o povo que nele irá adorar o Senhor.

Compramos mobílias para os nossos templos, esquecendo-nos de que alguns de nossos irmãos não possuem móveis adequados em suas casas. Há muitos na comunidade que possivelmente riem casa possuem para mobiliar. Talvez estejamos comprando automóveis, máquinas copi­adoras, ar-condicionado e tantos outros itens que julgamos indispensáveis para o bom andamento da causa do Senhor, mesmo tendo consciência de que Jesus morreu para salvar vidas.

Há ainda os que nada compram, apenas “apli­cam” o dinheiro para o futuro. Enquanto isso, nosso pre­sente está cercado de dor, guerra, fome e miséria.

Reconhecemos que Deus merece o melhor. Sua casa deve ser alvo de cuida­do e um local agradável para se estar. Acreditamos, entretanto, que para Deus urna vida vale muito mais do que qual­quer bem ou qualquer excesso de con­forto de que se possa desfrutar. Na sua simplicidade, aquela tribo de nativos papuas não tinha consciência do nego­cio que desejava fazer. Mas nós temos. É possível que estejamos preocupados com tesouros que “a praga e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” (Mt. 6.19). Os nati­vos da Papua-Nova Guiné estavam preo­cupados em “ajuntar tesouros no céu”. Queriam que o seu povo conhecesse o único que poderia salvar suas vidas da condenação eterna. O melhor bem que urna comunidade pode ter é a salvação por intermédio de Jesus Cristo.

Mesmo sem ter o devido preparo, a tri­bo provou que tinha noção do que era su­pérfluo, necessário ou indispensável. Diante de tantas necessidades existentes naquela comunidade, eia não pensou duas vezes: julgou que o melhor era investir em vidas; avaliou que isto sim era prioridade.

Quanto estamos dispostos a investir para que vidas, na Papua-Nova Guiné ou em qualquer parte do mundo, sejam sal­vas para Jesus? Poderíamos afirmar que, pela graça de Deus, não precisamos pa­gar NADA! Porque estas vidas já foram compradas pelo precioso sangue de Je­sus. “Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação” (Ap. 5.9).

Cabe a nós, seus discípulos, apenas obedecer. “(…) e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Como está escrito: “Quão formosos são os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas” (Ro. 10.14,15).

(Pr. Julio César Ravani)

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Publicado por em 28/03/2011 em MENSAGENS

 

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