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E O POVO ELEGEU!

25 mar

“O parecer agradou a todos, e elegeram a Estevão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe,

Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas, e Nicolau, prosélito de Antioquia”. (At. 6:5)

Nesta época de eleição, eu não poderia deixar de falar um pouco sobre o assunto, para poder incentivar e orientar as pessoas, principalmente a igreja de Cristo, sobre a importância de votar sob a orientação de Deus. Política é um tema atual em nossos dias e de fundamental importância para o povo brasileiro. As eleições de outubro resultarão em alterações importantes para o quadro político de nossa nação, por isso se faz necessário escrever um pouco a respeito.

Muitos se recusam a debater ou analisar temas políticos. Alguns se dizem “neutros”, “apolíticos” ou simplesmente alegam “não gostarem de política”. Não é possível alguém se manter afastado ou alienado das questões sócio-politicas. Não se pode admitir um cristão indiferente, ignorante e cego quanto aos fatos que acontecem ao seu redor.

Você sabe o que significa a palavra “política”? Significa simplesmente a arte de governar bem um povo ou nação. Para muitos, essa palavra não soa bem, porque segundo eles, ela carrega um estigma ruim, dado o comportamento de alguns políticos, especialmente quando se desviam do objetivo devido e vão após os prazeres corruptos que desmoralizam a vida cristã.

Política e religião são assuntos distintos, mas a Bíblia trata dos dois com muita propriedade, sem confundi-los. No Antigo Testamento, sobretudo nos livros históricos, há muitas informações e exemplos de política adotados pelos monarcas hebreus. Desde o Antigo Testamento, grandes lideranças foram orientadas por Deus e tiveram grande atuação. Moisés, que foi o maior legislador de Israel, aceitou o desafio de estar diante de Faraó e, sob o comando de Deus, conseguiu que aquela autoridade egípcia concedesse plena liberdade ao seu povo. Deus também o orientou quando lhe deu os mandamentos e as leis complementares para reger o povo hebreu e que até hoje servem de exemplo para todas as constituições do mundo. O que pensar da crise mundial dos dias de José do Egito? Embora tenha passado por muitas provas, dava sinais de íntima comunhão com Deus e de profunda vocação para a vida política, a ponto de aconselhar Faraó a adotar um plano de governo que pôde salvar o mundo de sua época (Gn. 41.33-37). O plano foi tão importante que o rei maravilhou-se e disse: “Acharíamos um varão como este, em quem haja o Espírito de Deus?” (Gn. 41.38-40). Poderíamos citar tantos outros que desenvolveram trabalhos na vida pública, foram do agrado de Deus e bem-vistos pelos homens. Daniel e seus três companheiros, e Neemias, são somente alguns exemplos (Dn. 1.19-21; Ne. 10.1). O cristianismo teve a participação de um político — José de Arimatéia — que tirou o corpo de Jesus da cruz e deu a Ele um sepultamento digno (Lc. 23.50-52). Nos dias de Moisés, já havia uma orientação registrada no livro de Deuteronômio 17.14-20, mostrando como se comportar no quadro político e mui especialmente acerca do procedimento eleitoral.

O voto do cristão deve ser dado de forma consciente, ou seja, sem anular ou sem deixar a cédula em branco, mostrando respeito pelas coisas públicas e pensando no bem-estar da população (1 Jo. 3.17,18; Rm. 13.10), e não visando interesses pessoais. Não é assim que acontece quando muitos dão os seus votos por um par de sapatos, por uma receita médica, óculos, materiais de construção etc., sem nenhuma noção do que está fazendo (Am. 2.6).

Todo cristão tem uma responsabilidade política, uma obrigação em relação ao Estado, (Mt. 12.13-17). Não há autoridade que não provenha de Deus… Instituída Por Ele, (Rm.13.1-7). Devemos também orar em favor… De todos os que se acham investidos de autoridade, (I Tm. 2.1-7). Muitas vezes o povo vota em pessoas que não têm nenhum temor a Deus e aos homens, e nem às coisas públicas. A representação da igreja no mundo político é de suma importância para defender os interesses públicos, morais, sociais, educacionais e assistenciais, entre outros, e possui fundamentação bíblica. “Bem-aventurada a nação cujo Deus é o Senhor” (Pv. 29.2).

Para concluir, Se lermos Juízes 9.7-21, cujo tema é eleição, aprenderemos na parábola das árvores que a oliveira, a figueira e a videira — que representam os homens de bom caráter, que possuem o Espírito de Deus e que são conhecidos como justos diante de Deus — se omitiram. O espinheiro, que acabou sendo eleito, representa homens ímpios de maus procedimentos. Por que não pedir a orientação divina no momento do seu voto? Que Deus nos oriente e nos dê graça na hora de votar, e que Ele, como Soberano Rei e que tem toda autoridade no céu e na terra, eleja a quem Ele achar que deve.

Shalom Aleichem!

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Publicado por em 25/03/2011 em REFLEXÕES

 

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