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Arquivo mensal: novembro 2009

OS ANJOS DE DEUS

(Hb 1:13-14)

INTRODUÇÃO: A Bíblia demonstra a realidade dos anjos através das várias manifestações angelicais na experiência humana, mui especialmente com o povo de Deus.

Os anjos são seres espirituais, poderosos e até pessoais, Sl 34:7.

ATUAÇÃO E MINISTÉRIO DOS

ANJOS NA BÍBLIA

A ATUAÇÃO DOS ANJOS NO ANTIGO TESTAMENTO

a) Apareceu a Hagar, Gn 16:7-12

b) Apareceram na tenda de Abraão, Gn 18:1-33

c) Salvaram Ló e suas filhas, Gn 19

d) Guiou Israel no deserto, Êx 14:19;23:20

e) Foi enviado para proteger Moisés, Êx 33:2

f) Pôs-se-lhe por adversário de balaão, Nm 22:22

g) Falou à Josué, Js 5:13-15

h) Comissionou Gideão, Jz 6:11

i) Cuidou de Elias, I Rs 19:5-8

j) Esteve com Mesaque, Sadraque e Abede-Nego na fornalha ardente, Dn 3:25

k) Ajudou Zacarias, Zc 1:9; 2:3; 4:5

A ATUAÇÃO DOS ANJOS NO NOVO TESTAMENTO

a) Atuou no nascimento de Jesus, Lc 2:13

b) No deserto na tentação, Mt 4:11

c) Na agonia no Getsêmane, Lc 22:43

d) Na ressurreição, Lc 24:4-6

e) Em sua ascenção aos céus, At 1:10-11

f) Na Glória no céu, Ap 4:6-9

g) Na Segunda vinda, I Ts 4:16; II Ts 1:7-8

h) Abril as portas da prisão de João e Pedro, At 5:19

i) Trasladou Filipe, At 8:26-28

j) Deu uma ordem para Cornélio, At 10:3

k) Soltou as cadeias e abril as portas da prisão para Pedro, At 12:7-9

l) Esteve com Paulo na viagem, At 27:23

O MINISTÉRIO DOS ANJOS

1) São mensageiros de Deus aos homens, Gn 19:1

2) Punem os inimigos de Deus, II Rs 19:35

3) Executam a vontade de Deus, II Sm 24:16

4) Protegem e livram os fiéis, Dn 6:22

5) Guiam os negócios das nações, Dn 10:13

6) Louvam e adoram a Deus incessantemente, Mt 18:10

7) Acompanharão a Cristo na sua Segunda vinda, Mt 25:31

8) Realizam ações físicas, Mt 28:2

9) Alegram-se com as obras de Deus, Lc 15:10

10) Interessam-se pela salvação dos homens, Lc 15:10

11) Auxiliam na morte, Lc 16:22

12) Realizam ações psicológicas, Lc 22:43

13) Vigiam os interesses das igrejas, I Co 11:10

14) Interessam-se pelo progresso da igreja, Ef 3:10,15

15) Formam um coro celestial, Ap 5:11-12

CONCLUSÃO: Os anjos são mensageiros de Deus, enviados à serviço de todo cristão fiél. Eles estão à nossa disposição em nome de Jesus.

Eles não devem ser adorados; são servos.

Bispo Hermes da Gama

 
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Publicado por em 07/11/2009 em MENSAGENS

 

PERSONA

Jornal Shalom News: Quando aconteceu a sua conversão, batismo e chamado ao ministério?

Bp. Hermes: Minha conversão ocorreu no ano de 1983 aos 17 anos de idade, num outro ministério, e no mesmo ano eu me batizei. Fiz um curso de preparação para obreiros e começei participando do grupo de jóvens. Logo após começei liderando um culto de libertação para crianças. Como meu desejo era crescer cada vez mais, eu desejei ser um pastor, e logo começei a auxiliar um pastor, depois já estava realizando programas de rádio e mais tarde de televisão; não demorou muito, eu já era um pastor titular em BH, na época começei no bairro Carlos Prates onde era a sede da igreja, depois fui como pastor auxiliar no Barreiro, dali fui para a cidade de Teófilo Otoni, Sete Lagoas, Cordisburgo, Lagoa Santa e Betim. Fiquei durante 3 anos e meio nesse ministério, até que vim para a CB´Shalom Internacional no meio do ano de 1986.

Jornal Shalom News: Quantas igrejas você já liderou e onde?

Bp. Hermes: Como disse anteriormente, no outro ministério foram sete igrejas. Na CB´Shalom Internacional também foram 7 igrejas, Matriz (BH), Lago Azul (Ibirité), Barbacena, Teixeira Dias, Centro BH, Sandoval de Azevedo e por último seis anos em João Monlevade.

Jornal Shalom News: Quais ministérios que você já exerceu e exerce hoje?

Bp. Hermes: Além de pastor titular, fui Diretor do ministério de evangelismo e missões, Diretor de Cruzadas de libertação, Diretor executivo do Mimbi´s, Professor da Fat´si, Coordenador do 5º e 6º distrito eclesiástico Shalom e Conselheiro de missões. Hoje, estou colaborando com nossos trabalhos em Santa Cruz, estarei atuando também como professor e reitor em nossa Casa de Ministérios e principalmente como o bispo superintendente do campo Bolivia e da América.

Jornal Shalom News: Qual seu dom ou ministério que mais se destaca?

Bp. Hermes: Mestre (ensino) e Libertação (campanha com o ministério dos anjos).

Jornal Shalom News: Como foi seu chamado para missões na Bolivia?

Bp. Hermes: Eu estive na Bolivia há dois anos atrás em 2007 e vi a carência do povo em todas as áreas e fiquei muito sensibilizado com tudo que vi, mas não imaginava vir um dia para cá, como estou hoje. Depois de um trabalho de quase seis anos, deixando o campo da CB´Shalom João Monlevade/MG, senti o desejo e a convicção de ir trabalhar com a nossa missão na Bolivia. Orei e busquei sinais de confirmação em Deus e logo obtive a resposta. E hoje estou aqui trabalhando com nesse país.

Jornal Shalom News: Qual a sua visão e projeto, principalmente para Santa Cruz de La Sierra onde se encontram nossos trabalhos?

Bp. Hermes: Minha visão e projeto nessa missão em Santa Cruz de La Sierra, além de supervisionar os trabalhos já implantados, é a continuidade da Obra juntamente com toda a equipe local que já está atuando aqui, de estruturar o trabalho de Buen Samaritano e Normandia, fazê-los crescer e expandir, abrir uma célula, principalmente no centro de Santa Cruz com um escritório de atendimento e futuramente nossa igreja como ponto de referência no centro de Santa Cruz, apoiar nosso Centro de Treinamento Missionário (Casa de Ministérios – Expansão Fat´si Bolívia), alcançar os universitários brasileiros que estão estudando aqui e expandir a Obra Missionária nas outras cidades da Bolívia, como La Paz, Cochabamba, Oruro, Potosí, Beni, Tarija, Pando, Roboré, Sucre e outras. Inclusive, já iniciamos uma célula em La Paz e estamos dando assistência uma vez no mês. Implantar um curso de informática para crianças, adolescentes e jovens. Implantar uma Obra de Ação social na área da saúde e outros. Implantar uma Escola de Alfabetização e Informatização para crianças. Implantar o Projeto Missão de Férias nos meses de Janeiro e Julho de cada ano, com os irmãos interessados do Brasil. Trabalhar com evangelismo e discipulado e formar líderes para as cidades na Bolivia e nos países da América Latina.

Jornal Shalom News: Qual é o seu alvo como bispo da América Latina?

Bp. Hermes: Estamos orando porque nossa missão não se limita apenas na Bolivia, mas aos paises da América Latina, principalmente os países vizinhos como Paraguai, Argentina, Chile e Peru. Já estamos com um convite para conhecermos Cuba e Equador, estamos aguardando o momento certo de Deus.

Jornal Shalom News: Já está fazendo três meses que você está na Bolivia, o que você gostaria de destacar como uma grande vitória já conquistadas durante esse tempo?

Bp. Hermes: Deus fez e está fazendo grandes coisas aqui. Mas a que eu quero destacar é a construção da igreja em Normandia com todas as suas instalações, banheiros, cozinha, salas. É o nosso trabalho mais carente, próximo ao lixão de toda a cidade de Santa Cruz; Deus nos deu uma grande benção, aconteceu um grande milagre. A construção do templo e das instalações já estão nos finalmentes, em fase de acabamento. Um empresário no Brasil doou todo o material da construção e acabamentos e nosso povo do Brasil e de Boston (EUA) doou a mão de obra juntamente com o trabalho de nossos irmãos em Normandia. Essa foi uma grande, talvez a maior conquista deste ano de 2009.

Jornal Shalom News: Você foi o primeiro bispo internacional a ser enviado como supervisor da América Latina, como você vê isso?

Bp. Hermes: Muito trabalho, muita responsabilidade. Ás vezes me sinto tão pequeno e incapaz diante de tão grande desafio. Com certeza é um grande desafio, uma grande montanha a ser conquistada, mas creio num Deus grande que opera grandes coisas e que capacita os chamados.

Jornal Shalom News: Qual é a sua palavra final para os nossos leitores?

Bp. Hermes: Missões deve fazer parte da vida de todo cristão, pois a essência de Deus é missões, portanto, a missão da igreja é missões. As vezes quando intercedemos por um país e pelo envio de um missionário, nós mesmos somos a resposta de nossa própria oração. Devemos nos colocar na brecha e deixar que o propósito de Deus se cumpra em nossa vida. O que eu quero é estar no mover de Deus, no centro da Sua vontade. Conto com o vosso apoio, vossas orações e contribuições. Missões se faz com joelhos que se dobram, pés que vão e mãos que doam!

Bispo Hermes da Gama – Supervisor da América Latina

 
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Publicado por em 07/11/2009 em MENSAGENS

 

MOBILIZANDO JOVENS E ADOLESCENTES PARA MISSÕES

“Herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre, seu galardão. Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da juventude…” (Sl. 127:3-5)

No ano de 1997, com a minha primeira vinda a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, tive a oportunidade de conhecer e de ministrar uma palavra há alguns jovens e adolescentes que estavam sendo treinados na base da Missão Horizontes para fazer missões. Confesso que fui muito edificado com aquela experiência, e nunca mais esqueci aquela cena, ficou marcada em minha mente e em meu coração.

Dois anos depois, retornando a Bolívia e tendo algumas experiências no campo missionário, senti um ardente desejo de escrever um pouco sobre jovens e adolescentes se envolvendo com missões. Lí por duas vezes em material diferente, um relato da história de “O Pequeno Lama Brasileiro”, você já deve ter ouvido algo sobre isso. O relato chamou intensamente minha atenção. Michel Rimpoche é o seu nome, um adolescente paulistano que foi orientado pelos seus pais a se entregar inteiramente à causa religiosa budista. Inclusive, ele é primo em segundo grau do reverendo Elben Lenz César fundadoe e diretor da revista Ultimato, muito conhecida no Brasil. A mãe de Michel, Isabel, foi criada em uma igreja Presbiteriana e o pai, Daniel, foi criado numa familia de judeus.

Aos oito anos, os pais o levaram para visitar o monastério budista de Sera Me pela primeira vez. Aos treze, o adolescente foi orientado e enviado a Sera Me, no Estado de Karnataka, no sul da Índia. Em julho de 1994, foi entronado no Monastério de Taschi Lumpo, no Nepal, com o título de “Lama Michel Rimpoche”. “Lama” é um dos títulos dados a quem deseja ser monge budista. O paulistano Michel deixou a vida de patins, videogame, computador, televisão e aulas de inglês no Brasil para viver na Índia onde prefere filosofia, meditação e mantras. Orientado pela mãe, aos quatorze anos, Michel escreveu o livro: Uma Jovem Idéia de Paz, Conversa com o Lama Michel Rimpoche. Trata-se de uma propaganda aberta e militante do budismo no Brasil. Provavelmente Michel seja o adolescente religioso mais conhecido do povo brasileiro. Ele participou de vários programas e televisão e teve sua história registrada em vários jornais e revistas. O budismo é a religião que mais cresce e investe nas crianças e adolescentes.

O objetivo do mestre de Michel, Lama S. Ganshen Tulka é de que o Lama Michel seja um embaixador do budismo no Ocidente.

Sua avó materna, Elisa, enviou a ele uma Bíblia Sagrada e em agosto de 1996 recebeu um cartão postal no qual Michel agradece o presente e diz que já havia lido mais de 100 páginas da Palavra de Deus. Creio que precisamos orar por esse jovem para que o Espírito Santo lhe abra o entendimento  para compreender as Sagradas Escrituras e para que Michel venha a conhecer e experimentar Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.

No texto acima citado, vejo o propósito de Deus para os jovens e adolescentes. Os filhos são como flechas, e eles podem ir mais longe do que muitas vezes pensamos. Temos muitos exemplos bíblicos de pessoas que Deus usou para cumprir o Seu propósito na terra quando ainda eram muito jovens. Samuel foi dedicado ao Senhor quando ainda era criança (I Sm. 1:24). Joaquim tinha 8 anos  quando começou a reinar (II Cr. 36:9). Manassés tinha 12 anos quando começou a reinar (II Rs. 21:1). Azarias tinha 16 anos quando começou a reinar (II Rs. 15:1-2). Joaquim tinha 18 anos quando começou a reinar sobre Jerusalém (II Rs. 24:8). Jesus quando completou 12 anos foi ao Templo e sentou no meio dos doutores e ouvindo-os os interrogavam. E todos os que o ouviam se admiravam da sua inteligência e das suas respostas (Lc. 2:42-47).

A primeira vez que abri um exemplar da revista Cristã, muito conhecida e divulgada em Minas Gerais, fiquei maravilhado quando li um artigo de uma jovem, filha do diretor da revista (como faz a cada exemplar), escrevendo uma mensagem sempre voltada para os adolescentes.

Creio que há possibilidade de conscientizar, recrutar, mobilizar e treinar jovens e adolescentes para missões transculturais. Os ministérios em geral precisam dar “algo mais” aos jovens e adolescentes, porque o grande número de pessoas que se desvia dos caminhos de Cristo são exatamente esses jovens e adolescentes. Durante a fase da vida dos 13 aos 19 anos é que acontecem as maiores mudanças no corpo e na mente das pessoas. E nunca na história desses jovens e adolescentes, eles tiveram tanto tempo livre e até mesmo algum dinheirinho para gastar. Eles poderão investir suas vidas e seu “troquinho” na Obra Missionária. Existem muitas vantagens de trabalhar com esses jovens e adolescentes. A maior, é que quanto mais cedo começar o treinamento, melhor, pois eles estão mais abertos a absorver o conhecimento. Jovens e adolescentes parecem não ter limites, estão em processo de descoberta do mundo, conhecendo coisas novas e tentando se encontrar neste contexto de vida. Eles devem ser preparados para serem ousados e intrépidos, e assim irão ter um papel preponderante no mundo. Serão preparados para serem os profetas das nações. Eles serão preparados para ajudar as igrejas a reposicionarem sua visão e seus valores dentro da visão do Senhor.

Todo jovem e adolescente busca conviver em grupos e turmas, seja na escola ou nas ruas nos seus bairros. Eles não possuem idéias totalmente formadas e é justamente aí que os líderes devem trabalhar com eles com respeito a Deus e principalmente com o desafio de missões. Os jovens e adolescentes tem uma mente limpa para receber novos paradigmas. Esta é a melhor oportunidade que eles tem para desenvolverem novas amizades. Devemos fazer com que o evangelho seja transformador na vida de nossa juventude e de nossos adolescentes. Vemos que dificilmente as igrejas estimulam seus jovens e adolescentes a se dedicarem à causa missionária. A maioria dos pastores não investe na formação missionária desta faixa etária e também das crianças. A Palavra de Deus em Provérbios 22:6 diz: “Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará dele”. O segredo é despertar o espírito missionário das crianças, fazendo com que elas possam ajudar outras crianças a conhecer Jesus e seus ensinamentos. Somente assim veremos no futuro mais pessoas se candidatando para missões transculturais que levam consigo a experiência de uma vida inteira. É durante esse tempo que eles precisam ter a oportunidade de aprender a tomar a decisão de servir melhor ao Senhor.

Me lembro de um testemunho que ouvi que abençoou muito a minha vida e que jamais me esqueci, em dos congressos de missões que participei há uns tempos atrás, de uma criança de apenas 8 anos de idade, que no momento do levantamento das ofertas missionárias, ela não tendo como ofertar e tendo ficado sensibilizado com os testemunhos missionários, entrou dentro do cesto de ofertas ofertando sua própria vida para missões. Não existe limite mínimo de idade para que uma pessoa possa ser usada por Deus. “Ora veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre te santifiquei; às nações te dei por profeta. Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque sou um menino. Mas o Senhor me respondeu: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás”. (Jeremias 1:4-7)

Vou mencionar duas pessoas importantes na vida dos cristãos: Um é o americano Loren Cunningham era pouco mais do que um adolescente quando teve uma visão: ondas de jovens que atravessavam continentes, anunciando o Evangelho. Ele entendeu aquilo como um chamado de Deus e começou a trabalhar pelo seu sonho. Assim nasceu a Organização Jovens com Uma Missão (JOCUM), uma das maiores missões do mundo. O próprio nome já indica que seu foco primário eram os jovens e adolescentes. E o outro é o tradutor da Bíblia mais conhecido no seio evangélico, João Ferreira de Almeida, ele foi um instrumento precioso nas mãos de Deus. Ele nasceu em 1628, na cidade portuguesa de Torre de Tavares. Era filho de pais católicos, e muito jovem mudou-se para a Holanda, onde foi morar com um tio. Aos 14 anos, em 1642, João aceitou a fé evangélica na Igreja Reformada Holandesa. Já em 1644, com somente 16 anos  de idade, Almeida inicia uma tradução dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos do espanhól para o português. Mesmo copiados à mão, rapidamente, eles foram espalhados pelas diversas comunidades dominadas pelos portugueses. No ano de 1645, a tradução de todo Novo Testamento foi concluída; mas somente seria editada em 1681, em Amsterdã. Hoje, graças a dedicação de João Ferreira de Almeida temos toda a Bíblia traduzida para o português.

Nós como líderes, devemos enfatizar diversas áreas como esportes, línguas, culturas, e ajudar na formação intelectual, emocional, sentimental e espiritual de nossos jovens e adolescentes, são assuntos de seu interesse. Devemos incluir missões em tudo isso e eles se sentirão úteis. Não podemos deixá-los sem uma atividade missionária. Se eles encarnarem esse desafio teremos muitos frutos para a glória de Deus.

Bispo Hermes da Gama (Texto adaptado)

 
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Publicado por em 07/11/2009 em MENSAGENS

 

SACRIFÍCIO DE LOUVOR

“Ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, o fruto dos lábios que confessam o seu nome”, (Hb 13:15).

“DI AUTOU a=[OUN] b=OUN ANAPHERÔMEN THUSIAN AINESEÔS am=DIA am=PANTOS tk=DIAPANTOS TÔ THEÔ am=TOUT am=ESTIN tk=TOUTESTIN KARPON KHEILEÔN OMOLOGOUNTÔN TÔ ONOMATI AUTOU” (Grego Transliterado)

A maioria dos cristãos não sabem o que é exatamente o sacrificio de louvor.

O sacrificio de louvor é o fruto dos lábios (O que sai, flui de dentro) daqueles que confessam o Nome de Jesus.

A palavra correta para sacrifício de louvor é: TOWDAH, THUSIA, AINESIS (Sacrificio de uma oferta de gratidão). TOWDAH, THUSIA, AINESIS

O sacrifício de louvor é aquele que é ministrado a Deus quando “não sentimos o desejo de louvá-lo por causa de um coração triste”. Contudo leva ao coração do Pai uma alegria especial. Não é um louvor de quando tudo vai bem. É um louvor na hora da provação; naquela hora e naquele momento em que você se encontra no deserto da provação. É um louvor que nos custa um preço. Louvar ao Senhor na benção é muito fácil. Não é difícil louvar quando tudo parece favorável a nós. É natural louvar por tudo que é bom e belo.

A murmuração é uma linguagem do povo sem Deus e atraem espíritos. É a linguagem do homem natural, carnal. O louvor é a linguagem do povo de Deus e tráz a existência a benção de Deus. O sacrificio de louvor é parte do homem espiritual. Pois nas adversidades da vida ele não murmura, e sim, louva a Deus em meio aquela situação. Por que sua linguagem não muda, é sempre a mesma, louvor.

O sacrifício de louvor ao Senhor é quando louvamos na hora das tribulações e lutas da vida. É um louvor contínuo; independente da situação em que vivemos. O Verdadeiro Louvor a Deus é eterno. É o louvor no momento da vitória, mas também no momento da luta; é louvar na benção, mas também no momento da tribulação.

A nossa vida tem que ser de constante louvor a Deus; este é o louvor da vitória, o louvor que agrada a Deus, o louvor que quebra as barreiras, o louvor de qualquer situação. Este é o louvor de uma fé que não duvida. Não andamos por vista e sim por fé, II Co 5:7.

No sacrifício de louvor o nosso ego deve morrer, deve estar na sepultura, crucificado com Cristo.

Jó ofereceu a Deus sacrifício de louvor, Jó 1:21-22.

Paulo e Silas entenderam o que é sacrifício de louvor; num momento difícil de suas vidas, eles não murmuraram, não reclamaram de nada, não ficaram abatidos e nem se sentiram derrotados; eles tinham a certeza da vitória em Cristo através do louvor e da oração. Dentro do cárcere, por volta da meia-noite, eles oravam e cantavam hinos de louvores a Deus, quando de repente, houve um tão grande terremoto que foi abalado os alicerces do cárcere e logo se abriram todas as portas e foram soltos os grilhões de todos, At 16:25-26. Houve um sacrifício de louvor da parte de Paulo e Silas. Se eles tivessem desesperado na prisão, murmurado contra Deus e não tivessem descansado em Deus crendo no livramento e na vitória do Senhor, não teriam obtido a vitória e livramento que tiveram; eles não teriam tido o sucesso que tiveram.

O sacrifício de louvor a Deus quebra os grilhões infernais, despedaça todo jugo e nos traz libertação.

Precisamos oferecer a Deus sacrifício de louvor, isso glorifica ao Senhor e crucifica o nosso ego.

O diabo não quer que louvemos a Deus; ele coloca no nosso caminho barreiras, como o desânimo, fraqueza, comodismo, frieza espiritual e outros. É nessa hora que devemos louvar, assim venceremos o diabo e as barreiras, e todo impedimento que ele colocar em nosso caminho será quebrado, removido todo obstáculo em nome de Jesus.

O sacrifício de louvor abre portas que estão fechadas. Vidas amarradas onde nada dá certo, serão desamarradas pelo louvor. Resistamos ao diabo pelo sacrifício de louvor e ele fugirá de nós!

A nossa tendência no momento da luta, na hora das provações e nas dificuldades, é reclamar de tudo, ficar preocupado, ansioso, abatido, desanimado e nunca pensamos em louvar a Deus; só louvamos quando tudo vai bem para nós. Mas o sacrifício de louvor é louvar ao Senhor continuamente onde quer que estejam e não importando a situação em que estamos vivendo, Fl 4:11-13.

“O segredo da oração respondida é a fé que não duvida; e o segredo da fé que não duvida é o louvor”.

O sacrifício de louvor é a fé em ação!

Há momentos em nossas vidas que quando oramos, as vezes sentimos que estamos num deserto espiritual, que faltam palavras para orarmos; quando não temos nenhum apetite para alimentarmos da Palavra de Deus, quando nos encontramos numa situação difícil, enfrentando lutas, desanimados, abatidos e fracos e então resolvermos louvar a Deus por aquela situação, começamos a cantar e entramos naquela dimensão de louvor ao Senhor, isso é um sacrifício de louvor. Deus se agrada disso, e agindo assim, você constatará que os céus se abrirão e as barreiras ruirão por terra. Aquela situação insuportável transforma-se em benção. Pelo louvor vencemos os obstáculos da vida. Não nos esqueçamos de que quando nos encontrarmos no deserto da provação, a única coisa que devemos fazer é orar, cantar louvores e adorar ao Senhor, Sl 34:19, Jo 16:33.

Ofereçamos sempre a Deus sacrifício de louvor, que é o fruto dos nossos lábios que confessam o Nome de Jesus, AMÉM!

By Bispo Hermes da Gama

 
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Publicado por em 07/11/2009 em MENSAGENS

 

Chanukah – A Festa das Luzes

“E em Jerusalém havia a festa da dedicação, e era inverno. E Jesus andava passeando no templo, no alpendre de Salomão.” (JO 10:22e23)

Comemoração da purificação do Templo e do altar que ocorreu no tempo dos MACABEUS (165 ou 164 a.C.). Durava oito dias a partir do dia 25 de QUISLEU ou Kislev. Era também chamada de Festa da Dedicação (Jo 10.22). Em hebraico o nome da festa é Hanukká (Dedicação). O nome Chanukah é composto de duas palavras: Chanu = descansaram e ka = com valor numérico 25. Os judeus descansaram no dia 25 de Kislev após a vitória contra os seus opressores gregos. Esta festa também é conhecida como Festa das Luzes. O preceito central e principal de Chanukah é acender as luzes da chanukah, logo após o anoitecer, num lugar destacado e visível, durante 8 noites, afim de divulgar o milagre. Na conquista do Templo, após a limpeza e purificação, foi achado apenas um frasco de azeite kasher para acender as luzes do Templo, o que duraria apenas uma noite. O MILAGRE é que este frasco de azeite durou 8 noites, enquanto se preparava o novo azeite para continuar acendendo as luzes do Templo. Viram nisso um sinal do céu para uma nova era de vida feliz. Em sinal de alegria e gratidão, a cidade foi iluminada com muitas luzes e os macabeus celebraram com grande alegria o livramento e o milagre que receberam de Deus, com preces e agradecimentos pela grande vitória. As luzes são acesas acrescentando-se uma luz a cada noite no conjunto, começando com uma na primeira noite, duas na segunda e assim por diante, até que na oitava noite as oito luzes estarão acesas.

SIGNIFICADO DO NOME

O nome “Chanukah”, hoje traduzido como “Dedicação”, originalmente, é resultado de um acróstico de palavras que a formam: CHANU – Que significa “Descansaram” e KAH – Que corresponde às letras “Kaf” e “Hei’, que formam o algarismo do número “25”. Isto porque, após longo período de luta, contra o exercito de Antíoco Epifânio, os israelitas descansaram no dia 25 de Kislev, data em que reconquistaram o Templo e deram início a sua restauração. Esta festa começa no dia 25 de Kislev, dura 8 dias e comemora os eventos ocorridos na terra santa, na época do 2º Templo, durante a era do domínio grego. A Festa de Chanukah também é conhecida como “Festa das Luzes” ou “Sucot de Kislev”. Este último se deve ao fato de, naquele ano os judeus não terem podido celebrar a Festa das Cabanas, por estarem em plena guerra. Sendo assim, ao termino da revolução, com mais de dois meses de atraso, eles celebraram Chanukah com Lulav (Espécie de ramo usado em Sucot) nas mãos, num gesto memorial, já que, igualmente a Sucot, Chanukah também é comemorada ao longo de oito dias.

SIGNIFICADO DA CHANUKAH

Principal costume da Festa de Chanukah é o de se acender a CHANUKIAH, uma espécie de candelabro de nove candeias, o qual acendemos uma de cada vez, ao longo dos oito dias de festa, seja em casa ou na sinagoga. Com a vela piloto, que chamamos de Shamash (servo), tambem chamada de nona vela, e que só usamos para acender as demais oito velas que cumprem a prescrição, iluminamos a chanukah, acendendo uma vela a mais por dia, até que, ao oitavo dia, todas as velas estejam acesas. O papel da chanukah é nos trazer a lembrança o milagre de chanukah, quando, o óleo usado para acender a monorah, que deveria durar apenas um dia, milagrosamente, perdurou por sete dias a mais que o normal, permitindo aos sacerdotes ter tempo hábil para fabricar um novo óleo. O acendimento da menorah deveria ser o primeiro item no processo de purificação do templo que se iniciou no dia 25 de kislev de 165 a.c. Até hoje, em função disto, na noite do dia 25 de kislev, acendemos, com o auxilio do Shamash, a primeira das nove velas da chanukiah, que deve estar posicionada perto da porta de entrada da casa ou na janela, em lugar visível. Isto se deve ao fato deste dia ser um motivo de orgulho para todos nós. È o dia em que nos recordamos de um ato maravilhoso em que Deus fez cumprir a sua profecia e livrou-nos da mão de nosso inimigo. Todos os que passam na rua devem olhar para nossas casas e ver que ali, naquele lugar, mora um israelita, que tem orgulho de mostrar o quanto ele ama fazer parte de seu povo. A proximidade de chanukah, em relação à festa pagã do natal cristão, faz com que a casa de um judeu se torne contrastante a todos os seus vizinhos.

YESHUA (JESUS) CELEBROU A FESTA DA CHANUKAH

“Celebrava-se em Jerusalém a Festa da Dedicação (chanukah). Era inverno e .Yeshua passeava no templo, no Pórtico de Salomão. Rodearam-no, pois, os judeus e o interpelaram: Até quando nos deixarás a mente em suspenso? Se tu és o Mashaich Enviado, dize-o francamente. Respondeu-lhes Yeshua: Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito.Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.Eu e o Pai somos um.Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar.Disse-lhes Yeshua: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais?Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.Replicou-lhes Yeshua: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses? Se ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar, então, daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de Deus? Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis; mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai.” (Rishonah de Yohanan –10:22-38) Ao transitar pelo pórtico do Templo de Salomão, por ocasião da festividade de Chanukah, Yeshua foi interpelado por alguns de seu povo quanto ao fato de ele ser ou não o Mashicah. Como bom judeu que era, tratou de responder a pergunta com outro enigma: “As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.” Inicialmente, seus irmãos judeus ficaram sem entender o que ele havia querido dizer. Mas pouco a pouco, suas mentes foram sendo esclarecidas quanto ao teor de suas palavras. O Mestre explicava, que não havia forma dele os provar que ele era o Mashiach, já que a fé que depositamos em alguém será sempre uma escolha. Quando Yeshua, em seu oitavo dia de vida, foi levado por seus pais para ser circuncidado, o sacerdote que tomou nos braços, emocionado e sem sequer conhecer a origem daquele menino disse que agora poderia enfrentar a morte, já que o Eterno lhe permitira ver a salvação de Israel. Muitos dos gestos demonstrados pelo Rebe Yeshua, testificam que ele não fazia nada em nome de si mesmo. Ele não foi um dos que se auto denominaram o Messias e que encabeçaram grandes revoltas que em nada resultaram. Yeshua, vivia uma vida simples, ensinado seus alunos o caminho da Justiça, para que por meio disto encontrassem a estrada de retorno ao seu Deus. Yeshua era a resposta que todos os de sua época e até os dias de hoje encontraram. No entanto, quando ousou dizer que procedia de acordo com o que o Pai lhe mostrava, e que suas obras ao eram dele e sim do Pai que o havia enviado, foi mal interpretado e acusado de se dizer deus. Sem tentar se defender ou esclarecer o que havia realmente dito, disse que o próprio Deus chamou o seu povo de deuses, e eles o acusavam por se dizer “Filho de Deus” e não Deus. Da mesma forma que um shamash, cujo único objetivo era trazer a luz a toda a casa acendendo as velas que estão em redor de si, o objetivo do mestre era o de servir a suas ovelhas com o pasto que o Pai avia plantado. Certa vez, durante, seu ultimo seder de Pessach, Yeshua perguntou aos seus discípulos: “Quem é maior? O que serve ou o que é servido?” Eles, sem pensar duas vezes responderam: “Aquele que é servido Mestre” ao que ele respondeu: “Pois eu, estando entre vós, sou como aquele que serve”: um Shamash.

PORQUE COMEMORAR CHANUKAH?

Porque é parte de identidade do povo, do qual nos dizemos fazer parte.

§ Efésios 2: “11 Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, 12 naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. 13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. 14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, 15 aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, 16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. 17 E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; 18 porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito. 19 Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, 20 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; 21 no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor,”

Porque é um mandamento de Deus celebrar os seus atos maravilhosos.

§ Salmo 145: 12 Louva, Jerusalém, ao SENHOR; louva, Sião, ao teu Deus. 13 Pois ele reforçou as trancas das tuas portas e abençoou os teus filhos, dentro de ti; 14 estabeleceu a paz nas tuas fronteiras e te farta com o melhor do trigo. 15 Ele envia as suas ordens à terra, e sua palavra corre velozmente; 16 dá a neve como lã e espalha a geada como cinza. 17 Ele arroja o seu gelo em migalhas; quem resiste ao seu frio? 18 Manda a sua palavra e o derrete; faz soprar o vento, e as águas correm. 19 Mostra a sua palavra a Jacó, as suas leis e os seus preceitos, a Israel. 20 Não fez assim a nenhuma outra nação; todas ignoram os seus preceitos. Aleluia! Por que Yeshua Também celebrou este dia. § João 11:22 Celebrava-se em Jerusalém a Festa da Dedicação (chanukah). Era inverno e Yeshua passeava no templo, no Pórtico de Salomão. Devemos celebrar este dia, por que somos israelitas de Deus. Chag Chanukah Sameach!

O que é o Hannukah?

Hannukah ou Chanukah (Festival das Luzes) é uma festividade judaica que dura oito dias e que começa no 25º dia do mês de Kislev, que corresponde mais ou menos ao mês de Dezembro do calendário ocidental. Assinala a miraculosa vitória dos Judeus, guiados pelos Macabeus, contra a perseguição dos Gregos e a opressão religiosa, no século II antes da era cristã. Os Judeus estavam então sob o jugo do imperador greco-sírio Antiochus. Além de terem vencido a guerra, outro milagre aconteceu: quando os Macabeus chegaram para reconsagrar o templo, encontraram apenas um pequeno recipiente com azeite puro para acender a Menorah, o tradicional candelabro de oito braços. Mas este azeite, milagrosamente, acabou por durar os oito dias, até que mais óleo sagrado pôde ser preparado. Para comemorar este milagre, os judeus acendem a menorah ao longo de cada um dos oito dias do Hannukah, acendendo uma vela a cada novo dia. Para os Judeus, estamos actualmente no ano de 5770. Tendo em conta que o calendário judaico é lunar e não fixo, como o calendário ocidental normal, as festividades judaicas são móveis. Curiosamente, o Hannukah começa, oficialmente, no dia 25 de Dezembro (ou seja, no Dia de Natal dos cristãos) e termina a 2 de Janeiro. Ao cair da noite de cada um destes dias, o número correspondente de velas de Hannukah serão acesas. Estas luzes, de acordo com a tradição, devem ser colocadas junto a uma janela, para proclamar o milagre. A menorah própria desta festividade, chamada Hannukiyah, tem oito braços, ou antes nove: em cada um desses oito braços é acesa uma vela todas as noites, ao longo dos oito dias de festa. O nono braço destina-se a colocar a vela denominada «shamash», ou auxiliar, que serve para acender as restantes velas. UM FELIZ HANNUKAH PARA VOCÊ!

(Texto adaptado)

 
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Publicado por em 07/11/2009 em FESTAS BÍBLICAS

 

Jejum

O jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período definido e propósito específico. Tem sido praticado pela humanidade em praticamente todas as épocas, nações, culturas e religiões. Pode ser com finalidade espiritual ou até mesmo medicinal, visto que o jejum traz tremendos benefícios físicos com a desintoxicação que produz no corpo.

Mas nosso enfoque é o jejum bíblico. Muitos cristãos hoje desconhecem o que a Bíblia diz acerca do jejum. Ou receberam um ensino distorcido ou não receberam ensinamento algum sobre este assunto.

Creio que a Igreja de hoje vive dividida entre dois extremos: aqueles que não dão valor algum ao jejum e aqueles que se excedem em suas ênfases sobre ele. Penso que Deus queira despertar-nos para a compreensão e prática deste princípio que, sem dúvida, é uma arma poderosa para o cristão.

Não há regras fixas na Bíblia sobre quando jejuar ou qual tipo de jejum praticar, isto é algo pessoal. Mas a prática do jejum, além de ser recomendação bíblica, traz consigo alguns princípios que devem ser entendidos e seguidos.

1) A BÍBLIA ORDENA O JEJUM?

Não. No Velho Testamento, na lei de Moisés, os judeus tinham um único dia de jejum instituído: o do Dia da Expiação (Lv. 23:27), que também ficou conhecido como “o dia do jejum” (Jr.36:6) e ao qual Paulo se referiu como “o jejum” (At.27:9). Mas em todo o Velho e Novo Testamento não há uma única ordem acerca de jejuarmos.

Contudo, apesar de não haver um imperativo acerca desta prática, a Bíblia esta cheia de menções ao jejum. Fala não apenas de pessoas que jejuaram e da forma como o fizeram, mas infere que nós também jejuaríamos e nos instrui na forma correta de fazê-lo.

Muitos ensinadores falharam de maneira grave ao dizer que, por não haver nenhuma ordem específica para o jejum, então não devemos jejuar. Mas quando consideramos o ensino de Jesus sobre o jejum, não há como negar que o Mestre esperava que jejuássemos:

“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam as suas recompensas. Tu, porém, quando jejuardes, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará”.(Mt. 6:16-18).

Embora Jesus não esteja mandando jejuar, suas palavras revelam que ele esperava de nós esta prática. Ele nos instruiu até na motivação correta que se deve ter ao jejuar. E quando disse que o Pai recompensaria a atitude correta do jejum, nos mostrou que tal prática produz resultados!

Algumas pessoas dizem que se as epístolas não dizem nada sobre jejuar é porque não é importante, e desprezam o ensino de Jesus sobre o jejum. Isto é errado! Jesus não veio ensinar os judeus a viverem bem a Velha Aliança, Ele veio instituir a Nova Aliança, e todos os seus ensinos apontavam para as práticas dos cidadãos do reino de Deus.

Quando estava para ser assunto ao céu, deu ordem aos seus apóstolos que ensinassem as pessoas a guardar TUDO o que Ele tinha ordenado (Mt. 28:20), inclusive o modo correto de jejuar!

O próprio Jesus praticou o jejum, e lemos em Atos que os líderes da Igreja também o faziam. Registros históricos dos pais da igreja também revelam que o jejum continuou sendo observado como prática dos crentes muitos tempos depois dos apóstolos. O jejum, portanto, deve ser parte de nossas vidas e praticado de forma equilibrada, dentro do ensino bíblico.

Embora o próprio Senhor Jesus tenha jejuado por quarenta dias e quarenta noites no deserto, e muitas vezes ficava sem comer (quer por falta de tempo ministrando ao povo – Mc. 6:31, quer por passar as noites só orando sem comer – Mc. 6:46), devemos reconhecer que Ele e seus discípulos não observavam o jejum dos judeus de seus dias (exceto o do dia da Expiação).

Era costume dos fariseus jejuar dois dias por semana (Lc. 18:12), mas Jesus e seus discípulos não o faziam. Aliás, chegaram a questionar Jesus acerca disto:

“Disseram-lhe eles: Os discípulos de João e bem assim os fariseus freqüentemente jejuam e fazem orações; os teus, entretanto, comem e bebem. Jesus, porém, lhes disse: Podeis fazer jejuar os convidados para o casamento, enquanto está com eles o noivo? Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; naqueles dias, sim, jejuarão”.(Lc. 5:33-35).

O Mestre mostrou não ser contra o jejum, e disse que depois que Ele fosse “tirado” do convívio direto com os discípulos (voltando ao céu) eles haveriam de jejuar. Jesus não se referiu ao jejum somente para os dias entre sua morte e ressurreição/reaparição aos discípulos (ao mencionar os dias que eles estariam sem o noivo), e sim aos dias a partir de sua morte.

Contudo, Jesus deixou bem claro que a prática do jejum nos moldes do que havia em seus dias não era o que Deus esperava. A motivação estava errada, as pessoas jejuavam para provar sua religiosidade e espiritualidade, e Jesus ensinou a fazê-lo em secreto, sem alarde.

Sabe, o jejum pode ser uma prática vazia se não for feito de maneira correta. Isto aconteceu nos dias do Velho Testamento, quando o povo começou a indagar:

“Por que jejuamos nós, e não atentas para isto? Por que afligimos a nossa alma, e tu não o levas em conta?” (Is. 58:3a).

E a resposta de Deus foi exatamente a de que estavam jejuando de maneira errada:

“Eis que, no dia em que jejuais, cuidais dos vossos próprios interesses e exigis que se faça todo o vosso trabalho. Eis que jejuais para contendas e para rixas e para ferirdes com punho iníquo; jejuando assim como hoje, não se fará ouvir a vossa voz no alto”.(Is. 58:3b, 4).

Por outro lado, o versículo está inferindo que se observado de forma correta, Deus atentaria para isto e a voz deles seria ouvida.

2) O PROPÓSITO DO JEJUM

Gosto de uma afirmação de Kenneth Hagin acerca do jejum: “O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar mudará você. Vai lhe ajudar a manter-se mais suscetível ao Espírito de Deus”.

O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, ele está ligado diretamente a nós, à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne. O jejum deixará nosso espírito atento, pois mortifica a carne e aflige nossa alma.

Jesus deixou-nos um ensino precioso acerca disto quando falava sobre o jejum:

“Ninguém põe vinho novo em odres velhos; do contrário, o vinho romperá os odres; e tanto se perde o vinho como os odres. Mas põe-se vinho novo em odres novos”.(Mc. 2:22).

O odre era um recipiente feito com pele de animais, que era devidamente preparada mas, com o passar do tempo envelhecia e ressecava. O vinho, era o suco extraído da uva que fermentava naturalmente dentro do odre. Portanto, quando se fazia o vinho novo, era sábio colocá-lo num recipiente de pele (o odre) que não arrebentasse na hora em que o vinho começasse a fermentar, e o melhor recipiente era o odre novo.

Com essa ilustração Jesus estava ensinado-nos que o vinho novo que Ele traria (o Espírito Santo) deveria ser colocado em odres novos, e o odre (ou recipiente do vinho) é nosso corpo. A Bíblia está dizendo com isto que o jejum tem o poder de “renovar” nosso corpo. A Escritura ensina que a carne milita contra o espírito, e a melhor maneira de receber o vinho, o Espírito, é dentro de um processo de mortificação da carne.

Creio que o propósito primário do jejum é mortificar a carne, o que nos fará mais suscetíveis ao Espírito Santo. Há outros benefícios que decorrerão disto, mas esta é a essência do jejum.

Alguns acham que o jejum é uma “varinha de condão” que resolve as coisas por si mesmo, mas não podemos ter o enfoque errado. Quando jejuamos, não devemos crer NO JEJUM, e sim em Deus. A resposta às orações flui melhor quando jejuamos porque através desta prática estamos liberando nosso espírito na disputada batalha contra a carne, e por isso algumas coisas acontecem.

Por exemplo, a fé é do espírito e não da carne; portanto, ao jejuar estamos removendo o entulho da carne e liberando nossa fé para se expressar. Quando Jesus disse aos discípulos que não puderam expulsar um demônio por falta de jejum (Mt. 17:21), ele não limitou o problema somente a isto, mas falou sobre a falta de fé (Mt.17:19,20) como um fator decisivo no fracasso daquela tentativa de libertação.

O jejum ajuda a liberar a fé! O que nos dá vitória sobre o inimigo é o que Cristo fez na cruz e a autoridade de seu nome. O jejum em si não me faz vencer, mas libera a fé para o combate e nos fortalece, fazendo-nos mais conscientes da autoridade que nos foi delegada.

Mas apesar do propósito central do jejum ser a mortificação da carne, vemos vários exemplos bíblicos de outros motivos para tal prática:

a) No Velho Testamento encontramos diferentes propósitos para o jejum:

Consagração – O voto do nazireado envolvia a abstinência/jejum de determinados tipos de alimentos (Nm.6:3,4);

Arrependimento de pecados – Samuel e o povo jejuando em Mispa, como sinal de arrependimento de seus pecados (I Sm. 7:6, Ne.9:11);

Luto – Davi jejua em expressão de dor pela morte de Saul e Jônatas, e depois pela morte de Abner. (II Sm. 1:12 e 3:35);

Aflições – Davi jejua em favor da criança que nascera de Bate-Seba, que estava doente, à morte (II Sm.12:16-23); Josafá apregoou um jejum em todo Judá quando estava sob o risco de ser vencido pelos moabitas e amonitas (II Cr.20:3);

Buscando Proteção – Esdras proclamou jejum junto ao rio Ava, pedindo a proteção e benção de Deus sobre sua viagem (Ed.8:21-23); Ester pede que seu povo jejue por ela, para proteção no seu encontro com o rei (Et. 4:16);

Em situações de enfermidade – Davi jejuava e orava por outros que estavam enfermos (Sl. 35:13);

Intercessão – Daniel orando por Jerusalém e seu povo (Dn. 9:3, 10:2, 3).

b) Nos Evangelhos

Preparação para a Batalha Espiritual – Jesus mencionou que determinadas castas só sairão por meio de oração e jejum, que trazem um maior revestimento de autoridade (Mt. 17:21);

Estar com o Senhor – Ana não saía do templo, orando e jejuando freqüentemente (Lc. 2:37);

Preparar-se para o Ministério – Jesus só começou seu ministério depois de ter sido cheio do Espírito Santo e se preparado em jejum (prolongado) no deserto (Lc. 4:1, 2);

c) Em Atos dos Apóstolos vemos a Igreja praticando o jejum em diversas situações, tais como:

Ministrar ao Senhor – Os líderes da igreja em Antioquia jejuando apenas para adorar ao Senhor (At.13:2);

Enviar ministérios – Na hora de impor as mãos e enviar ministérios comissionados (At.13:3);

Estabelecer presbíteros – Além de impor as mãos com jejum sobre os enviados, o faziam também sobre os que recebiam autoridade de governo na igreja local, o que revela que o jejum era um princípio praticado nas ordenações de ministros (At.14:23).

d) Nas Epístolas só encontramos menções de Paulo de ter jejuado (IICo. 6: 3-5; 11:23-27).

3) DIFERENTES FORMAS DE JEJUM

Há diferentes formas de jejuar. As que encontramos na Bíblia são:

a) Jejum PARCIAL. Normalmente o jejum parcial é praticado em períodos maiores ou quando a pessoa não tem condições de se abster totalmente do alimento (por causa do trabalho, por exemplo). Lemos sobre esta forma de jejum no livro de Daniel:

“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram em minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que se passaram as três semanas”.(Dn. 10:2, 3).

O profeta Daniel diz exatamente o quê ficou sem ingerir: carne, vinho e manjar desejável. Provavelmente se restringiu a uma dieta de frutas e legumes, não sabemos ao certo. O fato é que se absteve de alimentos, porém não totalmente.

E embora tenha escolhido o que aparentemente seja a forma menos rigorosa de jejuar, dedicou-se à ela por três semanas. Em outras situações Daniel parece ter feito um jejum normal (Dn.9:3), o que mostra que praticava mais de uma forma de jejum. Ao fim deste período, um anjo do Senhor veio a ele e lhe trouxe uma revelação tremenda.

Declarou-lhe que desde o primeiro dia de oração o profeta já fora ouvido (v.12), mas que uma batalha estava sendo travado no reino espiritual (v.13) o que ocorreria ainda no regresso daquele anjo (v.20). Aqui aprendemos também sobre o poder que o jejum tem nos momentos de guerra espiritual.

b) Jejum NORMAL. É a abstinência de alimentos, mas com ingestão de água. Foi a forma que nosso Senhor adotou ao jejuar no deserto. Cresci ouvindo sobre a necessidade de se jejuar bebendo água; meu pai dizia que no relato do evangelho não há menção de Cristo ter ficado sem beber ou ter tido sede (e ele estava num deserto!):

“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado pelo Diabo. Nada comeu naqueles dias, ao fim dos quais teve fome”.(Mt. 4:2).

Denominamos esta forma de jejum como normal, pois entendemos ser esta a prática mais propícia nos jejuns regulares (como o de um dia).

c) Jejum TOTAL. É abstinência de tudo, inclusive de água. Na Bíblia encontramos poucas menções de ter alguém jejuado sem água, e isto dentro de um limite: no máximo três dias. A água não é alimento, e nosso corpo depende dela a fim de que os rins funcionem normalmente e que as toxinas não se acumulem no organismo. Há dois exemplos bíblicos deste tipo de jejum, um no Velho outro no Novo Testamento:

Ester, num momento de crise em que os judeus (como povo) estavam condenados à morte por um decreto do rei, pede a seu tio Mardoqueu que jejuem por ela:

“Vai, ajunta a todos os judeus que se acharem em Susã, e jejuai por mim, e não comais, nem bebais por três dias, nem de noite nem de dia; eu e as minhas servas também jejuaremos. Depois, irei ter com o rei, ainda que é contra a lei; se perecer, pereci”.(Et. 4:16).

Paulo, na sua conversão também usou esta forma de jejum, devido ao impacto da revelação que recebera:

“Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.”(At.9:9).

Não há qualquer outra menção de um jejum total maior do que estes (a não ser o de Moisés e Elias numa condição diferente que explicaremos adiante). A medicina adverte contra um período de mais de três dias sem água, como sendo nocivo. Devemos cuidar do corpo ao jejuar e não agredi-lo; lembre-se de que estará lutando contra sua carne (natureza e impulsos) e não contra o seu corpo.

4) A DURAÇÃO DO JEJUM

Quanto tempo deve durar um jejum? A Bíblia não determina regras deste gênero, portanto cada um é livre para escolher quando, como e quanto jejua.

Vemos vários exemplos de jejuns de duração diferente nas Escrituras:

1 dia – O jejum do Dia da Expiação

3 dias – O jejum de Ester (Et. 4:16) e o de Paulo (At.9:9);

7 dias – Jejum por luto pela morte de Saul (I Sm. 31:13);

14 dias – Jejum involuntário de Paulo e os que com ele estavam no navio (At.27:33);

21 dias – O jejum de Daniel em favor de Jerusalém (Dn.10:3);

40 dias – O jejum do Senhor Jesus no deserto (Lc. 4:1, 2);

OBS: A Bíblia fala de Moisés (Ex.34:28) e Elias (I Re. 19:8) jejuando períodos de quarenta dias. Porém vale ressaltar que estavam em condições especiais, sob o sobrenatural de Deus. Moisés nem sequer bebeu água nestes 40 dias, o que humanamente é impossível.

Mas ele foi envolvido pela glória divina. O mesmo se deu com Elias, que caminhou 40 dias na força do alimento que o anjo lhe trouxe. Isto é um jejum diferente que começou com um belo “depósito”, uma comida celestial. Jesus, porém, fez um jejum normal com esta duração.

Muitas pessoas erram ao fazer votos ligados à duração do jejum… Não aconselho ninguém fazer um voto de quanto tempo vai jejuar, pois isso te deixará “preso” no caso de algo fugir ao seu controle. Siga o conselho bíblico:

“Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo; porque não se agrada de tolos. Cumpre o voto que fazes”.

Melhor é que não votes do que votes e não cumpras“. (Ec. 5:4, 5).

É importante que haja uma intenção e um alvo quanto à duração do jejum no coração, mas não transforme isto em voto. Já intentei jejuns prolongados e no meio do caminho fui forçado a interromper. Mas também já comecei jejuns sem a intenção de prolongá-lo e, no entanto, isto acabou acontecendo mesmo sem ter feito os planos para isto.

5) O JEJUM PROLONGADO

Há algo especial num jejum prolongado, mas deve ser feito sob a direção de Deus (as Escrituras mostram que Jesus foi guiado pelo Espírito ao seu jejum no deserto – Lc.4:1). Conheço irmãos que tem jejuado por trinta e até quarenta dias, embora eu, pessoalmente, não tenha feito um jejum tão longo. Cada um deles confirma ter recebido de Deus uma direção para tal.

Vale ressaltar também que certos cuidados devem ser tomados. Não podemos brincar com o nosso corpo. Uma dieta para desintoxicação do organismo antes do jejum é recomendada, e também na quebra do jejum prolongado (mais de 3 dias). Procure orientação e acompanhamento médico se o Senhor lhe dirigir a um jejum deste gênero. Há muita instrução na forma de literatura que também pode ser adquirida.

6) PODEMOS FALAR QUE ESTAMOS JEJUANDO?

Algumas pessoas são extremistas quanto à discrição do jejum, enquanto outras, à semelhança dos fariseus, tocam trombeta diante de si. Em Mateus 6:16-18, Jesus condena o exibicionismo dos fariseus querendo parecer contristados aos homens para atestar sua espiritualidade.

Ele não proibiu de se comentar sobre o jejum, senão a própria Bíblia estaria violando isto ao contar o jejum que Jesus fez… Como souberam que Cristo (que estava sozinho no deserto) fez um jejum de quarenta dias? Certamente porque Ele contou! Não saiu alardeando perante todo mundo, mas discretamente repartiu sua experiência com os seus discípulos.

Eu, particularmente, comecei a jejuar estimulado pelo relato das experiências de outros irmãos. Depois é que comecei (aos poucos) a entender o ensino bíblico sobre o jejum. E louvo a Deus pelas pessoas que me estimularam! Sabe, precisamos tomar cuidado com determinadas pessoas que não tem o que acrescentar à nossa edificação e somente atacam e criticam.

Lembro-me que o primeiro jejum que fiz na minha adolescência: cortei só o almoço mas tomei um refrigerante para não “sofrer” muito; fiz isto para orar por um amigo que queria ver batizado no Espírito Santo. Aquele rapaz já havia recebido tanta oração, mas nada havia acontecido ainda. Portanto, jejuei e orei em seu favor. Hoje sei que não foi grande coisa mas, na época, foi o meu melhor.

Pois bem, alguém ficou sabendo e me ridicularizou, disse que jejum de verdade era ficar o dia todo sem comer nada e bebendo no máximo um pouco de água; esta pessoa disse que eu estava perdendo meu tempo e que só fizera um “regimezinho”, pois o verdadeiro jejum não admitia nem bala açucarada na boca, quanto mais um refrigerante!… Mas naquele dia meu amigo foi cheio do Espírito Santo e preferi acreditar que o jejum funcionava.

Depois ouvi outros irmãos comentarem sobre jejuar mais de um dia e “fui atrás”, e assim, aos poucos, fui aprendendo (a jejuar e sobre o jejum) aquilo que não aprendi na igreja ou na literatura cristã. Penso que de forma sábia e cuidadosa podemos estimular outros à prática do jejum, basta partilharmos nossas experiências e incentivá-los.

Eu não estou dando aqui um estudo detalhado sobre o jejum, porque existem vários tipos de jejum, mas estou dando uma breve pincelada. Exemplo:

_  Nos dias dos Juízes, Jz 20:26.

_  A vitória de Josafá, II Cr 20:3-4.

_  Elias no Horebe, I Rs 19:6-8.

_  Nínive salva pelo jejum, Jn 3:5,8-9.

_  Ester salva a sua nação através do jejum, Et 4:16.

_  Viagem de Esdras a Jerusalém, Ed 8:21-23.

_  Os vinte e um dias de Jejum de Daniel, Dn 10:2-3.

_  Ana, a profetiza, jejuava, Lc 2:37.

_  Jesus jejuou no deserto, Lc 4:1.

_ A Igreja primitiva tinha também o hábito de jejuar, At 9:9; 13:2; II Co 6:4-5.

Há também o jejum de não comer manjar desejável (Jejum de Daniel). Jejum só com pão e água, jejum só com água e legumes ou frutas, sopa, jejum de palavras, de televisão e outros.

Ex: Comida e água, Êx 34:28; Dt 9:9;

– Comida, Mt 4:1-2; Lc 4:1-2;

– Comidas agradáveis, Dn 10:3;

– Sexo, I Co 7:4-5.

– O tempo é determinado por cada um.  A igreja precisa aprender a ter o hábito de jejuar, assim obterá mais vitória.

– Jejum de 40 dias: Moisés, Êx 34:28; Elias, I Rs 19:5-8; Jesus, Lc 4:1-2.

QUAL ERA O OBJETIVO DO  JEJUM?

# Tristeza, notícias trágicas e calamidades públicas, Ne 1:4; I Sm 31:13; II Sm 1:12; 3:35; Et 4:3.

# Tristeza pelo pecado e busca de restauração, Ne 9:1-2; I Sm 6; I Rs 21:27; Dn 9:3-4; Jn 3:5-8.

#  Em aflições pessoais, II Sm 12:16.

#  Em aproximação de perigos, Et 4:16.

#  Busca de orientação, Êx 34:28; II Cr 20:1-4; Ed 8:21-23.

#  Em aflições alheias, Sl 35:13-14.

#  Em aflições da Igreja, Lc 5:33-35.

#  Consagração e ordenação de ministros de Deus, At 13:2-3; 14:23.

#  Jejum de agradecimento (Ação de graças) e outros.

OBS: O jejum de Daniel (de acordo como está na Bíblia) e o de 40 dias é os que dão maiores resultados. Satanás não resiste mesmo.

CONCLUINDO

Haverá períodos em que o Espírito Santo vai nos atrair mais para o jejum, e épocas em que quase não sentiremos a necessidade de fazê-lo. Já passei anos sem receber nenhum impulso especial para jejuns de mais de três dias e, mesmos estes, foram poucos.

E houve épocas em que, seguidamente sentia a necessidade de fazê-lo. Porém, penso que o jejum normal de um dia de duração é algo que os cristãos deveriam praticar mais, mesmo sem sentir nenhuma “urgência” espiritual para isto.

Quando meu filho Israel estava para nascer, o Senhor trouxe um profundo peso de oração e intercessão ao meu coração. Sabia que devia jejuar; era uma “urgência” dentro de mim. Não ouvi uma voz sobrenatural, não tive nenhuma visão ou sonho a respeito, simplesmente sabia que tinha de jejuar até romper algo, e o fiz por seis dias.

Ao final soube que havia alcançado uma vitória. Na ocasião do parto, minha esposa teve uma complicação e quase perdemos nosso primeiro filho; contudo, a batalha já havia sido ganha e o poder de Deus prevaleceu.

Devemos ser sensíveis e seguir os impulsos do Espírito de Deus nesta área. Isto vale não só para começar a jejuar, mas até para quebrar o jejum. Já fiz jejuns que queria prolongar mais e senti que não deveria fazê-lo, pois a motivação já não era mais a mesma…

Encerro desafiando-o a praticar mais o jejum, e certamente você descobrirá que o poder desta arma que o Senhor nos deu é difícil de se medir com palavras. A experiência fortalecerá aquilo que temos dito. Que o Senhor seja contigo e te guie nesta prática!

(Esta é uma mensagem adaptada de tantas outras mensagens sobre jejum)

 
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Publicado por em 05/11/2009 em MENSAGENS

 

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UMA PEQUENA ORAÇÃO, TRÁZ UMA GRANDE RECOMPENSA!

(A ORAÇÃO DE JABEZ)

“Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo: Oh! Que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição! E Deus lhe concedeu o que lhe tinha pedido”. (1Cr 4:9-10)

Você quer uma visão mais ampla para sua vida? Jabez queria ser e fazer mais para Deus e, como podemos concluir a partir do final do versículo 10, Deus lhe concedeu o pedido.

Alguém já disse certa vez que existe muito pouca diferença entre as pessoas – mas é esta pequena diferença que faz toda a diferença. Jabez não aparece triunfalmente no Antigo Testamento, como um Moisés ou um Davi, nem tampouco ilumina o livro de Atos como aqueles primeiros cristãos que viraram o mundo de cabeça para baixo. Mas uma coisa é certa: a pequena diferença de sua vida fez toda a diferença.

Pode-se dizer que ele foi o Pequeno Grande Homem da Bíblia. Você vai encontrá-lo escondido numa das seções menos lidas de um dos livros menos lidos de toda a Bíblia. Qual foi o segredo da reputação duradoura de Jabez? Você poderá procurar em todas as páginas da Bíblia, como eu já fiz, e não vai achar nenhuma outra informação além da que aparece nestes versículos:

  • As coisas começaram mal para uma pessoa que ninguém conhecia.
  • Ele fez uma oração comum, de apenas uma frase.
  • Tudo acabou excepcionalmente bem para ele.

Está claro que o resultado pode ser atribuído a sua oração. Alguma coisa presente no pedido simples e direto que Jabez fez a Deus mudou sua vida e deixou uma marca permanente nos livros históricos de Israel: “Oh! Que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição”.

Abençoar faz parte da natureza de Deus!

– VIVENDO DE MANEIRA ABUNDANTE, “E me alargues as fronteiras”.

– O TOQUE DA GRANDEZA, “Que seja comigo a Tua mão”.

– MANTENHA SEGURA A HERANÇA, “E me preserves do mal”.

– BEM VINDO AO ROL DE HONRA DE DEUS, “Foi Jabez mais ilustre que seus irmãos”.

– APOSSANDO-SE DA ORAÇÃO DE JABEZ, “E Deus lhe concedeu o que tinha pedido”.

Quero desafiá-lo a fazer da oração de Jabez parte integrante de seu dia a dia. Para tanto quero encoraja-lo a seguir firmemente durante o próximo mês  o plano aqui descrito. No final deste período, você perceberá mudanças significativas em sua vida, e a oração estará prestes a se tornar um valoroso e contínuo hábito.

  1. Faça a oração de Jabez todas as manhãs incluindo seu propósito.
  2. Escreva a oração e cole-a em sua bíblia, na geladeira, no espelho do banheiro ou em qualquer outro lugar que o faça se lembrar de seu propósito e sua nova visão.
  3. Releia este texto uma vez por semana durante o próximo mês, pedindo a Deus que lhe mostre as idéias importantes que você possa ter perdido.
  4. Conte a alguém que você assumiu o compromisso de um novo hábito de oração, e peça a esta pessoa que lhe cobre de oração o seu cumprimento.
  5. Comece a registrar em sua vida, especialmente os compromissos marcados por Deus e as novas oportunidades que você pode relacionar diretamente à oração de Jabez.
  6. Comece a fazer a oração de Jabez por sua família, seus amigos e sua Igreja.

É claro que aquilo que você apenas sabe sobre esta ou qualquer oração não vai trazer-lhe nada diferente. O que você sabe sobre libertação não vai liberta-lo de coisa alguma. Você pode pendurar a oração de Jabez nas paredes de todos os cômodos de sua casa e nada vai acontecer. Somente aquilo em que você acredita e, por conseqüência, faz é que vai desencadear o poder de Deus para você e promover uma mudança de vida. Quando você age, está dando um passo rumo às melhores coisas que Deus tem para você.

Que Deus abençõe abundantemente sua vida!

(Extraido e adaptado do livro: “A Oração de Jabez”)

 
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Publicado por em 05/11/2009 em MENSAGENS