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PENTECOSTES

06 set

A FESTA ANUAL DE PENTECOSTES

“Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias: então oferecereis nova oferta de manjares ao senhor. Das vossas habitações trareis doze pães de movimento: de duas dízimas de farinha serão, levedados se cozerão: primícias são ao Senhor” (Lv. 23. 16,17).

O ASPECTO HISTÓRICO
O aspecto histórico da Festa de Pentecoste é digno de menção. Havia três ocasiões principais em que os israelitas apresentam-se diante do Senhor (Êx. 23.14-17). A primeira dela era Páscoa, os Pães Asmos e as Primícias, que se realizavam consecutivamente num período de 8 dias a 2 semanas. A Segunda ocasião era para celebrar a Festa de Pentecoste (também chamada de Festa da Colheta). Isto acontecia 50 dias após a apresentação por “oscilação” do primeiro feixe das primícias no final dos Pães Asmos. A terceira grande concentração era chamada de festa dos Tabernáculos (colheta) no final do ano, quando os israelitas colhiam seus frutos do campo. Este era m período do ano que começava no primeiro dias do sétimo mês, o qual incluía a Festa das Trombetas, o Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos. Isto acontecia em Setembro/Outubro. ”Três vezes no ano todos os teus varões aparecerão diante do Senhor” (êx. 23.17). Deuteronômio 16.9-12 descreve a Festa de pentecoste da seguinte maneira: “… Desde que a foice começar na seara começarás tributo voluntário a Festa das semanas ao Senhor teu Deus te tiver abençoado. “E te alegrarás perante o Senhor teu Deus, tu e teu filho, e tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro das tuas portas, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão no meio de ti, no lugar que escolher o Senhor teu Deus para ali fazer habitar o Seu nome”.

O ASPECTO PROFÉTICO
O aspecto profético da Festa de Pentecoste é cumprido muito claramente em Atos 2: “E cumprindo-se o dia de Pentecoste… Todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outra línguas, confome o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Ato.2:1,4). Este é um exemplo bem claro de como Deus usa as Festas como um “horário” para a história da humanidade. O que aconteceu em Atos 2, demonstra novamente como os símbolos proféticos da Festa de Pentecoste foram cumpridos. A oferta dos primeiros frutos retrata o pequeno grupo de pessoas que se reuniram naquele cenáculo – os 120 devotos que estavam esperando pela promessa do Pai, sobre a qual Jesus havia falado.
Eram consagrados a Jesus e estavam esperando pelo que Ele disse que aconteceria, isto é, que eles seriam batizados com o Espírito Santo (At. 1:4, 5, 14). Eram os poucos devotos que se haviam realmente consagrado a Jesus Cristo como seu Senhor, e que haviam sacrificado suas próprias ambições a fim de fazerem parte dos propósitos de Cristo. Eram como a oferta voluntária dos primeiros frutos – reunidos livremente e de comum acordo apresentando-se voluntariamente ao Senhor, preparando para pagarem o preço da identificação com Jesus.
A Festa de Penteconstes tem não somente um grande poder em si mesma, mas também um grande preço a ser pago. É o preço de nos entregarmos voluntariamente ao Senhorio de Jesus Cristo. É o preço de nos entregarmos voluntariamente ao Senhorio de Jesus Cristo. É significativo que os dois pães oferecidos nesta Festa sejam preparados com fermento. Isto retrata o caráter dos que experimentaram o Pentecostes. Deus não exigiu qualificações morais antes de batizar os 120 com o Espírito Santo. O Batismo do Espírito Santo é descrito como o Dom prometido pelo Pai (At. 1.4). Os dons de Deus são possíveis devido à bondade de Sua natureza, e não por causa de nossos merecimentos. O poder de Pentecoste foi o Dom de Deus a uma comunidade que não era perfeita. A trágica história de Ananias e Safira em Atos 5 nos ensina que desejarmos o poder ou o prestígio sem a pureza do Espírito Santo significa não compreendermos uma função importante do Mesmo. Ele entra em nós não porque sejamos perfeitos, mas porque presisamos ser perfeitos.
Ëxodo 23. 17 diz: “… Aparecerás diante do Senhor”. Isto nos fala sobre o encontro divino com Deus. O encontro de Atos 2 certamente transformou aquele grupinho de pessoas que estavam trancadas no Cenáculo. Transoformaram-se numa poderosa comunidade de testemunhas, certos quando ao Deus que haviam encontrado no dia de Pentecoste.

O ASPECTO EXPERIMENTAL
O Aspecto experimental desta Festa ainda é poderosamente relevante hoje. Ainda há a necessidade da oferta voluntária de nós mesmo a Deus. Muitos na igreja Cristã desejam o poder do Pentecoste, mas não da mesma maneira como aconteceu lá em Atos 2. Muitos cristãos acham que é um tanto desnecessário ou embaraçoso o falar em línguas. Algumas teologias são elaboradas para tentarem uma explicação eliminatória desde claro ensinamento bíblico. Tenho observado que sempre que Deus se move de uma maneira nova, Ele sempre coloca uma pedra de tropeço, ou uma rocha de ofensa naquilo que faz! A nova era que veio através da Pessoa de Jesus cristo tinha uma pedra de tropeço. Os líderes religiosos não podiam compreender a encarnação de Cristo e iravam-se muito quando Jesus falava sobre a Sua divindade. Jesus era a pedra que os edificadores rejeitaram (At. 1.11).
Paulo ensina que o Messias crucificado era uma outra grande pedra de tropeço para os judeus (1 Co. 1.23). Não podiam aceitar o fato de que o Messias precisava morrer. Isto não se encaixava com a maneira pela qual compreendiam as coisas – não havia nenhuma glória na Cruz. Pelo contrário, a Cruz fala sobre vergonha e ofensa. É preciso uma revelação para vermos as profundas verdades sobre o Messias crucificado. A mente natural não poderia aceitá-las.
Na Festa de Pentecoste, o falar em línguas é uma pedra de tropeço semelhante. Há um problema psicológico semelhante para este conceito incomum ser aceito. O Messias crucificado era alto irracional para os judeus. Falar numa língua desconhecida parece irracional a muitos cristãos. Porém, não foi nenhuma denominação que colocou esta pedra de tropeço na Festa de Pentecoste. Foi Deus que a colocou lá uma pedra sobre a qual precisamos cair com mansidão e submissão, para que ela não caia sobre nós.
No aspeto Experimental do Pentecoste, há um novo fruto, uma oferta voluntária de nós mesmos, como um sacrifício vivo, preparados para qualquer coisa que Deus queira fazer em nós. Um novo fruto tem uma lição simbólica de ser plantado na morte – a morte do outro sacrifício e da submissão. Desta mansidão e entrega, surge uma colheita de vida. É também a Festa do Batismo de Fogo. O fogo é um símbolo de purificação. Descobriremos que a identificação com esta Festa testará nossos relacionamentos no lar, na igreja, e m nossas vidas em geral. O Pentecoste era uma ocasião em que toda a nação de Israel comparecia diante do Senhor, para que Ele pudesse fazer uma obra em seus corações, colocando um pouco do Seu próprio caráter neles. Isto aconteceu poderosamente durante o Pentecoste para os 120.
O poder do Pentecoste nos transforma. Não devemos abordá-lo meramente por curiosidade da mesma maneira que abordaríamos qualquer outra coisa que chame a nossa atenção. Muito frequentemente, as preciosas e tremendas coisas de Deus são pregadas tão despreocupadamente, que os ouvintes ficam sem nenhuma sensação da espantosa presença de Deus. Muitas vezes o Evangelho é pregado com toda a ênfase sobre as Bênçãos disponíveis, e sem nenhuma menção do arrependimento necessário.
Frequentemente, o Pentecoste é apresentado como uma emocionante fonte de poder, sem o fator de equilíbrio que o Espírito de Deus é, sobretudo, o Espírito Santo de Deus. O Pentecoste é um encontro com Deus. Todos os encontros com Deus nos transformam. Isto me faz lembrar de 2 Coríntios 3.17, 17. “Ora o Senhor é aquele Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. Mas todos nós, com carta descoberta, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”. Vemos aqui a obra do Espírito, removendo o véu de nossos corações, para que possamos ver a glória do Senhor. O resultado de vermos a Sua glória é que somos transformados – transformados à Sua semelhança com uma glória cada vez maior. O Pentecoste é o poder de Deus que nos transforma à Sua semelhança. Esta transformação não é um acontecimento instantâneo, imediato. Ela ocorre a medida em que continuamos a exercitar o que recebemos no encontro de Pentecoste – a oferta voluntária de nós mesmos ao Espírito de Deus. Desta maneira, somos transformados de um nível de glória para o seguinte, passo a passo, dia após dia, a medida em que colocamos em pratica o nosso Pentecoste.

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Publicado por em 06/09/2008 em FESTAS BÍBLICAS

 

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