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PÁSCOA

06 set

A FESTA ANUAL DA PÁSCOA

“E este mês vos será o primeiro mês do ano… No décimo dia deste mês tome cada um para si um cordeiro… para cada casa. E o guardareis até ao décimo – quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde”. “E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem… E Eu passarei pela terra do Egito esta noite… vendo Eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando Eu ferir a terra do Egito” (Ex. 12.2-13)

“Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade.” (1Co. 5. 7,8)

Desejamos carinhosamente, com este estudo, contribuir para que o Corpo de Cristo possa realmente entender o verdadeiro sentido da Páscoa do Senhor Jesus Cristo.

Neste momento, nossos corações se entristecem ao ver as crianças, filhos de crentes em Yeshua, comemorando uma Páscoa cheia de tradições pagas, onde árvores são enfeitadas com duendes, ovinhos de chocolates e coelhinhos de Páscoa. O comércio, neste período de Páscoa, oferece ovos de chocolates dos mais variados recheios, cores e tamanhos à escolha do freguês. Todo mundo, então, vai desejar “boa Páscoa” aos outros, onde crentes e descrentes em Yeshua acreditam, nessa ocasião, estarem fazendo o melhor. Por isso, urge que os verdadeiros cristãos tomem conhecimento do verdadeiro sentido da Páscoa e o declarem ao mundo, que está cada vez mais perdido e afastado da vontade de Deus. Por outro lado, enquanto o mundo irá profeticamente de mal a pior, a Igreja de Yeshua, a noiva ataviada, irá de bem a melhor.

A Festa da Páscoa é a primeira festa fixa do ano litúrgico no calendário judaico. Por isso, ela é muito importante não só por ser a primeira festa, mas porque, sem ela, as outras festas não existiriam. Para nós, crentes em Yeshua, ela fala profundamente ao coração, pois suas mensagens principais falam, pelo menos, de três pontos super importantes para todo aquele que acredita no Messias Jesus.

Primeiro, é necessário passar o sangue do cordeiro nos umbrais e nas vergas das portas de nossas casas, onde o cordeiro assado será comido (Êxodo 12:7). Para nós crentes, isso significa “nascer de novo”; recebendo o perdão pelo sangue do Cordeiro Jesus, vertido na cruz do calvário para remissão dos nossos pecados. (Romanos 5:8-9). O comer o cordeiro significa tê-Io dentro de nós, habitando em nós (1Co. 2:6); significa comer a Palavra Viva de Deus. (Mt 4.4)

Segundo, necessitamos sair do “Egito”, que representa o sistema do mundo. É necessário não só sair dele, mas ser liberto dele. Assim, a Festa da Páscoa tem como tema básico o Messias, nosso Cordeiro que liberta; o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, do nosso coração. (João 1:29); nossos pés são libertos das “correntes” da escravidão para os primeiros passos da caminhada da vida cristã.

Terceiro, enquanto celebramos a Festa da Páscoa, o Senhor passa estabelecendo juízo aos deuses (demônios) locais. -Cristo é nosso Cordeiro Pascal (1Co.5.7). Em resumo, ao celebrarmos a Festa da Páscoa, entramos “em Cristo” e cristo entra “em nós” entramos em uma nova vida (2Co.5.7). Em um novo e vivo caminho. (Hb. 10.19.20.) Assim, liberamos o povo para adorar ao Senhor!

O FUNDO HISTÓRICO DA PÁSCOA
Observe que o Cordeiro Pascal era separado no décimo dia de Abibe (Abril). Eles tinham que examinar o cordeiro minuciosamente antes de o matarem no decimo-quarto dia de Abibe. (1º mês do ano) Punham o sangue nas ombreiras e verga das portas, na forma de uma Cruz. Isto apontava profeticamente para o Calvário de Jesus Cristo. Observe também que Deus diz: “Vendo Eu sangue, passarei por cima de vós” (Ex. 12.13,23).

Por muitos anos, pensei que isto significava que Deus passaria por cima das casas dos israelitas no sentido de pular ou poupar a pessoa que estivesse na fila da morte. Agora, no entanto, vejo que há uma realidade ainda mais bonita aqui. A Páscoa significa que Deus Se colocou por sobre as casas dos israelitas como uma cobertura, protegendo-os do anjo destruidor que Ele havia enviado entre os egípcios (Ex. 12.23). O sangue nas ombreiras e vergas claramente retrata, então, a Jesus crucificado, à porta das casas, como Salvador. O Salmo 91 se encaixa muito bem à situação da Páscoa: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo à sombra do Onipotente descansará… Ele certamente te livrará do laço do passarinheiro… Ele te cobrirá com as Suas penas, e debaixo das Suas asas confiarás…e estarás seguro.”

O FUNDO PROFÉTICO DA PÁSCOA
Em são Lucas 19, temos registro da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, poucos dias antes de Sua crucificação. Exatamente na mesma hora em que o povo estava trazendo seus cordeiros pascais para serem examinados pelos sacerdotes, Jesus, o Cordeiro de Deus, estava apresentando-Se diante do povo e dos líderes para um exame minucioso, antes do Seu sofrimento e glória. No décimo dia de Abibe, Jesus Se apresentou para esta inspeção. Isto é claro em Mateus 22.14. “Então retirando-se os fariseus, consultaram entre si como o surpreenderiam nalguma palavra. Enviaram discípulos dos herodianos para que O enganassem também” (Mt. 22.23 em diante). Lembre-se que este teste tinha a ver com a ressurreição e a vida após a morte. Os fariseus O experimentaram com relação a questão do maior dos mandamentos. Jesus lhes respondeu satisfatoriamente e prosseguiu então a confundí-los quanto ao entendimento deles sobre o Messias. A conclusão deste tempo de testes e exames encontra-se em Mateus 22.46. “E ninguém podia responder-Lhe uma palavra: nem desde aquele dia, ousou mais alguém interrogá-Lo”.

Em São João 18, encontramos a narrativa do falso julgamento de Jesus feito por Caifás, o qual queria ter evidências para apresentor a Pilatos, para que este, por sua vez, pudesse condenar Jesus. Ele não encontrou nada e teve que responder ao interrogatório de Pilatos com a declaração: “Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos” (Jo. 18.30).

O próprio Pilatos deu o veredicto: “Não acho nEle crime algum” (Jo. 18.38). Este veredicto foi dado exatamente na mesma hora em que os cordeiros pascais, estavam sendo declarados imaculados. João 18.28 nos mostra isto, explicando que os líderes judeus não queriam entrar no saguão de julgamento dos gentios porque isto os sujaria, e, portanto, os desqualificariam para comerem a Páscoa naquela noite. Pilatos declarou que Jesus era inocente três vezes (10. 18.38; 19.4,6). Ele não compreendeu como foi importante esta declaração de inocência. Ele não sabia que Jesus era o Cordeiro de Deus, o qual O havia apresentado para ser inspecionado. Ele estava, na verdade, declarando que Cristo era digno e podia morrer como o sacrifício de Deus pela humanidade pecaminosa. Assim sendo, tomaram Jesus e O crucificaram naquela mesma tarde. Na mesma hora, os cordeiros pascais estavam derramando o seu sangue no altar do Templo.
Após quatro dias de exames minuciosos, Jesus foi crucificado. O significado verdadeiro da Páscoa havia sido alcançado. O fundo histórico da Páscoa relembrava a libertação do Egito. O aspecto profético da Páscoa estava sendo cumprido no Calvário. Jesus tornou-Se uma cobertura espiritual eterna para todos que O receberiam como o seu Cordeiro Pascal.

O LADO EXPERIMENTAL DA PÁSCOA
O lado experimental da Páscoa é que todos os seres humanos precisam clamar pela presença protetora e salvadora de Jesus sobre suas vidas e compreenderem que há uma proteção perfeita contra o destruidor, o qual é o Adversário de Deus (Ap 9.11). Este é o significado da tão usada expressão evangélica “sob o sangue de Jesus”. Ela retrata a necessidade que todos têm de uma Páscoa pessoal para que possam ficar firmes contra o adversário de suas vidas.

O sangue nas ombreiras e vergas das portas tirava todo o poder do Destruidor nos laces. Isto é enfatizado em linguagem neotestamentário em Hebreus 2.14: “Jesus… aniquilou o que tinha o império da morte, isto é, o diabo”. Cristo, crucificado, a porta de nossas vidas, tira todo o poder do Diabo sobre nós. Que liberdade! Aleluia! De fato, “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres… Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (10. 8. 36,32).

Eu já tive a minha Páscoa pessoal. Eu costumava ter muito medo do Diabo quando era um cristão novo. Costumava sonhar que estava tentando expulsar demônios, mas sem êxito algum. Este temor era uma incredulidade que me paralisava. Então Deus me libertou. Ele o fez pela Sua verdade pascal de Romanos 10.9, 10. “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos (e não O deixou pendurado na Cruz), serás salvo”. A palavra grega traduzida por “salvo” nesta passagem é “sozo”. Significa “ser liberto, ser feito são, ser curado-redenção total”. As condições para o recebimento desta libertação total são: Confessar com nossas bocas que Jesus Cristo é o Senhor. Crer em nossos corações que Deus o ressuscitou dos mortos. E Deus promete que seremos salvos.

Tenho procurado explicar o significado pascal do Sangue e da Cruz de Cristo como uma cobertura que protege o cristão. Entendemos, ainda, que como disse alguém: “O sangue de Cristo trata com os nossos pecados, assim como a Cruz de Cristo trata com nossa velha natureza pecaminosa”.

O lado prático da Páscoa precisa ser cumprido na vida de cada um de nós. Todos nós precisamos crer e receber a Jesus, o Cordeiro de Deus, que leva o nosso pecado. A Páscoa é a primeira Festa do Calendário Divino. A páscoa pessoal de cada pessoa acontece no início de seu relacionamento verdadeiro e aceitável com Deus. Não podemos desprezar a celebração e mensagem da Páscoa. É preciso ver a espantosa pureza do Cordeiro sacrifical de Deus e permitirmos que Ele Se coloque sobre nós como a Cobertura espiritual preparada pelo Pai para todos os que querem ser retos diante de Deus para a vida eterna. Jesus é a nossa vestimenta de retidão que passa sobre nossas cabeças ao “revestirmo-nos de Cristo” (Rm. 13.14). Quando O recebemos como nosso Cordeiro Pascal, podemos ter certeza de que estamos protegidos contra as obras do Diabo. Isso é celebrar a Páscoa com propósitos no Reino. Amém!

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Publicado por em 06/09/2008 em FESTAS BÍBLICAS

 

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