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EXPIAÇÃO

06 set

EXPIAÇÃO

“Disse, pois o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório (cobertura da Expiação) que está sobre a cerca, para que não morra; porque Eu apareço nas nuvens sobre o propiciatório (assento da misericórdia).” (Lv 16.2). A palavra “cobertura” ou “assento” significa na verdade “trono”. Deus estava entronizado sobre este trono de misericórdia entre os querubins. “Porém, Tu és Santo, o que habitas (estás entronizado) entre os louvores de Israel” (Sl 22.3).

O ASPECTO HISTÓRICO
1) O Dia da Expiação era o décimo dia do sétimo mês – de acordo com o calendário religioso judeu. O Dia da Expiação seguia um padrão específico. Acontecia apenas uma vez por ano.
2) O sumo sacerdote oferecia um sacrifício por seus próprios pecados – Ele tinha que apresentar este sangue por si mesmo diante da Arca, antes de entrar pela nação. Os detalhes podem ser encontrados em Levitico 16. No aspecto histórico, não se podia entrar no lugar sagrado da presença de Deus sem o sangue da expiação.
3) O sacrifício pelo povo era feito usando-se dois bodes de um ano de idade – Um deles era morto diante do Senhor. O outro era apresentado vivo diante do Senhor à entrada da Tenda da Congregação. Lá, o sumo sacerdote confessava os pecados da nação sobre o bode vivo (bode expiatório), impondo suas mãos sobre a cabeça dele (Lv. 16.21). O sangue do bode morto ia para o Lugar Santíssimo para ser derramado sobre o propiciatório (trono da misericórdia).
4) Um homem forte e saudável era designado para levar o bode vivo ao deserto – onde seria abandonado para morrer de sede e fome.

O ASPECTO PROFÉTICO
1) Hebreus 9 ensina que Jesus abriu o caminho para o trono da misericórdia – O Seu sangue foi oferecido de uma vez por todas porque a Sua vida eterna era suficiente para pagar pelos pecados do mundo inteiro. Ele não precisa sempre fazer isto, vez após vez. Ele foi oferecido pelo pecado uma vez, somente uma vez. Hebreus 9 ensina que Ele entrou para a presença entronizada de Seu Pai e apresentou o Seu sangue no trono da misericórdia .
2) Este momento foi o cumprimento do aspecto profético do Dia da Expiação – Este acesso que Jesus obteve ao Trono Celestial foi testificado pelo véu do templo que se rasgou de alto a baixo no momento em que Jesus morreu (Mt 27.51).
3) Deus usava dois bodes para ilustrar os dois aspectos da nossa Redenção – Jesus teve que morrer por nossos pecados para que o Seu sangue pudesse ser apresentado diante de Seu Pai no Trono do Céu. Ele também teve que carregar o nosso pecado de uma forma tal que nunca mais viesse a ser lembrado.
4) O bode expiatório ilustra como Deus Se esquece de nossos pecados – tirando-os de Sua memória. Deus não somente perdoa os nossos pecados, mas também os esquece! Aleluia! “E nunca mais Me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades” (Hb 10.17).

O ASPECTO EXPERIMENTAL
1) O aspecto experimental do Dia da Expiação é muito vital na vida – de cada cristão e da Igreja como um todo. Os dias finais da história da humanidade antes da volta de Cristo devem tornar-se cada vez mais difíceis. Jesus ensinou isto muito claramente em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21.
2) Os ensinamentos de Paulo aos Tessalonicenses e as revelações de João – com relação ao espírito do anticristo em ação na sociedade, confirmam que o fim dos tempos trará um intenso conflito espiritual. Nesta nossa era atual, há uma clara batalha espiritual sendo dirigida a humanidade, a qual está destinada a ser redimida ou condenada, pois uma batalha furiosa desencadeia-se para cada vida, cada família, cada cidade, e cada nação. A Igreja de Jesus Cristo precisa, desesperadamente, experimentar a autoridade de Deus para que possamos vencer cada dia, em nossas próprias circunstâncias pessoais, e também no que se refere às atividades mais avariadas das outras pessoas. O que todo crente deseja é que, de alguma maneira, ele possa ser capaz de “falar” a seus problemas com a autoridade de Jesus. Não necessitamos somente de autoridade, mas também da profunda sabedoria de Deus. Precisamos compreender as nossas circunstâncias, e depois receber a autoridade sobre elas.
3) O acesso à presença entronizada de Deus é o que necessitamos – No trono estão toda a sabedoria e a autoridade de que necessitamos, pois Cristo está entronizado lá. E do Trono que Cristo reina. Se pudermos experimentar esta presença do trono em nossas vidas, receberemos então autoridade e sabedoria. Efesios 2.4-10 ensina que ressuscitamos com Cristo e que fomos entronizados com Ele no Céu. Esta passagem enfatiza que este tremendo privilégio nos veio através da graça ou misericórdia de Deus. A misericórdia de Deus não é uma piedade sentimental. Recebemos a misericórdia de Deus porque o sangue de Jesus Cristo foi derramado por nós, a um alto preço. Ele agora pleiteia a nossa causa diante do Trono. Em Efésios 2, Paulo nos informa sobre o nosso tremendo privilégio de estarmos entronizados com Cristo.
4) Deus quer que creiamos de todo o coração que esta informação é preciosa – Ele quer que permitamos que o Espírito Santo realmente nos explique e nos comunique esta realidade. Hebreus 10.19-22 explica que há um acesso à presença entronizada de Deus através do sangue de Jesus. Somos, portanto, encorajados a entrarmos com confiança, para que possamos receber a graça que necessitarmos.

Lembre-se que o Dia da Expiação era o dia de descanso mais santo para Israel; nenhum trabalho deveria ser feito. É importante que compreendamos que não temos acesso a este glorioso lugar de autoridade e sabedoria através de nenhuma obra nossa, ou através de nenhuma qualificação pessoal. Temos este acesso através da graça de Deus, a qual tem a capacidade de nos alcançar porque Jesus Cristo apresentou Seu sangue por nós. Sem este sangue, estaríamos além do alcance da graça de Deus e banidos do Lugar Santíssimo. Somos convidados a entrar com ousadia. Esta é uma ousadia santa, e não uma despreocupação irresponsável. Ao experimentarmos a presença de Deus através do ministério do Espírito Santo, nossa primeira reação instintiva é a de O adorarmos. Salmos 22.3 descreve ao Santo de Israel como estando “entronizado nos louvores de Israel”.
O exército angelical e todos os que estão na presença de Deus estão ocupados com a adoração a Ele (Ap 5.11). O Espírito Santo quer levar os cristãos para além do batismo do Espírito Santo; para além do entendimento de seus lugares no Corpo; para uma adoração multo aprofundada a Deus por causa de quem Ele é. São os que permanecem em adoração que recebem a incumbência divina de exercerem o governo de Cristo neste mundo. A perspectiva que temos das nossas circunstâncias é totalmente diferente quando estamos na presença entronizada de Deus. É desta posição que podemos olhar com fé e confiança para as nossas provações e problemas. A compreensão do nosso acesso e lugar na presença entronizada de Deus é essencial para que recebamos a autoridade e sabedoria do Dia da Expiação.

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Publicado por em 06/09/2008 em FESTAS BÍBLICAS

 

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