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Arquivo da categoria: FESTAS BÍBLICAS

Chanukah – A Festa das Luzes

“E em Jerusalém havia a festa da dedicação, e era inverno. E Jesus andava passeando no templo, no alpendre de Salomão.” (JO 10:22e23)

Comemoração da purificação do Templo e do altar que ocorreu no tempo dos MACABEUS (165 ou 164 a.C.). Durava oito dias a partir do dia 25 de QUISLEU ou Kislev. Era também chamada de Festa da Dedicação (Jo 10.22). Em hebraico o nome da festa é Hanukká (Dedicação). O nome Chanukah é composto de duas palavras: Chanu = descansaram e ka = com valor numérico 25. Os judeus descansaram no dia 25 de Kislev após a vitória contra os seus opressores gregos. Esta festa também é conhecida como Festa das Luzes. O preceito central e principal de Chanukah é acender as luzes da chanukah, logo após o anoitecer, num lugar destacado e visível, durante 8 noites, afim de divulgar o milagre. Na conquista do Templo, após a limpeza e purificação, foi achado apenas um frasco de azeite kasher para acender as luzes do Templo, o que duraria apenas uma noite. O MILAGRE é que este frasco de azeite durou 8 noites, enquanto se preparava o novo azeite para continuar acendendo as luzes do Templo. Viram nisso um sinal do céu para uma nova era de vida feliz. Em sinal de alegria e gratidão, a cidade foi iluminada com muitas luzes e os macabeus celebraram com grande alegria o livramento e o milagre que receberam de Deus, com preces e agradecimentos pela grande vitória. As luzes são acesas acrescentando-se uma luz a cada noite no conjunto, começando com uma na primeira noite, duas na segunda e assim por diante, até que na oitava noite as oito luzes estarão acesas.

SIGNIFICADO DO NOME

O nome “Chanukah”, hoje traduzido como “Dedicação”, originalmente, é resultado de um acróstico de palavras que a formam: CHANU – Que significa “Descansaram” e KAH – Que corresponde às letras “Kaf” e “Hei’, que formam o algarismo do número “25”. Isto porque, após longo período de luta, contra o exercito de Antíoco Epifânio, os israelitas descansaram no dia 25 de Kislev, data em que reconquistaram o Templo e deram início a sua restauração. Esta festa começa no dia 25 de Kislev, dura 8 dias e comemora os eventos ocorridos na terra santa, na época do 2º Templo, durante a era do domínio grego. A Festa de Chanukah também é conhecida como “Festa das Luzes” ou “Sucot de Kislev”. Este último se deve ao fato de, naquele ano os judeus não terem podido celebrar a Festa das Cabanas, por estarem em plena guerra. Sendo assim, ao termino da revolução, com mais de dois meses de atraso, eles celebraram Chanukah com Lulav (Espécie de ramo usado em Sucot) nas mãos, num gesto memorial, já que, igualmente a Sucot, Chanukah também é comemorada ao longo de oito dias.

SIGNIFICADO DA CHANUKAH

Principal costume da Festa de Chanukah é o de se acender a CHANUKIAH, uma espécie de candelabro de nove candeias, o qual acendemos uma de cada vez, ao longo dos oito dias de festa, seja em casa ou na sinagoga. Com a vela piloto, que chamamos de Shamash (servo), tambem chamada de nona vela, e que só usamos para acender as demais oito velas que cumprem a prescrição, iluminamos a chanukah, acendendo uma vela a mais por dia, até que, ao oitavo dia, todas as velas estejam acesas. O papel da chanukah é nos trazer a lembrança o milagre de chanukah, quando, o óleo usado para acender a monorah, que deveria durar apenas um dia, milagrosamente, perdurou por sete dias a mais que o normal, permitindo aos sacerdotes ter tempo hábil para fabricar um novo óleo. O acendimento da menorah deveria ser o primeiro item no processo de purificação do templo que se iniciou no dia 25 de kislev de 165 a.c. Até hoje, em função disto, na noite do dia 25 de kislev, acendemos, com o auxilio do Shamash, a primeira das nove velas da chanukiah, que deve estar posicionada perto da porta de entrada da casa ou na janela, em lugar visível. Isto se deve ao fato deste dia ser um motivo de orgulho para todos nós. È o dia em que nos recordamos de um ato maravilhoso em que Deus fez cumprir a sua profecia e livrou-nos da mão de nosso inimigo. Todos os que passam na rua devem olhar para nossas casas e ver que ali, naquele lugar, mora um israelita, que tem orgulho de mostrar o quanto ele ama fazer parte de seu povo. A proximidade de chanukah, em relação à festa pagã do natal cristão, faz com que a casa de um judeu se torne contrastante a todos os seus vizinhos.

YESHUA (JESUS) CELEBROU A FESTA DA CHANUKAH

“Celebrava-se em Jerusalém a Festa da Dedicação (chanukah). Era inverno e .Yeshua passeava no templo, no Pórtico de Salomão. Rodearam-no, pois, os judeus e o interpelaram: Até quando nos deixarás a mente em suspenso? Se tu és o Mashaich Enviado, dize-o francamente. Respondeu-lhes Yeshua: Já vo-lo disse, e não credes. As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito.Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas.As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.Aquilo que meu Pai me deu é maior do que tudo; e da mão do Pai ninguém pode arrebatar.Eu e o Pai somos um.Novamente, pegaram os judeus em pedras para lhe atirar.Disse-lhes Yeshua: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte do Pai; por qual delas me apedrejais?Responderam-lhe os judeus: Não é por obra boa que te apedrejamos, e sim por causa da blasfêmia, pois, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo.Replicou-lhes Yeshua: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: sois deuses? Se ele chamou deuses àqueles a quem foi dirigida a palavra de Deus, e a Escritura não pode falhar, então, daquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, dizeis: Tu blasfemas; porque declarei: sou Filho de Deus? Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis; mas, se faço, e não me credes, crede nas obras; para que possais saber e compreender que o Pai está em mim, e eu estou no Pai.” (Rishonah de Yohanan –10:22-38) Ao transitar pelo pórtico do Templo de Salomão, por ocasião da festividade de Chanukah, Yeshua foi interpelado por alguns de seu povo quanto ao fato de ele ser ou não o Mashicah. Como bom judeu que era, tratou de responder a pergunta com outro enigma: “As obras que eu faço em nome de meu Pai testificam a meu respeito. Mas vós não credes, porque não sois das minhas ovelhas. As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.” Inicialmente, seus irmãos judeus ficaram sem entender o que ele havia querido dizer. Mas pouco a pouco, suas mentes foram sendo esclarecidas quanto ao teor de suas palavras. O Mestre explicava, que não havia forma dele os provar que ele era o Mashiach, já que a fé que depositamos em alguém será sempre uma escolha. Quando Yeshua, em seu oitavo dia de vida, foi levado por seus pais para ser circuncidado, o sacerdote que tomou nos braços, emocionado e sem sequer conhecer a origem daquele menino disse que agora poderia enfrentar a morte, já que o Eterno lhe permitira ver a salvação de Israel. Muitos dos gestos demonstrados pelo Rebe Yeshua, testificam que ele não fazia nada em nome de si mesmo. Ele não foi um dos que se auto denominaram o Messias e que encabeçaram grandes revoltas que em nada resultaram. Yeshua, vivia uma vida simples, ensinado seus alunos o caminho da Justiça, para que por meio disto encontrassem a estrada de retorno ao seu Deus. Yeshua era a resposta que todos os de sua época e até os dias de hoje encontraram. No entanto, quando ousou dizer que procedia de acordo com o que o Pai lhe mostrava, e que suas obras ao eram dele e sim do Pai que o havia enviado, foi mal interpretado e acusado de se dizer deus. Sem tentar se defender ou esclarecer o que havia realmente dito, disse que o próprio Deus chamou o seu povo de deuses, e eles o acusavam por se dizer “Filho de Deus” e não Deus. Da mesma forma que um shamash, cujo único objetivo era trazer a luz a toda a casa acendendo as velas que estão em redor de si, o objetivo do mestre era o de servir a suas ovelhas com o pasto que o Pai avia plantado. Certa vez, durante, seu ultimo seder de Pessach, Yeshua perguntou aos seus discípulos: “Quem é maior? O que serve ou o que é servido?” Eles, sem pensar duas vezes responderam: “Aquele que é servido Mestre” ao que ele respondeu: “Pois eu, estando entre vós, sou como aquele que serve”: um Shamash.

PORQUE COMEMORAR CHANUKAH?

Porque é parte de identidade do povo, do qual nos dizemos fazer parte.

§ Efésios 2: “11 Portanto, lembrai-vos de que, outrora, vós, gentios na carne, chamados incircuncisão por aqueles que se intitulam circuncisos, na carne, por mãos humanas, 12 naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo. 13 Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo. 14 Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, 15 aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, 16 e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade. 17 E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto; 18 porque, por ele, ambos temos acesso ao Pai em um Espírito. 19 Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus, 20 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; 21 no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor,”

Porque é um mandamento de Deus celebrar os seus atos maravilhosos.

§ Salmo 145: 12 Louva, Jerusalém, ao SENHOR; louva, Sião, ao teu Deus. 13 Pois ele reforçou as trancas das tuas portas e abençoou os teus filhos, dentro de ti; 14 estabeleceu a paz nas tuas fronteiras e te farta com o melhor do trigo. 15 Ele envia as suas ordens à terra, e sua palavra corre velozmente; 16 dá a neve como lã e espalha a geada como cinza. 17 Ele arroja o seu gelo em migalhas; quem resiste ao seu frio? 18 Manda a sua palavra e o derrete; faz soprar o vento, e as águas correm. 19 Mostra a sua palavra a Jacó, as suas leis e os seus preceitos, a Israel. 20 Não fez assim a nenhuma outra nação; todas ignoram os seus preceitos. Aleluia! Por que Yeshua Também celebrou este dia. § João 11:22 Celebrava-se em Jerusalém a Festa da Dedicação (chanukah). Era inverno e Yeshua passeava no templo, no Pórtico de Salomão. Devemos celebrar este dia, por que somos israelitas de Deus. Chag Chanukah Sameach!

O que é o Hannukah?

Hannukah ou Chanukah (Festival das Luzes) é uma festividade judaica que dura oito dias e que começa no 25º dia do mês de Kislev, que corresponde mais ou menos ao mês de Dezembro do calendário ocidental. Assinala a miraculosa vitória dos Judeus, guiados pelos Macabeus, contra a perseguição dos Gregos e a opressão religiosa, no século II antes da era cristã. Os Judeus estavam então sob o jugo do imperador greco-sírio Antiochus. Além de terem vencido a guerra, outro milagre aconteceu: quando os Macabeus chegaram para reconsagrar o templo, encontraram apenas um pequeno recipiente com azeite puro para acender a Menorah, o tradicional candelabro de oito braços. Mas este azeite, milagrosamente, acabou por durar os oito dias, até que mais óleo sagrado pôde ser preparado. Para comemorar este milagre, os judeus acendem a menorah ao longo de cada um dos oito dias do Hannukah, acendendo uma vela a cada novo dia. Para os Judeus, estamos actualmente no ano de 5770. Tendo em conta que o calendário judaico é lunar e não fixo, como o calendário ocidental normal, as festividades judaicas são móveis. Curiosamente, o Hannukah começa, oficialmente, no dia 25 de Dezembro (ou seja, no Dia de Natal dos cristãos) e termina a 2 de Janeiro. Ao cair da noite de cada um destes dias, o número correspondente de velas de Hannukah serão acesas. Estas luzes, de acordo com a tradição, devem ser colocadas junto a uma janela, para proclamar o milagre. A menorah própria desta festividade, chamada Hannukiyah, tem oito braços, ou antes nove: em cada um desses oito braços é acesa uma vela todas as noites, ao longo dos oito dias de festa. O nono braço destina-se a colocar a vela denominada «shamash», ou auxiliar, que serve para acender as restantes velas. UM FELIZ HANNUKAH PARA VOCÊ!

(Texto adaptado)

 
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Publicado por em 07/11/2009 em FESTAS BÍBLICAS

 

CHANUKÁH

HANUKÁ

(João 10:22-23)

25 de dezembro – Natal ou Hanuká?

Hanuká é a festa das luzes, da dedicação.

Antes de falar exatamente sobre Hanuká, quero falar um pouco sobre o natal pagão. A palavra natal significa dia do nascimento ou de aniversário de um nascimento.

Não há evidências Bíblicas que Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro. A Bíblia e a história não nos fornecem nenhuma base para a comemoração do natal de Cristo no dia 25 de dezembro ou de que tal acontecimento fosse celebrado durante os tempos apostólicos ou imediatamente depois.

Por exemplo, Lucas registra que os pastores estavam guardando suas ovelhas no campo quando Jesus nasceu. “E ela (Maria) deu à Luz o seu Filho Primogênito, e enrolou ele em panos, e o colocou dentro de uma manjedoura, pois não havia quarto para eles”. “Ora havia no mesmo país pastores fora nos campos, guardando e vigiando suas ovelhas à noite” (Lucas 2.7-8).

Na data de Dezembro na Judéia faz frio e é uma estação chuvosa. Os pastores atualmente guardam os seus frágeis rebanhos no campo aberto no mês frio de Dezembro à noite? Não tem responsabilidade o pastor que sujeita as suas ovelhas aos elementos do tempo nesta época do ano quando faz frio, chove e ocasionalmente cai neve.

“O clima da Palestina não é considerado tão severo como, por exemplo, o da Inglaterra, mas é considerável o dia quente e a noite fria de Dezembro a Fevereiro, e não é costume dos pastores da Judéia guardar suas ovelhas em campos abertos no fim do mês de Outubro em diante”.

Crer que Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro ou perto desta data, não tem base em fatos, apesar de que 2 bilhões de cristãos no mundo aceitam isto sem questionar. Como disse o famoso escritor George Bernard Shaw, “se 502 milhões de pessoas crêem em uma coisa tola, ela ainda continua sendo uma coisa tola”.

Jesus nunca ensinou aos Seus Apóstolos a guardar o dia do Natal, e nem eles (os Apóstolos) ensinaram a Igreja a fazer isso.

Seu inicio e origem teve inicio surgiu na antiga Babilônia de Ninrode! O nome Ninrode, em hebraico, deriva de “Marad” que significa “ele se rebelou, rebelde”. Ninrode era tão perverso que se diz que se casou com sua mãe, cujo nome era Semíramis. Depois de sua morte prematura, sua mãe-esposa propagou a doutrina maligna da sobrevivência de Ninrode como um ente espiritual. Ela alegava que um grande pinheiro havia crescido da noite para o dia, de um pedaço de árvore morta, que simbolizava o desabrochar da morte de Ninrode para uma nova vida. Todo ano, no aniversário de nascimento ela alegava que Ninrode visitava a árvore “sempre viva” e deixava presentes nela. O dia de aniversário de Ninrode era 25 de dezembro, esta era a verdadeira origem da “Árvore de Natal”! Semíramis converteu-se na “Rainha do Céu” dos babilônicos, e Ninrode filho de Baal: o deus-sol. No Egito sempre se acreditava que o filho de Isis (nome egípcio da “Rainha do Céu”) nascera em 25 de dezembro.

 
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Publicado por em 06/09/2008 em FESTAS BÍBLICAS

 

TABERNÁCULOS

A FESTA ANUAL DOS TABERNÁCULOS

“Fala aos filhos de Israel, dizendo: Aos quinze dias deste mês sétimo será a Festa dos Tabernáculos ao Senhor por sete dias” (Lv. 23.34).

1. O ASPECTO HISTÓRICO
1) No aspecto histórico da Festa dos Tabernáculos, tendas ou cabanas – feitas com ramos de árvores eram montadas ao ar livre. Isto era um lembrete para Israel nos dias em que habitavam em tendas no deserto. Esta Festa é também chamada de Festa da Colheita (Ex 23.16). Realizava-se em Outubro, depois que toda a colheita havia sido feita. Era o Festival da Colheita. Jesus disse: “a colheita é o fim dos tempos” (Mt. 13.39).
2) Isto demonstra claramente que Tabernáculos representa o cumprimento ou grande conclusão – que Deus planeja para a história da humanidade como a conhecemos. O aspecto profético desta Festa será com certeza quando Jesus Cristo voltar para estabelecer o Seu Reino de uma forma visível.
3) Deverá ser um tempo em que haverá um grande regozijo – porque a colheita já terá sido feita com êxito. Jesus nos ensina muito a este respeito em Suas parábolas, principalmente em Mateus 13. 36-52. É emocionante sabermos que o final dos tempos será uma colheita, e não uma resistência ao inimigo num buraco sem saída, ou uma desesperada missão de salvamento. A colheita retrata Deus movendo-se na hora certa, quando há uma grande frutificação e abundância. O Apocalipse descreve esta colheita como sendo a época em que a Noiva já terá se aprontado (Ap 21.2).

2. O ASPECTO PROFÉTICO
1) Em Neemias capítulo 8, há uma narrativa da celebração de Tabernáculos – Encontraram escrito na Lei que deveriam celebrar Tabernáculos com ramos de árvores. Estas árvores são mencionadas em Isaías 61.3 como árvores de justiça. Há muitos tipos diferentes de árvores envolvidas aqui. Talvez isto nos retrate as muitas denominações diferentes sendo representadas em Tabernáculos.
2) O fenômeno moderno das reuniões de conferências de renovação do Espírito Santo – muitas vezes libera este espírito de Tabernáculos. Muitos líderes de Igrejas locais não se acham capazes de se identificarem com elas. Mas não podemos impedir que aconteçam. São uma parte do que Deus está fazendo. Estão fornecendo comida e libertação a muitas vidas famintas.
3) É quase impossível manter-se as ovelhas fora de um campo cheio de grama verde – Se as pessoas não estiverem recebendo comida espiritual para suas vidas, saiba que, com certeza, irão para onde possam recebê-la. Muitos estão tão famintos pela Palavra de Deus que viajam centenas de quilômetros para uma celebração de Tabernáculos. Creio que haverá uma confirmação autêntica destas reuniões. Neemias 8.10 enfatiza uma palavra profética durante aquela Festa de Tabernáculos. Diz para “enviarmos porções aos que não têm nada preparado para si”. Esta comissão é parte do espírito de Tabernáculos. Deus diz: “Não se regozijem somente. Levem a bênção e a mensagem da liberdade em Jesus Cristo para todo o mundo”. Tabernáculos comunica este generoso sentimento de responsabilidade e cuidado para com os outros, o qual é realmente parte do Espírito de Jesus.

3. O ASPECTO EXPERIMENTAL
1) O aspecto experimental da Festa dos Tabernáculos pode ser experimentado agora – antes da segunda vinda de Jesus Cristo. Já vi algumas vezes em que Deus Se moveu de forma semelhante ao espírito da Festa dos Tabernáculos. Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o Seu povo, e o Próprio Deus estará com eles, e será o seu Deus” (Ap 21.3). Preenchendo tudo, de todas as maneiras possíveis (Ef 1.23).
Tabernáculos é a tremenda e hilariante presença do Próprio Deus no meio do Seu povo. Sua presença era tão grande que as escravidões e amarras simplesmente se desmancharam. Havia uma liberdade poderosa, porém, com uma ordem linda. Num canto, 50 pessoas, com seus braços ao redor dos outros, estavam dançando. Num outro lado, um grupo de pessoas estava chorando e se abraçando. O amor de Deus podia conquistar qualquer coisa. Todas as divisões feitas pelo ser humano não podiam resistir a esta presença de Deus.
2) Três aspectos posteriores caracterizaram este reavivamento – primeiro foi o tremendo amor de Jesus. O segundo foi a convicção de que Jesus é verdadeiramente o Senhor. O terceiro foi o conceito de que o Senhor está edificando somente uma Igreja. A Igreja está se reunindo em centenas de congregações, com todos os tipos de nomes, mas, na realidade, há apenas uma Igreja, e o Próprio Jesus é o construtor. Por causa disto, a liderança em Buenos Aires submeteu-se à admoestação de Deus de unir-se em amor e comunhão numa base não-denominacional. Um grupo de batistas, por exemplo, passaria a reunir-se com um grupo de pentecostais e presbiterianos para adorarem juntos, e assim por diante.
3) Tabernáculos é uma ocasião e uma experiência de grande regozijo É preciso que tomemos cuidado ao criticarmos as emoções, e que as julguemos corretamente. O verdadeiro regozijo em Deus e livre e exuberante. Há gritos de alegria, danças e risos. Lembremo-nos da entrada triunfal de Cristo e da alegria espontânea e do louvor ruidoso do povo.
4) Tabernáculos acontece em habitações temporárias – Em todo o mundo, as pessoas estão se reunindo temporariamente, como em conferências de renovação. Parece que há uma liberdade maior para os santos, fora das paredes de suas igrejas em muitos lugares. Muitos santos precisam ir a uma convenção ou conferência onde possam celebrar a grandeza do seu Deus. Esta celebração livre acontece muito facilmente nestas conferências curtas. Parece que é mais fácil sermos mais libertos nelas do que na atmosfera mais conservadora da Igreja local.

 
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Publicado por em 06/09/2008 em FESTAS BÍBLICAS

 

EXPIAÇÃO

EXPIAÇÃO

“Disse, pois o Senhor a Moisés: Dize a Arão, teu irmão, que não entre no santuário em todo o tempo, para dentro do véu, diante do propiciatório (cobertura da Expiação) que está sobre a cerca, para que não morra; porque Eu apareço nas nuvens sobre o propiciatório (assento da misericórdia).” (Lv 16.2). A palavra “cobertura” ou “assento” significa na verdade “trono”. Deus estava entronizado sobre este trono de misericórdia entre os querubins. “Porém, Tu és Santo, o que habitas (estás entronizado) entre os louvores de Israel” (Sl 22.3).

O ASPECTO HISTÓRICO
1) O Dia da Expiação era o décimo dia do sétimo mês – de acordo com o calendário religioso judeu. O Dia da Expiação seguia um padrão específico. Acontecia apenas uma vez por ano.
2) O sumo sacerdote oferecia um sacrifício por seus próprios pecados – Ele tinha que apresentar este sangue por si mesmo diante da Arca, antes de entrar pela nação. Os detalhes podem ser encontrados em Levitico 16. No aspecto histórico, não se podia entrar no lugar sagrado da presença de Deus sem o sangue da expiação.
3) O sacrifício pelo povo era feito usando-se dois bodes de um ano de idade – Um deles era morto diante do Senhor. O outro era apresentado vivo diante do Senhor à entrada da Tenda da Congregação. Lá, o sumo sacerdote confessava os pecados da nação sobre o bode vivo (bode expiatório), impondo suas mãos sobre a cabeça dele (Lv. 16.21). O sangue do bode morto ia para o Lugar Santíssimo para ser derramado sobre o propiciatório (trono da misericórdia).
4) Um homem forte e saudável era designado para levar o bode vivo ao deserto – onde seria abandonado para morrer de sede e fome.

O ASPECTO PROFÉTICO
1) Hebreus 9 ensina que Jesus abriu o caminho para o trono da misericórdia – O Seu sangue foi oferecido de uma vez por todas porque a Sua vida eterna era suficiente para pagar pelos pecados do mundo inteiro. Ele não precisa sempre fazer isto, vez após vez. Ele foi oferecido pelo pecado uma vez, somente uma vez. Hebreus 9 ensina que Ele entrou para a presença entronizada de Seu Pai e apresentou o Seu sangue no trono da misericórdia .
2) Este momento foi o cumprimento do aspecto profético do Dia da Expiação – Este acesso que Jesus obteve ao Trono Celestial foi testificado pelo véu do templo que se rasgou de alto a baixo no momento em que Jesus morreu (Mt 27.51).
3) Deus usava dois bodes para ilustrar os dois aspectos da nossa Redenção – Jesus teve que morrer por nossos pecados para que o Seu sangue pudesse ser apresentado diante de Seu Pai no Trono do Céu. Ele também teve que carregar o nosso pecado de uma forma tal que nunca mais viesse a ser lembrado.
4) O bode expiatório ilustra como Deus Se esquece de nossos pecados – tirando-os de Sua memória. Deus não somente perdoa os nossos pecados, mas também os esquece! Aleluia! “E nunca mais Me lembrarei de seus pecados e de suas iniqüidades” (Hb 10.17).

O ASPECTO EXPERIMENTAL
1) O aspecto experimental do Dia da Expiação é muito vital na vida – de cada cristão e da Igreja como um todo. Os dias finais da história da humanidade antes da volta de Cristo devem tornar-se cada vez mais difíceis. Jesus ensinou isto muito claramente em Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21.
2) Os ensinamentos de Paulo aos Tessalonicenses e as revelações de João – com relação ao espírito do anticristo em ação na sociedade, confirmam que o fim dos tempos trará um intenso conflito espiritual. Nesta nossa era atual, há uma clara batalha espiritual sendo dirigida a humanidade, a qual está destinada a ser redimida ou condenada, pois uma batalha furiosa desencadeia-se para cada vida, cada família, cada cidade, e cada nação. A Igreja de Jesus Cristo precisa, desesperadamente, experimentar a autoridade de Deus para que possamos vencer cada dia, em nossas próprias circunstâncias pessoais, e também no que se refere às atividades mais avariadas das outras pessoas. O que todo crente deseja é que, de alguma maneira, ele possa ser capaz de “falar” a seus problemas com a autoridade de Jesus. Não necessitamos somente de autoridade, mas também da profunda sabedoria de Deus. Precisamos compreender as nossas circunstâncias, e depois receber a autoridade sobre elas.
3) O acesso à presença entronizada de Deus é o que necessitamos – No trono estão toda a sabedoria e a autoridade de que necessitamos, pois Cristo está entronizado lá. E do Trono que Cristo reina. Se pudermos experimentar esta presença do trono em nossas vidas, receberemos então autoridade e sabedoria. Efesios 2.4-10 ensina que ressuscitamos com Cristo e que fomos entronizados com Ele no Céu. Esta passagem enfatiza que este tremendo privilégio nos veio através da graça ou misericórdia de Deus. A misericórdia de Deus não é uma piedade sentimental. Recebemos a misericórdia de Deus porque o sangue de Jesus Cristo foi derramado por nós, a um alto preço. Ele agora pleiteia a nossa causa diante do Trono. Em Efésios 2, Paulo nos informa sobre o nosso tremendo privilégio de estarmos entronizados com Cristo.
4) Deus quer que creiamos de todo o coração que esta informação é preciosa – Ele quer que permitamos que o Espírito Santo realmente nos explique e nos comunique esta realidade. Hebreus 10.19-22 explica que há um acesso à presença entronizada de Deus através do sangue de Jesus. Somos, portanto, encorajados a entrarmos com confiança, para que possamos receber a graça que necessitarmos.

Lembre-se que o Dia da Expiação era o dia de descanso mais santo para Israel; nenhum trabalho deveria ser feito. É importante que compreendamos que não temos acesso a este glorioso lugar de autoridade e sabedoria através de nenhuma obra nossa, ou através de nenhuma qualificação pessoal. Temos este acesso através da graça de Deus, a qual tem a capacidade de nos alcançar porque Jesus Cristo apresentou Seu sangue por nós. Sem este sangue, estaríamos além do alcance da graça de Deus e banidos do Lugar Santíssimo. Somos convidados a entrar com ousadia. Esta é uma ousadia santa, e não uma despreocupação irresponsável. Ao experimentarmos a presença de Deus através do ministério do Espírito Santo, nossa primeira reação instintiva é a de O adorarmos. Salmos 22.3 descreve ao Santo de Israel como estando “entronizado nos louvores de Israel”.
O exército angelical e todos os que estão na presença de Deus estão ocupados com a adoração a Ele (Ap 5.11). O Espírito Santo quer levar os cristãos para além do batismo do Espírito Santo; para além do entendimento de seus lugares no Corpo; para uma adoração multo aprofundada a Deus por causa de quem Ele é. São os que permanecem em adoração que recebem a incumbência divina de exercerem o governo de Cristo neste mundo. A perspectiva que temos das nossas circunstâncias é totalmente diferente quando estamos na presença entronizada de Deus. É desta posição que podemos olhar com fé e confiança para as nossas provações e problemas. A compreensão do nosso acesso e lugar na presença entronizada de Deus é essencial para que recebamos a autoridade e sabedoria do Dia da Expiação.

 
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Publicado por em 06/09/2008 em FESTAS BÍBLICAS

 

TROMBETAS

TROMBETAS

“Fala aos filhos de Israel, dizendo: No mês sétimo, ao primeiro dia do mês, tereis descanso, uma celebração com o tocar de trombetas, uma santa convocação. Nenhuma obra servil fareis, mas oferecereis oferta queimada ao Senhor” (Lv. 23.24,25).

A trombeta simboliza uma mensagem de Deus através de um de Seus servos. “Clama em alta voz, não temas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao Meu povo a sua transgressão” (Is. 58.1). Lemos também em Ezequiel 33.4 “Se aquele que ouvir o som da trombeta não se der por avisado… o seu sangue será sobre a sua própria cabeça”.
Em Ezequiel 33, Deus faz de Ezequiel um sentinela para a Casa de Israel. Ezequiel é designado para falar à nação, como um alerta. Este conceito de Deus tocando a trombeta para chamar a atenção das pessoas com quem Ele esta falando é encontrado novamente em Apocalípse 1.10 e em 1 Coríntios 14.8.
Há um período bastante longo entre as Festas de Pentecoste e a das Trombetas. Profeticamente, isto é importante. Não há nenhum registro no Novo Testamento da Festa das Trombetas sendo cumprida. Contudo, se Deus cumpriu a Páscoa, os Pães Asmos, as Primícias e o Pentecoste, Ele certamente cumprirá o restante.

O ASPECTO HISTÓRICO
1) A Festa das Trombetas é o dia sagrado de descanso – um descanso sabático. Israel considerava a Festa das Trombetas como um Sábado sagrado. O significado da Festa das Trombetas é que ela é um tempo de descanso. Jesus nos ensina que desde a queda do ser humano, Deus não tem descansado. Ele está trabalhando para salvar e libertar.
2) Moisés também ordenou um descanso – uma cessação de esforços para a nação de Israel. Contudo, Hebreus 4.8 diz que este descanso nunca se concretizou nos dias de Moisés, nem de Josué. Na verdade “resta ainda um descanso sabático para o povo de Deus. Porque aquele que entra no Seu descanso, ele próprio descansa de suas obras, como Deus das Suas. Procuremos, pois entrar neste descanso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência de Israel” (Hb. 4. 9-11).
3) Necessitamos compreender que todo Israel estaria acampado – ao redor do Tabernáculo, de acordo com suas tribos, mas que, quando a trombeta começava a ressoar, todos se congregavam no Tabernaculo. Em Efésios 1. 9, 10, lemos como todas as coisas serão congregadas sob uma cabeça “na dispensação da plenitude dos tempos” (Ef 1.10).
4) Outra observação se encontra em Números 10.5,6: “Quando retinindo, tocardes as trombetas, então marcharão à frente os arraiais que alojados estão na banda do oriente”. Há uma sensação tremenda da movimentação feita por Deus para frente e da Sua obra progressiva e aperfeiçoadora na Igreja. Deus não fica parado. Deus está convocando todo o Corpo para um conhecimento dEle mais profundo e significativo.
5) Veja o que acontece quando as trombetas são tocadas: “Quando os sacerdotes tocarem as trombetas, então toda a congregação se reunirá a ti à porta do tabernáculo da congregação” (Nm. 10.3).

O ASPECTO PROFÉTICO
1) O Novo Testamento declara, portanto, que este descanso Sabático – da Festa das Trombetas, ainda está para acontecer. Em outras palavras, nos dias do Novo Testamento, ele ainda não fora cumprido. A Era da Igreja já completou 2.000 anos. Creio que estamos chegando ao tempo do soar das Trombetas.
2) A sétima e última Trombeta está prestes a ser tocada – em Apocalipse 10.7, a mensagem de Deus nesta Trombeta é que o mistério de Deus está para ser cumprido. Efésios 3 ensina claramente que a Igreja é o mistério de Deus (Ef 3. 2-12). O mistério é que os gentios são co-herdeiros com os judeus, havendo sido unidos em Jesus Cristo. O mistério é que os judeus e os gentios cristãos estão sendo enquadrados juntos num só Corpo. O Corpo de Cristo tem estado “em formação” desde o início da Igreja no dia de Pentecoste. Ainda não foi completado, nem tampouco já foram unidos num só Corpo os verdadeiros judeus e os gentios cristãos. Quando um corpo nasce, a cabeça vem primeiro. É assim também com o Corpo de Cristo. Jesus, a Cabeça, veio primeiro, e o Corpo, no presente momento, está sendo completado. Este complemento do Corpo de Cristo é o mistério que será finalizado na Sétima Trombeta.
3) É o Corpo, com Cristo como sua Cabeça, que governará todas as nações – Este é o filho, de Apocalipse 12. Daniel ilustra esta comunidade que governa chamando-a de “os santos do Altissimo” (Dn. 7.18). Contudo, é bem claro que Jesus é o Cabeça desta comunidade (Dn. 7.14). A grande visão da estátua de diferentes materiais que Daniel explica no capítulo 2, representa os reinos políticos do mundo. É um símbolo do poder mundial dos gentios. É um corpo alternativo que não tem Cristo como sua cabeça, mas procura governar o mundo, independentemente de Deus. Daniel 2.44 declara que o Reino de Deus triunfará quando a era do governo humano sobre a terra terminar.
A cabeça deste corpo político surgiu nos dias de Daniel, com Nabucodonosor. Os pés representam a conclusão deste corpo político nos últimos dias. Deus, porém, submeterá todas as coisas sob os pés de Cristo, ou seja, sob o Corpo de Cristo. Aleluia!
4) Nos dias da Sétima Trombeta, o Corpo de Cristo será totalmente manifesto – Neste tempo, todos os propósitos de Deus para o Israel natural (judeus) e para o Israel espiritual (Igreja) serão cumpridos. Com este conceito em mente, podemos examinar a Palavra de Deus sob uma perspectiva totalmente nova. É como se o véu tivesse sido removido.
5) Efésios 2.11-22 explica claramente a unidade entre Israel e a Igreja – Romanos 9-11 também enfatiza isto, explicando a relação que entre os filhos de Abraão pela carne e pela fé em Gálatas 3. 6-14, que não nega que os filhos de Israel sejam filhos de Abraão. Enfatiza que os que crêem em Jesus Cristo tornam-se filhos de Abraão por sua fé nos propósitos de Deus em Cristo. É evidente que o espírito de sabedoria e revelação precisa vir sobre nós para que possamos compreender esta verdade (Ef 1.17,18). Precisamos pedir e crer que este espírito de sabedoria e revelação operará em nossas mentes. Isto é essencial para que percebamos o que Deus está fazendo em nossos dias. Minha firme convicção é que estamos na época em que a Festa das Trombetas esta sendo cumprida, em que o mistério de Deus está chegando à sua realização e consumação (1 Ts 4.16-18).

O ASPECTO EXPERIMENTAL
1) As denominações atuais são como as tribos de Israel – Na Festa das Trombetas há uma reunião dos que se congregam. O propósito de Deus é formar esta unidade. Não estou condenando as diferentes entidades e organizações denominacionais. Deus está tocando a trombeta e o Corpo de Cristo está se congregando. É tempo de vermos que é isto o que Deus está fazendo em nossos dias. É tempo de cooperarmos com a obra de Deus e de submetermo-nos uns aos outros por reverência a Cristo (Ef 5.21), devido à nossa maior lealdade à Cabeça do Corpo, Jesus, O Rei do nosso Reino.
2) Os santos precisam experimentar o Pentecoste antes das Trombetas – Este batismo, quando genuína e honestamente recebido, une as pessoas a despeito de suas origens denominacionais. Voltam a suas tribos (denominações) falando em línguas e profetizando… Não leva muíto tempo para que a tribo perceba a diferença. Muitas tribos (denominações) e clãs (igrejas independentes) estão tentando impedir que isto aconteça a seus membros. É como tentar impedir que o sol se levante! Deus está fazendo isto; ninguém pode impedi-lo. A trombeta ressoa, e em todo o mundo, homens e mulheres se reúnem em conferências sobre o Espírito Santo e sobre a renovação carismática. Estas reuniões são como se as pessoas fossem convocadas pela Trombeta à porta do Tabernáculo. Um fenômeno importante da Igreja nesta era é o número enorme de pessoas batizadas no Espírito Santo a despeito de suas denominações. Estão experimentando o Pentecoste. Estão sendo atraídas a outros cristãos batizados no Espírito.
3) Não podemos dizer a Deus que Ele já nos revelou o suficiente – Ele está nos convocando a uma compreensão mais profunda do que significa sermos Seu povo. Ele está tocando a trombeta e enviando-nos à frente. É como o Israel antigo vendo a nuvem mover-se e prosseguindo com Deus.
4) Este som da trombeta é chamado de “alarme” – Há uma certa urgência com relação a ele. Quando Deus quer que o Seu povo siga adiante, é preciso que haja prontidão para uma rápida locomoção. Isto somente acontece através de uma sensibilidade para com Deus, ouvidos que ouvem, e um coração submisso. Muitas vezes, em denominações ou igrejas locais, deparamo-nos com tempos de refrigério como quando Israel chegou a Elim, aquele oásis no deserto (Êx 15.27). Tornamo-nos acomodados e satisfeitos com o nível de nossa experiência com Deus. Quando ouvimos Deus tocando o alarme para que sigamos adiante, tapamos os nossos ouvidos e aprofundamos um pouco mais as estacas da nossa tenda.
5) O progresso sempre envolve mudanças e as mudanças criam instabilidade – Alguns têm muitas dificuldades com as mudanças, e porque tornaram-se estabelecidos não podem crer que as mudanças são um progresso. Porém, quando a nuvem se move, quando o alarme ressoa, e sentimos que Deus está nos levando à frente, precisamos estar preparados para seguirmos adiante. A divisão mais trágica é quando Deus Se move e o Seu povo não o segue e assim se separam dEle – porque estavam demasiadamente estabelecidos.
O batismo do Espírito Santo é a Festa de Pentecoste que vem ao indivíduo. Este cristão batizado no Espírito precisa ouvir a Trombeta! Ele precisa entender que Deus o está chamando para o Corpo de Cristãos batizados no Espírito. Precisa compreender que Deus quer colocá-Io em seu lugar próprio como membro do Corpo de Cristo. O cristão batizado no Espírito não foi feito para desfrutar o seu Pentecoste pessoal somente. Ele precisa submeter-se ao Espírito Santo para que possa ser plantado, com mansidão e cooperação, numa comunidade verdadeiramente cheia do Espírito Santo, a saber, o Corpo de Cristo, pois “fomos batizados em um Espírito formando um corpo” (1 Co. 12: 12 13).
A Trombeta está convocando o Corpo a se reunir! Sigamos adiante, da unção da Festa de Pentecoste, para a unidade da Festa das Trombetas. E daí para adiante, prossigamos até a completação dos propósitos de Deus – juntos!

 
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Publicado por em 06/09/2008 em FESTAS BÍBLICAS

 

PENTECOSTES

A FESTA ANUAL DE PENTECOSTES

“Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinquenta dias: então oferecereis nova oferta de manjares ao senhor. Das vossas habitações trareis doze pães de movimento: de duas dízimas de farinha serão, levedados se cozerão: primícias são ao Senhor” (Lv. 23. 16,17).

O ASPECTO HISTÓRICO
O aspecto histórico da Festa de Pentecoste é digno de menção. Havia três ocasiões principais em que os israelitas apresentam-se diante do Senhor (Êx. 23.14-17). A primeira dela era Páscoa, os Pães Asmos e as Primícias, que se realizavam consecutivamente num período de 8 dias a 2 semanas. A Segunda ocasião era para celebrar a Festa de Pentecoste (também chamada de Festa da Colheta). Isto acontecia 50 dias após a apresentação por “oscilação” do primeiro feixe das primícias no final dos Pães Asmos. A terceira grande concentração era chamada de festa dos Tabernáculos (colheta) no final do ano, quando os israelitas colhiam seus frutos do campo. Este era m período do ano que começava no primeiro dias do sétimo mês, o qual incluía a Festa das Trombetas, o Dia da Expiação e a Festa dos Tabernáculos. Isto acontecia em Setembro/Outubro. ”Três vezes no ano todos os teus varões aparecerão diante do Senhor” (êx. 23.17). Deuteronômio 16.9-12 descreve a Festa de pentecoste da seguinte maneira: “… Desde que a foice começar na seara começarás tributo voluntário a Festa das semanas ao Senhor teu Deus te tiver abençoado. “E te alegrarás perante o Senhor teu Deus, tu e teu filho, e tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro das tuas portas, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão no meio de ti, no lugar que escolher o Senhor teu Deus para ali fazer habitar o Seu nome”.

O ASPECTO PROFÉTICO
O aspecto profético da Festa de Pentecoste é cumprido muito claramente em Atos 2: “E cumprindo-se o dia de Pentecoste… Todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outra línguas, confome o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (Ato.2:1,4). Este é um exemplo bem claro de como Deus usa as Festas como um “horário” para a história da humanidade. O que aconteceu em Atos 2, demonstra novamente como os símbolos proféticos da Festa de Pentecoste foram cumpridos. A oferta dos primeiros frutos retrata o pequeno grupo de pessoas que se reuniram naquele cenáculo – os 120 devotos que estavam esperando pela promessa do Pai, sobre a qual Jesus havia falado.
Eram consagrados a Jesus e estavam esperando pelo que Ele disse que aconteceria, isto é, que eles seriam batizados com o Espírito Santo (At. 1:4, 5, 14). Eram os poucos devotos que se haviam realmente consagrado a Jesus Cristo como seu Senhor, e que haviam sacrificado suas próprias ambições a fim de fazerem parte dos propósitos de Cristo. Eram como a oferta voluntária dos primeiros frutos – reunidos livremente e de comum acordo apresentando-se voluntariamente ao Senhor, preparando para pagarem o preço da identificação com Jesus.
A Festa de Penteconstes tem não somente um grande poder em si mesma, mas também um grande preço a ser pago. É o preço de nos entregarmos voluntariamente ao Senhorio de Jesus Cristo. É o preço de nos entregarmos voluntariamente ao Senhorio de Jesus Cristo. É significativo que os dois pães oferecidos nesta Festa sejam preparados com fermento. Isto retrata o caráter dos que experimentaram o Pentecostes. Deus não exigiu qualificações morais antes de batizar os 120 com o Espírito Santo. O Batismo do Espírito Santo é descrito como o Dom prometido pelo Pai (At. 1.4). Os dons de Deus são possíveis devido à bondade de Sua natureza, e não por causa de nossos merecimentos. O poder de Pentecoste foi o Dom de Deus a uma comunidade que não era perfeita. A trágica história de Ananias e Safira em Atos 5 nos ensina que desejarmos o poder ou o prestígio sem a pureza do Espírito Santo significa não compreendermos uma função importante do Mesmo. Ele entra em nós não porque sejamos perfeitos, mas porque presisamos ser perfeitos.
Ëxodo 23. 17 diz: “… Aparecerás diante do Senhor”. Isto nos fala sobre o encontro divino com Deus. O encontro de Atos 2 certamente transformou aquele grupinho de pessoas que estavam trancadas no Cenáculo. Transoformaram-se numa poderosa comunidade de testemunhas, certos quando ao Deus que haviam encontrado no dia de Pentecoste.

O ASPECTO EXPERIMENTAL
O Aspecto experimental desta Festa ainda é poderosamente relevante hoje. Ainda há a necessidade da oferta voluntária de nós mesmo a Deus. Muitos na igreja Cristã desejam o poder do Pentecoste, mas não da mesma maneira como aconteceu lá em Atos 2. Muitos cristãos acham que é um tanto desnecessário ou embaraçoso o falar em línguas. Algumas teologias são elaboradas para tentarem uma explicação eliminatória desde claro ensinamento bíblico. Tenho observado que sempre que Deus se move de uma maneira nova, Ele sempre coloca uma pedra de tropeço, ou uma rocha de ofensa naquilo que faz! A nova era que veio através da Pessoa de Jesus cristo tinha uma pedra de tropeço. Os líderes religiosos não podiam compreender a encarnação de Cristo e iravam-se muito quando Jesus falava sobre a Sua divindade. Jesus era a pedra que os edificadores rejeitaram (At. 1.11).
Paulo ensina que o Messias crucificado era uma outra grande pedra de tropeço para os judeus (1 Co. 1.23). Não podiam aceitar o fato de que o Messias precisava morrer. Isto não se encaixava com a maneira pela qual compreendiam as coisas – não havia nenhuma glória na Cruz. Pelo contrário, a Cruz fala sobre vergonha e ofensa. É preciso uma revelação para vermos as profundas verdades sobre o Messias crucificado. A mente natural não poderia aceitá-las.
Na Festa de Pentecoste, o falar em línguas é uma pedra de tropeço semelhante. Há um problema psicológico semelhante para este conceito incomum ser aceito. O Messias crucificado era alto irracional para os judeus. Falar numa língua desconhecida parece irracional a muitos cristãos. Porém, não foi nenhuma denominação que colocou esta pedra de tropeço na Festa de Pentecoste. Foi Deus que a colocou lá uma pedra sobre a qual precisamos cair com mansidão e submissão, para que ela não caia sobre nós.
No aspeto Experimental do Pentecoste, há um novo fruto, uma oferta voluntária de nós mesmos, como um sacrifício vivo, preparados para qualquer coisa que Deus queira fazer em nós. Um novo fruto tem uma lição simbólica de ser plantado na morte – a morte do outro sacrifício e da submissão. Desta mansidão e entrega, surge uma colheita de vida. É também a Festa do Batismo de Fogo. O fogo é um símbolo de purificação. Descobriremos que a identificação com esta Festa testará nossos relacionamentos no lar, na igreja, e m nossas vidas em geral. O Pentecoste era uma ocasião em que toda a nação de Israel comparecia diante do Senhor, para que Ele pudesse fazer uma obra em seus corações, colocando um pouco do Seu próprio caráter neles. Isto aconteceu poderosamente durante o Pentecoste para os 120.
O poder do Pentecoste nos transforma. Não devemos abordá-lo meramente por curiosidade da mesma maneira que abordaríamos qualquer outra coisa que chame a nossa atenção. Muito frequentemente, as preciosas e tremendas coisas de Deus são pregadas tão despreocupadamente, que os ouvintes ficam sem nenhuma sensação da espantosa presença de Deus. Muitas vezes o Evangelho é pregado com toda a ênfase sobre as Bênçãos disponíveis, e sem nenhuma menção do arrependimento necessário.
Frequentemente, o Pentecoste é apresentado como uma emocionante fonte de poder, sem o fator de equilíbrio que o Espírito de Deus é, sobretudo, o Espírito Santo de Deus. O Pentecoste é um encontro com Deus. Todos os encontros com Deus nos transformam. Isto me faz lembrar de 2 Coríntios 3.17, 17. “Ora o Senhor é aquele Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. Mas todos nós, com carta descoberta, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor”. Vemos aqui a obra do Espírito, removendo o véu de nossos corações, para que possamos ver a glória do Senhor. O resultado de vermos a Sua glória é que somos transformados – transformados à Sua semelhança com uma glória cada vez maior. O Pentecoste é o poder de Deus que nos transforma à Sua semelhança. Esta transformação não é um acontecimento instantâneo, imediato. Ela ocorre a medida em que continuamos a exercitar o que recebemos no encontro de Pentecoste – a oferta voluntária de nós mesmos ao Espírito de Deus. Desta maneira, somos transformados de um nível de glória para o seguinte, passo a passo, dia após dia, a medida em que colocamos em pratica o nosso Pentecoste.

 
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Publicado por em 06/09/2008 em FESTAS BÍBLICAS

 

PÁSCOA

A FESTA ANUAL DA PÁSCOA

“E este mês vos será o primeiro mês do ano… No décimo dia deste mês tome cada um para si um cordeiro… para cada casa. E o guardareis até ao décimo – quarto dia deste mês, e todo o ajuntamento da congregação de Israel o sacrificará à tarde”. “E tomarão do sangue, e pô-lo-ão em ambas as ombreiras, e na verga da porta, nas casas em que o comerem… E Eu passarei pela terra do Egito esta noite… vendo Eu sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga de mortandade, quando Eu ferir a terra do Egito” (Ex. 12.2-13)

“Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade.” (1Co. 5. 7,8)

Desejamos carinhosamente, com este estudo, contribuir para que o Corpo de Cristo possa realmente entender o verdadeiro sentido da Páscoa do Senhor Jesus Cristo.

Neste momento, nossos corações se entristecem ao ver as crianças, filhos de crentes em Yeshua, comemorando uma Páscoa cheia de tradições pagas, onde árvores são enfeitadas com duendes, ovinhos de chocolates e coelhinhos de Páscoa. O comércio, neste período de Páscoa, oferece ovos de chocolates dos mais variados recheios, cores e tamanhos à escolha do freguês. Todo mundo, então, vai desejar “boa Páscoa” aos outros, onde crentes e descrentes em Yeshua acreditam, nessa ocasião, estarem fazendo o melhor. Por isso, urge que os verdadeiros cristãos tomem conhecimento do verdadeiro sentido da Páscoa e o declarem ao mundo, que está cada vez mais perdido e afastado da vontade de Deus. Por outro lado, enquanto o mundo irá profeticamente de mal a pior, a Igreja de Yeshua, a noiva ataviada, irá de bem a melhor.

A Festa da Páscoa é a primeira festa fixa do ano litúrgico no calendário judaico. Por isso, ela é muito importante não só por ser a primeira festa, mas porque, sem ela, as outras festas não existiriam. Para nós, crentes em Yeshua, ela fala profundamente ao coração, pois suas mensagens principais falam, pelo menos, de três pontos super importantes para todo aquele que acredita no Messias Jesus.

Primeiro, é necessário passar o sangue do cordeiro nos umbrais e nas vergas das portas de nossas casas, onde o cordeiro assado será comido (Êxodo 12:7). Para nós crentes, isso significa “nascer de novo”; recebendo o perdão pelo sangue do Cordeiro Jesus, vertido na cruz do calvário para remissão dos nossos pecados. (Romanos 5:8-9). O comer o cordeiro significa tê-Io dentro de nós, habitando em nós (1Co. 2:6); significa comer a Palavra Viva de Deus. (Mt 4.4)

Segundo, necessitamos sair do “Egito”, que representa o sistema do mundo. É necessário não só sair dele, mas ser liberto dele. Assim, a Festa da Páscoa tem como tema básico o Messias, nosso Cordeiro que liberta; o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, do nosso coração. (João 1:29); nossos pés são libertos das “correntes” da escravidão para os primeiros passos da caminhada da vida cristã.

Terceiro, enquanto celebramos a Festa da Páscoa, o Senhor passa estabelecendo juízo aos deuses (demônios) locais. -Cristo é nosso Cordeiro Pascal (1Co.5.7). Em resumo, ao celebrarmos a Festa da Páscoa, entramos “em Cristo” e cristo entra “em nós” entramos em uma nova vida (2Co.5.7). Em um novo e vivo caminho. (Hb. 10.19.20.) Assim, liberamos o povo para adorar ao Senhor!

O FUNDO HISTÓRICO DA PÁSCOA
Observe que o Cordeiro Pascal era separado no décimo dia de Abibe (Abril). Eles tinham que examinar o cordeiro minuciosamente antes de o matarem no decimo-quarto dia de Abibe. (1º mês do ano) Punham o sangue nas ombreiras e verga das portas, na forma de uma Cruz. Isto apontava profeticamente para o Calvário de Jesus Cristo. Observe também que Deus diz: “Vendo Eu sangue, passarei por cima de vós” (Ex. 12.13,23).

Por muitos anos, pensei que isto significava que Deus passaria por cima das casas dos israelitas no sentido de pular ou poupar a pessoa que estivesse na fila da morte. Agora, no entanto, vejo que há uma realidade ainda mais bonita aqui. A Páscoa significa que Deus Se colocou por sobre as casas dos israelitas como uma cobertura, protegendo-os do anjo destruidor que Ele havia enviado entre os egípcios (Ex. 12.23). O sangue nas ombreiras e vergas claramente retrata, então, a Jesus crucificado, à porta das casas, como Salvador. O Salmo 91 se encaixa muito bem à situação da Páscoa: “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo à sombra do Onipotente descansará… Ele certamente te livrará do laço do passarinheiro… Ele te cobrirá com as Suas penas, e debaixo das Suas asas confiarás…e estarás seguro.”

O FUNDO PROFÉTICO DA PÁSCOA
Em são Lucas 19, temos registro da entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, poucos dias antes de Sua crucificação. Exatamente na mesma hora em que o povo estava trazendo seus cordeiros pascais para serem examinados pelos sacerdotes, Jesus, o Cordeiro de Deus, estava apresentando-Se diante do povo e dos líderes para um exame minucioso, antes do Seu sofrimento e glória. No décimo dia de Abibe, Jesus Se apresentou para esta inspeção. Isto é claro em Mateus 22.14. “Então retirando-se os fariseus, consultaram entre si como o surpreenderiam nalguma palavra. Enviaram discípulos dos herodianos para que O enganassem também” (Mt. 22.23 em diante). Lembre-se que este teste tinha a ver com a ressurreição e a vida após a morte. Os fariseus O experimentaram com relação a questão do maior dos mandamentos. Jesus lhes respondeu satisfatoriamente e prosseguiu então a confundí-los quanto ao entendimento deles sobre o Messias. A conclusão deste tempo de testes e exames encontra-se em Mateus 22.46. “E ninguém podia responder-Lhe uma palavra: nem desde aquele dia, ousou mais alguém interrogá-Lo”.

Em São João 18, encontramos a narrativa do falso julgamento de Jesus feito por Caifás, o qual queria ter evidências para apresentor a Pilatos, para que este, por sua vez, pudesse condenar Jesus. Ele não encontrou nada e teve que responder ao interrogatório de Pilatos com a declaração: “Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos” (Jo. 18.30).

O próprio Pilatos deu o veredicto: “Não acho nEle crime algum” (Jo. 18.38). Este veredicto foi dado exatamente na mesma hora em que os cordeiros pascais, estavam sendo declarados imaculados. João 18.28 nos mostra isto, explicando que os líderes judeus não queriam entrar no saguão de julgamento dos gentios porque isto os sujaria, e, portanto, os desqualificariam para comerem a Páscoa naquela noite. Pilatos declarou que Jesus era inocente três vezes (10. 18.38; 19.4,6). Ele não compreendeu como foi importante esta declaração de inocência. Ele não sabia que Jesus era o Cordeiro de Deus, o qual O havia apresentado para ser inspecionado. Ele estava, na verdade, declarando que Cristo era digno e podia morrer como o sacrifício de Deus pela humanidade pecaminosa. Assim sendo, tomaram Jesus e O crucificaram naquela mesma tarde. Na mesma hora, os cordeiros pascais estavam derramando o seu sangue no altar do Templo.
Após quatro dias de exames minuciosos, Jesus foi crucificado. O significado verdadeiro da Páscoa havia sido alcançado. O fundo histórico da Páscoa relembrava a libertação do Egito. O aspecto profético da Páscoa estava sendo cumprido no Calvário. Jesus tornou-Se uma cobertura espiritual eterna para todos que O receberiam como o seu Cordeiro Pascal.

O LADO EXPERIMENTAL DA PÁSCOA
O lado experimental da Páscoa é que todos os seres humanos precisam clamar pela presença protetora e salvadora de Jesus sobre suas vidas e compreenderem que há uma proteção perfeita contra o destruidor, o qual é o Adversário de Deus (Ap 9.11). Este é o significado da tão usada expressão evangélica “sob o sangue de Jesus”. Ela retrata a necessidade que todos têm de uma Páscoa pessoal para que possam ficar firmes contra o adversário de suas vidas.

O sangue nas ombreiras e vergas das portas tirava todo o poder do Destruidor nos laces. Isto é enfatizado em linguagem neotestamentário em Hebreus 2.14: “Jesus… aniquilou o que tinha o império da morte, isto é, o diabo”. Cristo, crucificado, a porta de nossas vidas, tira todo o poder do Diabo sobre nós. Que liberdade! Aleluia! De fato, “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres… Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (10. 8. 36,32).

Eu já tive a minha Páscoa pessoal. Eu costumava ter muito medo do Diabo quando era um cristão novo. Costumava sonhar que estava tentando expulsar demônios, mas sem êxito algum. Este temor era uma incredulidade que me paralisava. Então Deus me libertou. Ele o fez pela Sua verdade pascal de Romanos 10.9, 10. “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos (e não O deixou pendurado na Cruz), serás salvo”. A palavra grega traduzida por “salvo” nesta passagem é “sozo”. Significa “ser liberto, ser feito são, ser curado-redenção total”. As condições para o recebimento desta libertação total são: Confessar com nossas bocas que Jesus Cristo é o Senhor. Crer em nossos corações que Deus o ressuscitou dos mortos. E Deus promete que seremos salvos.

Tenho procurado explicar o significado pascal do Sangue e da Cruz de Cristo como uma cobertura que protege o cristão. Entendemos, ainda, que como disse alguém: “O sangue de Cristo trata com os nossos pecados, assim como a Cruz de Cristo trata com nossa velha natureza pecaminosa”.

O lado prático da Páscoa precisa ser cumprido na vida de cada um de nós. Todos nós precisamos crer e receber a Jesus, o Cordeiro de Deus, que leva o nosso pecado. A Páscoa é a primeira Festa do Calendário Divino. A páscoa pessoal de cada pessoa acontece no início de seu relacionamento verdadeiro e aceitável com Deus. Não podemos desprezar a celebração e mensagem da Páscoa. É preciso ver a espantosa pureza do Cordeiro sacrifical de Deus e permitirmos que Ele Se coloque sobre nós como a Cobertura espiritual preparada pelo Pai para todos os que querem ser retos diante de Deus para a vida eterna. Jesus é a nossa vestimenta de retidão que passa sobre nossas cabeças ao “revestirmo-nos de Cristo” (Rm. 13.14). Quando O recebemos como nosso Cordeiro Pascal, podemos ter certeza de que estamos protegidos contra as obras do Diabo. Isso é celebrar a Páscoa com propósitos no Reino. Amém!

 
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Publicado por em 06/09/2008 em FESTAS BÍBLICAS

 
 
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