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MINISTÉRIO E FUNÇÃO DO BISPO NA IGREJA

21 jan

preview_html_481d94e5Introdução:

O Bispo é um dignitário da Igreja, exerce um cargo elevado, goza de um título proeminente, possui a plenitude do sacerdócio e detém regularmente a direção espiritual das Igrejas.

Em Atos dos Apóstolos lemos: “De Mileto mandou a Éfeso chamar os anciãos da Igreja” (Atos 20.17). “Cuidai, pois, de vós mesmos e de todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que Ele adquiriu com seu próprio sangue” (Atos 20.28).

Aplicação do Termo Bispo

         “Na cultura grega, tanto os deuses como os homens podiam ser descritos como episkopoi ou “supervisores” em sentido geral e não técnico. A palavra denotava também magistrados que administravam as rendas dos templos pagãos. Plutarco chama o pontífice romano (pagão) de episkopos (supervisor). A palavra é aplicada também aos filósofos como diretores espirituais.”  (O Novo Dic. Da Bíbl. Vol.I, pg.220).                                                      

O termo “Ancião” (“presbíteros” em Grego) é sinônimo de bispo (“epískopos) e pastor (poimen). E todos são chamados também de ministros (em Grego “hyperetes”) que significa “servo”. “Portanto que todos nos considerem como ministros de Cristo” (1 Cor. 4.1). O termo ministro abrange a todos os serviçais da Casa de Deus. E o termo bispo indica a função de supervisor e não título, pois o bispo é também um ministro da Casa de Deus. “Inácio, um dos padres (pais) da Igreja, do século II, mostra-nos que, na primeira metade do II século da era cristã, o ofício de bispo se tinha desenvolvido, envolvendo maior parcela de autoridade do que o ofício de ancião” (Russel N. Champlin, ph.D.)

O termo “bispos” (episkopois) significa literalmente “supervisores”. Os dois versos acima mostram que “os bispos eram pastores que pastoreavam o rebanho de Deus e eram também anciãos  que exerciam autoridade exclusiva sobre a igreja local. Na igreja cristã primitiva estes termos eram usados intercaladamente , visando sempre os mesmos indivíduos, embora encarando suas funções sob ângulos diferentes. Somente  a partir do século II a.D. é que o termo “bispo” passou a designar um ancião em chefe, que governava um certo número de igrejas, e que geralmente ficava em um determinado distrito ou território (diocese).” (idem).

“Os anciãos (bispos) não eram especialmente distinguidos por motivo de sua idade e maturidade, e, sim, porque eram os “supervisores”, ou seja, aqueles que tinham a responsabilidade pela direção do rebanho inteiro. Ora, nessa função deveriam agir também como pastores, isto é, alimentando, cuidando, e protegendo o rebanho. O próprio Senhor Jesus é chamado de “Pastor e Bispos das vossas almas” (1 Pe 2.25).” (Idem).

Ancião no Antigo Testamento

No AT os Israelitas viviam organizados em tribos, e autoridade ficava nas mãos dos chefes das tribos, clãs e famílias. Eram, portanto, os anciãos homens de certa idade, chamados “zeqenim” (Hebraico)… Os chefes das famílias mais poderosas exerciam autoridade na tribo. Às vezes estes chefes tribais são chamados de príncipes ou principais do povo. É por isso que o nome “ancião”, desde cedo se refere mais a dignidade do que idade. Os anciãos de uma tribo ou de Israel formavam a sua nobreza (Ex.3.16; Nm. 11.16). Em tempo de guerra os anciãos chefiavam seus súditos, e em tempo de paz exerciam a jurisdição (o conselho de anciãos julgavam as pequenas causas como juízes da tribo, ou da cidade) (Ex. 18.13-26). O papel dos anciãos era importante nas cidades, pois eram os habitantes mais notáveis. Os reis levavam em conta a opinião dos anciãos, e muitas vezes eram eles os seus conselheiros. (1 Sm.30.26). Os anciãos exerciam autoridade local nas cidades, e eram responsáveis pela administração das mesmas (Esdras 5.9, 6.7). No Sinédrio (Senado) Judaico, além dos escribas e chefes dos sacerdotes, havia cadeira para os anciãos (Mt. 27.41). Na diáspora, o governo das comunidades judaicas e das sinagogas ficava nas mãos dos anciãos, que tinham poder para admitir novos membros ou excomungar (Lc.6.22). “Assim, a função dos “anciãos” no AT como chefes do povo, corresponde ao de “bispos” no NT como chefes das Igrejas” (Dic. Encl. Da Bíblia, pg.71, Ed. Vozes,1977).

Nomeação do Bispo no Novo Testamento

O termo grego “epískopos” (bispo) é usado cinco vezes no NT: Em Atos 20.28; Fl. 1.1; 1 Tm. 3.2; Tito 1.7; e 1 Pe. 2.25. E indica a função de “supervisor”. Nos tempos antigos era usado para indicar os oficiais dos exércitos, bem como os “superintendentes” ou diretores dos trabalhadores, em qualquer projeto. Veio a ser palavra usada para indicar o trabalho da “administração eclesiástica”. Nas epístolas pastorais (1 Timóteo, 2 Timóteo, e Tito), encontramos O Apóstolo Paulo nomeando como Bispos das Igrejas Timóteo (1 Tm. 1.3,18) e  Tito (Tt.1.4-5), para que estes por sua vez  possam nomear “Anciãos” (presbíteros), ministros ( pastores,as) ,  e diáconos para governar as igrejas.Portanto, tanto Timóteo como Tito, é investido de autoridade pelo Apóstolo Paulo como um “Bispo Consagrador”, o qual tinha autoridade sobre um território ou distrito, e não simplesmente sobre uma igreja local. Veja como o Novo Testamento apresenta a hierarquia de autoridade: O Senhor Jesus Cristo, o Supremo Pastor e Apóstolo, Cabeça da Igreja, nomeia os Apóstolos, os Apóstolos por sua vez nomeia os Bispos; Bispos nomeiam Anciãos (Presbíteros), Ministros ou Pastores (as) e Diáconos. O Bispo é Nomeado pelo Apóstolo porque o Apóstolo é a maior autoridade na Igreja, é o maior, e o primeiro entre todos os dons do ministério. Em 1 Coríntios 12.28 Paulo diz que Deus estabeleceu na Igreja “primeiramente os Apóstolos”. O Apóstolo é um bispo-supervisor de toda a Igreja. É importante também observar que o Apóstolo nomeia os bispos entre os anciãos (presbíteros). O Apóstolo escolhe para ser nomeado a bispo aqueles anciãos ou ministros que são mais notáveis, mais capazes e experientes para serem “supervisores” da obra de Deus. Paulo diz que o bispo a ser nomeado não pode ser um presbítero (ancião) novato, ou seja, neófito, recém-convertido, pois o mesmo não é maturo suficiente, não é experiente e provado. Portanto, o bispo a ser nomeado “Não pode ser recém-convertido, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação que caiu o Diabo” (1 Timóteo 3.7 – NVI).

O Ministério Episcopal de Paulo

   “O Apóstolo Paulo teve que disciplinar um outro apóstolo (Pedro) e o fez na função de bispo, embora ele nunca tivesse sido chamado  por esse título (Gl. 2.11). Vemos a presença de um ministério episcopal em outros aspectos do ministério de Paulo:

1)Paulo dava direção e conselhos a outros ministros. (1 Tm.4.11-16)

2)Ele confirmava ministérios (Atos 15.41; 18.23)

3)Constituía ministérios pela imposição de mãos, (2 Tm. 1.6)

4)Exercia disciplina e governo sobre a Igreja (1 Cor. 5).

Assim vemos que o dom ministerial de Paulo era o de um apóstolo, enquanto que a sua função na estrutura orgânica da Igreja era a de Bispo.” (Apóstolo Jota Moura –“A Estrutura da Igreja no Reino”- pg.15).                     

O Bispo é o “Homem Forte” da Igreja

“Pelo tempo de Inácio (o qual foi martirizado em cerca de 107 D.C., nos dias do imperador Trajano), sendo aquele o terceiro supervisor (bispo) de  Antioquia, já se desenvolvera forte episcopado”. O Bispo se tornou um líder mais destacado da Igreja governando uma região ou distrito nomeando e consagrando  pastores,  presbíteros, diáconos,  e supervisionando estas igrejas.

Jerônimo, um dos pais da Igreja, comentando Tito 1.5, diz que a supremacia do bispo (supervisor) em qualquer localidade aconteceu principalmente, pela necessidade de se evitar cismas na Igreja. (O NT Int. Vol.5, pg.307,308).

Portanto, neste sentido, o surgimento do Bispo como o “homem forte” da Igreja aconteceu por causa de lideranças “fracas” que  ameaçavam dividir o Corpo de Cristo. O Bispo é um homem forte e poderoso na doutrina e na Palavra como indica Tito 1.9: “Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes”.

Os Bispos trabalhavam em cada região procurando preservar a unidade da Igreja pelo “vínculo da paz” (Ef. 4.3). Eles formaram os primeiros Concílios e Colegiado de Bispos.

A ordem original de governo na Igreja Primitiva é o ministério plural (colegiado), onde vários apóstolos, profetas, bispos, anciãos, presbíteros, pastores, diáconos,  compartilhavam a liderança da Igreja.

A forma episcopal de governo eclesiástico é aquele em que os “Bispos” (supervisores) ou Bispas (episcopisas/ supervisoras) são liderados pelo cabeça que é o Apóstolo (Presidente da Igreja), formando o “Colégio de Bispos” (Colégio Episcopal) que têm a principal autoridade na Igreja, superior à autoridade de ministros, pastores (as), anciãos, presbíteros (as),  diáconos (isas) e demais líderes.

Qualificações e Funções do Bispo

   O uso cristão do termo “bispo” é empregado como descrição genérica de ofício responsável, seu significado foi definido de conformidade com as qualificações exigidas pela Igreja. Essas são alistadas em 1 Timóteo 3.l-7:

   “Esta afirmação é digna de confiança: Se alguém deseja ser bispo, deseja uma nobre função. É necessário, pois, que o bispo seja irrepreensível, marido de uma só mulher, moderado, sensato, respeitável, hospitaleiro e apto para ensinar; não deve ser apegado ao vinho, nem violento, mas sim amável, pacífico e não apegado ao dinheiro. Ele deve governar bem sua própria família, tendo os filhos sujeitos a ele, com toda dignidade. Pois, se alguém não sabe governar sua própria família, como poderá cuidar da igreja de Deus? Não pode ser recém-convertido, para que não se ensoberbeça e caia na mesma condenação que caiu o Diabo. Também deve ter boa reputação perante os de fora, para que não caia em descrédito nem na cilada do Diabo”.

“Portanto, o bispo deve ter caráter moral inatacável, habilidade de ensinar, natureza hospitaleira, paciência, experiência, sobriedade, liderança, e integridade completa, ou em outras palavras, as qualidades requeridas de um bom mestre, pastor e administrador. O Apóstolo Paulo diz em Atos 20.28 que “…O Espírito Santo os colocou como bispos, para pastorearem a Igreja de Deus”… O Espírito Santo os fizera supervisores sobre o rebanho. Esta função não é simplesmente estabelecida no Corpo de Cristo pelos homens, ou pela organização eclesiástica, mas pelo Espírito Santo de Deus!

Os bispos são diferenciados dos presbíteros ou anciãos, pelo fato de serem Mestres “aptos para ensinar” (1 Tm. 3.2) na unção, na revelação, e dom do Espírito Santo. Os bispos possuem liderança e preeminência no magistério da Igreja. Eles labutam no ministério da Palavra e do ensino. “Há uma pluralidade de bispos na Igreja (Filipenses 1.1), eles agem como uma corporação (colegiado) para governar a mesma.” (O Novo Dic. Da Bíblia, Vol.I, pg.220).

O Apóstolo Paulo dá outra lista de qualificações do Bispo em Tito 1.7-9:

“Porque convém que o bispo seja irrepreensível, como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador,  nem cobiçoso de torpe ganância; mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante; retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes.”

O bispo e os demais líderes cristãos devem ser irrepreensíveis em suas qualidades morais. O bispo de ser “despenseiro” da casa de Deus. Em grego é “oikonomos” que significa “gerente”, “mordomo”, “administrador”. O bispo é gerente, mordomo e administrador da casa de Deus que é a  Igreja do Senhor Jesus Cristo. O “dono” da “casa” é Deus, o Senhor Jesus; e o “mordomo” ou “gerente”, é o “bispo”, e todos os demais servos da casa devem obedecer às suas ordens. Pois, o bispo por sua vez deve prestar conta ao seu Senhor de sua mordomia. O bispo não pode ser soberbo, mas humilde. Não pode ser iracundo, briguento. “Não dado ao vinho”, ele deve evitar bebidas alcoólicas. “Nem espancador”, o bispo não pode espancar as ovelhas e seus companheiros de ministério. Não pode ser um “ditador” no uso do poder que Deus lhe confiou para espancar e esmagar os outros que estão debaixo de sua autoridade. O bispo não pode ser “cobiçoso de torpe ganância”, isto é, não pode ganhar “dinheiro” desonestamente. Não pode aproveitar de sua posição para “tirar dinheiro” das pessoas para si próprio. O bispo como “supervisor” deve ser hospitaleiro, liberal, franco e generoso; justo e piedoso. Ao mesmo tempo firme na doutrina e poderoso na Palavra de Deus.  Paulo diz, “para que seja poderoso”, ou seja, o bispo é um homem “poderoso” na “casa de Deus”. Por quê?  Porque ele “prega uma mensagem poderosa!”, capaz tanto de exortar como de convencer os ouvintes! Sua palavra é capaz de mudar a mente das pessoas! Sua palavra é capaz de mudar o destino das pessoas! Sua palavra é capas de “tapar a boca dos hereges!.” E ele é poderoso porque há algumas tarefas na Igreja que somente o bispo é capacitado por Deus para realiza-las. E finalmente, ele é poderoso porque vive uma vida irrepreensível na presença de Deus. Ele é um nobre do Reino, um príncipe de Deus!

A Função do Bispo nas Diversas Igrejas.

Bispo, do Grego “epískopos”, na linguagem geral significa “supervisor”, “intendente”, a pessoa que dirige e administra a Igreja. Na linguagem eclesiástica das igrejas protestantes em que o termo é adotado (luteranos, metodistas), seu significado limita-se a esse sentido, que é o sentido grego original: supervisor ou intendente. “Entretanto, ao tentar evitar os excessos de autoridade que a Igreja Católica Romana atribuiu a seus bispos, a Igreja Protestante, em sua maior parte, ignorou essa função. (Com notáveis exceções, como a Comunhão Anglicana, a Igreja Metodista, a Pentecostal Holiness, etc.). E, por isso, achou termos sucedâneos, tais como: “superintendente”, “supervisor”, “moderador”, e assim por diante.” (Apóstolo Jota Moura – “Estrutura da Igreja no Reino” – pg.14).

Para as Igrejas Católica, Ortodoxa e Anglicana, os bispos são, por direito divino, sucessores dos apóstolos, aos quais Jesus confiou a tríplice missão de magistério (ensinar, doutrinar), ordem (honra e autoridade), jurisdição (governar e legislar). Os católicos sempre entenderam que essa tríplice missão estava subordinada ao pontífice romano, sucessor de São Pedro. O concílio Vaticano II deu ênfase, no entanto, à idéia da colegialidade, i.e., do governo comum da Igreja pela totalidade dos bispos ou colégio episcopal/apostólico. ”(Encl. Barsa, Vol.4,pg.110).

“Os bispos são sucessores dos apóstolos. “Assim como, por vontade do Senhor, são Pedro e os outros apóstolos constituíram um colégio apostólico”… E esse colégio “junto com sua cabeça, o pontífice romano, e nunca sem essa” (A constituição dogmática de Ecclesia, 1964). Assim, a autoridade suprema da Igreja pode ser exercida não só pessoalmente pelo próprio papa, mas também de modo colegiado pela totalidade do episcopado” (idem). A pedra do anel  episcopal é a ametista, simbolizando sua fidelidade à Igreja. Cada bispo escolhe seu brasão e armas, bem como a frase que resume o ideal de seu ministério.” (idem).          

 Diversas Modalidades de Bispos Católicos

Há diversas modalidades de bispos de acordo com suas funções:

1)    Bispo auxiliar – bispo titular nomeado para ajudar, geralmente, o bispo residencial de uma diocese numerosa.

2)    2) Bispo coadjutor – bispo titular designado para assistir a um bispo residencial em suas funções, geralmente, com direito a sucessão.

3)    Bispo “in partibus infidelium” – bispo promovido a um bispado não residencial situado em país infiel ( o bispo é um embaixador).

4)    Bispo Metropolitano – bispo de uma metrópole (arcebispo).

5)    Bispo Prelado – o bispo que tem jurisdição sobre uma prelazia. (O termo “Prelado” é título honorífico privativo de certos dignitários eclesiásticos como bispos, arcebispos, chefes de comunidades religiosas). A prelazia é um território eclesiástico que não pertence a nenhuma diocese, governada por um bispo prelado; a prelazia pode ser uma pequena diocese dentro de uma grande diocese – por exemplo, o Reitor de uma Universidade, pode ser um Bispo Prelado.

6)    Bispo Residencial –  é aquele que exerce efetivamente o governo de sua diocese. (Quando se fala do bispo sem outra especificação, trata-se do bispo residencial, que em direito canônico é chamado ordinário do lugar).

7) Bispo sufragânio –  bispo residencial de uma sede episcopal dependente ou subordinada a um bispo metropolitano (arcebispo).

8) Bispo titular – sacerdote que é consagrado a bispo, possui todos os poderes do episcopado, mas não tem autoridade em sua diocese, por tratar-se de sede extinta, por ser o povo que a habita cismático ou infiel.

9) Bispo Presidente – aquele que exerce a presidência do Concílio ou da Igreja.

10) Bispo Nomeado – aquele que foi nomeado, mas aguarda o tempo para ser consagrado.

11) Bispo Efetivo – aquele que foi nomeado, consagrado e efetivado no episcopado.

12) Bispo Consagrador – aquele que está autorizado a consagrar outros líderes da Igreja ou das igrejas.

13) Bispo Jubilado – aquele que alcançou aposentadoria pelo tempo de trabalho no ministério.

                                        Os Poderes do  Bispo

   O termo “bispo”, como já sabemos, (“supervisor” em Grego), é aplicado aos chefes da Igreja desde o século II da era cristã. O Bispo possui os seguintes poderes na Igreja Universal em geral, sendo que possui mais poderes na Igreja Católica e menos poderes na Igreja Protestante (evangélicas):

1)    Poder de ordem, conferido pela consagração episcopal;

2)    Poder de jurisdição, isto é, poder legal, autoridade de aplicar as leis da Igreja sobre o território ou área de sua competência e influencia. Poder de conhecer as infrações destas leis, crimes ou delitos, e julgar e disciplinar.

3) Poder e direito de exercer um ministério espiritual na Igreja.

4) Poder espiritual para pastorear a Igreja como pastor que guia e cuida do rebanho.

5) Poder em questão de Fé e Doutrina, sob a presidência do Chefe dos Bispos (Bispo Presidente), os bispos reunidos em concílio (sínodo), têm poder para tratar e definir as questões sobre fé, doutrina, teologia, métodos, estratégias, filosofia e política da Igreja.

7)    Poder sobre a diocese, distrito, área, ministério, ou território debaixo de sua jurisdição, competência e responsabilidade; os bispos têm toda autoridade, estão investidos de todos os poderes para governar, supervisionar, e administrar a Igreja:

a) Poder Legislativo, fazer e aplicar leis, normas, regras, para o bom andamento e progresso da Igreja e avanço do Evangelho do Reino de Deus; b) Poder Executivo, administrar e supervisionar as finanças e bens patrimoniais da Igreja ou área de sua competência.

c) Poder Judiciário, julgar as causas eclesiásticas como juiz ou árbitro.

d) Poder de Conselheiro, os bispos são conselheiros do Bispo cabeça, Chefe da Igreja, ou seja, o Bispo Presidente.

e) Poder de propor a nomeação de novos bispos, ou seja, os bispos reunidos em concílio ( sínodo) têm o poder de propor a nomeação de novos bispos, que após ser considerado (homologado)  pelo Chefe dos Bispos, o Bispo-Presidente, poderá designar definitivamente.

f) Poder de deposição, os bispos reunidos em concílio (sínodo) têm o poder de propor a deposição ou retirar a investidura de um bispo, caso ele venha a cometer infração grave contra o ministério, à Igreja ou Episcopado. O bispo tem poder de depor, retirar, ou transferir, ministros (as), pastores (as), presbíteros (as), diretores (as) ou outros lideres sob sua jurisdição, e repor outros em seu lugar, sempre que necessário for para o bom andamento da obra , progresso da Igreja e avanço do Evangelho do Reino.

Para tanto, o Bispo devem, agir sempre debaixo da cobertura do Colégio de Bispos, com sabedoria, prudência, conselhos, e cheio do Espírito Santo. Iluminado pela Palavra de Deus revelada, pois “Onde não há conselho os projetos saem vãos, mas com a multidão de conselheiros se confirmarão” (Pv.15.22).

Colégio de Bispos

O Colégio de Bispos (Colégio Episcopal) é o grupo de bispos que têm as mesmas dignidades e prerrogativas na Igreja. Os bispos exercem governo colegiado (coletivo) na chefia da Igreja. Os bispos reunidos em concílio tomam deliberações sempre no principio do “consensus fidelium” (concordância ou uniformidade de opiniões, pensamentos, sentimentos, crença, concordância mútua). “Se por estarmos em Cristo nos temos alguma motivação, alguma exortação de amor, alguma comunhão no Espírito,..completem a minha alegria, tendo o mesmo modo de pensar, o mesmo amor, um só espírito e uma só atitude. Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos.”(Filipenses 2.1-3). Portanto, uma Igreja, com governo episcopal é uma Igreja colegiada. A colegialidade é a característica da organização de seu governo. O Apóstolo Paulo cita a Igreja dos Filipenses como um exemplo de Colégio Episcopal governando a Igreja: “Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos” (Filipenses 1.1). Havia uma pluralidade de bispos e diáconos na Igreja de Filipo formando o Colégio de Bispos.

Circunscrição Territorial Administrada

   A diocese, o distrito, a regional, ou área, é a circunscrição territorial administrada por um bispo ou arcebispo (arquidiocese). O termo aplica-se historicamente aos primeiros séculos do Império Romano a certas províncias do Oriente. O Imperador Diocleciano que governou o Império Romano (285 a 305 A.D.) realizou vasta reforma administrativa transformando as províncias em dioceses, que foi entregue aos governadores (vicários) cujo papel era administrativo e judiciário, sem nenhuma junção militar.  A Igreja nesta época aproveitou a estrutura administrativa do Império para estabelecer a estrutura administrativa da Igreja e o governo através dos bispos espalhados pelo mundo. Cada Bispo passou a supervisionar, governar, ou administrar, um determinado território (diocese) com diversas igrejas debaixo de seu comando.

Conclusão

             “Concluímos afirmando que a função do bispo é bíblica e necessária para a estrutura do governo da Igreja, quer aceitemos ou não outros aspectos da ordem episcopal, tal como é vista hoje em dia” (Apóstolo Jota MouraIdem).

Conforme Atos 20.1-29, especialmente os versos 17 e 28, o Bispo é um Presbítero (Grego), um Pastor (poimoneo –Grego), e um Ancião (Zedeqim- Hebraico). O bispo como “ancião”, derivado do AT, é um chefe importante, um conselheiro sábio, um administrador competente, um guerreiro valente, um comandante corajoso, um juiz justo, para tratar, julgar e direcionar todos os negócios do Pai na Igreja.

À luz do NT o bispo é um homem de Deus, um homem da Igreja, com certa idade, com maturidade espiritual, experiência cristã, e autoridade. É um notável entre os demais líderes da Igreja, é um homem de dignidade, possui liderança, é firme na fé, na doutrina e na Palavra de Deus, para pastorear, administrar e supervisionar toda a Igreja de Deus e especificamente a área de sua competência ou jurisdição.

Finalmente, os bispos são também reconhecidos como “príncipes” da Igreja do Senhor Jesus Cristo. Eles são colocados por Deus na Igreja numa posição de “primazia, primado, preeminência”. Por causa deste privilégio, os bispos deverão ser tratados pelos membros da Igreja com reverência, respeito e honra, pois está escrito: “Os juízes não amaldiçoarás, e o príncipe dentre o teu povo não amaldiçoarás” (Êxodo 22.28). E também, por causa desta “primazia”, em tempos de perseguição contra a Igreja, os bispos são geralmente os primeiros a sofrerem perseguições, prisões, e às vezes até martírio por causa do Reino de Deus. Muitos bispos foram mortos nos três primeiros séculos de perseguição contra a Igreja por parte do Império Romano. Portanto, “primazia” tanto implica “privilégios” como também “responsabilidades” de dar a vida pelas ovelhas. O Apóstolo Pedro diz que Nosso Senhor Jesus Cristo, como “Pastor e Bispo” das nossas almas, levou nossos pecados sobre a cruz, deu a vida pelas suas ovelhas (1 Pe. 2.24-25).

Os bispos são autoridades constituídas por Deus no meio do seu povo para representar o Seu governo. “Que todos obedeçam às autoridades. Porque não existe nenhuma autoridade sem a permissão de Deus, e as que existem foram colocadas por Ele… Porque elas estão a serviço de Deus… Assim você deve obedecer às autoridades, não somente por causa do castigo de Deus, mas também por uma questão de consciência… Portanto, paguem o que vocês devem a elas… Respeitem e honrem todas as autoridades.”(Romanos 13.1-6). Amém.

LEÔNCIO R. LANÇA

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Publicado por em 21/01/2013 em MENSAGENS

 

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